RSS

O discurso do anticomunismo

Autor: Grover Furr, professor de História e Literatura Inglesa na Universidade de Montclair New Jersey (EUA).

Publicado em The Red Critique, número 11.

Leitores, estou corrigindo essa tradução, que encontrei no blog Comunistas Brasileiros (comunistasbrasileiros.blogspot.com.br), claramente baseada no que foi publicado no blog galego Estoutras Notas Políticas (estoutrasnotaspoliticas.blogspot.com.br). Estou em semana de prova na faculdade então provavelmente apenas semana que vem poderei terminar a correção. Segue o texto de Grover Furr:

 

Ainda que oficialmente a Guerra Fria havia terminado, o anticomunismo está muito vivo e presente em todos os tipos de discursos-críticos, históricos e políticos-, gozando de uma grande influência tanto no mundo acadêmico como na sociedade em geral.

Durante cerca de três décadas ou mais, o comunismo funcionou como o grande inominábel na pós-estruturalista “guerra contra a totalidade”. Os ataques contra o “logocentrismo” do “racionalismo ocidental” apontaram normalmente contra o legado burguês do Iluminismo, mas, de analisar a linguagem destes ataques, Marx vai aparecer no ponto de vista tanto ou mais que Locke e Rousseau.

Apresentado como a crítica ao “reducionismo de classe” no nome de um modelo “intergrupal” de gênero, raça e classe, e da relação do discurso com a ideologia, essa antipatia para com o marxismo penetrou com força no substrato cultural, exercendo uma postura e permanente influência inclusive (ou sobretudo) nos acadêmicos que presumem estar “além da teoria” e de ter regressado ao particular. E apesar de que o impacto deste antimarxismo esteja limitado em grande parte do mundo acadêmico que se expressa em uma linguagem extremamente teórica, este espalha-se por toda a sociedade através do jornalismo e das declarações de intelectuais públicos e de estudiosos e professores, para confluir com os conceitos da Guerra Fria do “autoritarismo vermelho”, conceitos que nunca saíram do cenário.

Levo vários anos investigando a história da Terceira Internacional e, particularmente com a ajuda de acadêmicos russos afincados na antiga URSS-, investiguei o que foi publicado nos arquivos da era soviética anteriormente secretos.

Encontrei, com toda clareza, que uma grande quantidade de mentiras fizeram parte -e ainda o fazem- os relatos da história comunista e políticas que gozam de um status praticamente incontestável nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental, tanto entre os acadêmicos quanto entre o público em geral.

É dizer, o que descobri é que o local e o particular – ou, utilizando uma palavra em desuso, ainda que indispensável – os “fatos”, não só podem ser fetichizados e descontextualizados, mas são simplesmente inventados. E esta falsificação (ou falando com mais clareza, esta mentira) pode passar praticamente inadvertida enquanto concorde com conceitos inquestionados porém amplamente populares sobre o reducionismo e o autoritarismo de esquerda.

No nosso atual ambiente acadêmico, a atração pós-estruturalista para a dissociação fragmentária e a antipatia para a totalidade aparecem ligadas ao discurso herdado do anticomunismo. E a atual tendência historicista a ver os “fatos” como funções de “discursos” -e, conseqüentemente, não suscetíveis de serem submetidos a julgamentos de verdade ou falsidade- fazem ainda mais complicada a tarefa de recuperação e de reconstrução históricas. Porém, cada vez mais pessoas estão comprometidas nesta tarefa.

Gostaria destacar brevemente algumas das minhas conclusões, que revelam a indiferença e o desprezo para com os fatos que caracterizam a maioria dos acadêmicos-na verdade, pseudo-acadêmicos-anticomunistas que tratam do assunto da antiga União Soviética.

Em sua recente e louvada biografia de Stalin, o acadêmico Robert Service escreve que o marechal Mikhail Tujachevsy, detido em Maio de 1937 sob a acusação de colaborar com o exército alemão e japonês para dar um golpe de estado na URSS, confessou apenas dois dias após a sua detenção:

“Tujachevsky foi executado em 11 de junho, havia assinado uma confissão com uma mão manchada de sangue depois de um terrorífico espancamento”.

Esta declaração não somente é falsa, mas constitui uma mentira deliberada. Não existe nenhuma “impressão digital ensanguentada” em papel com a confissão do Marechal, e tampouco nenhuma prova de que Tujachevsky tinha sido espancado e ameaçado. Mas, quantos de seus leitores têm a possibilidade de conhecer isso? (2)

A falta de qualquer tentativa séria de objetividade no estudo e na análise das fontes e provas sobre a história do movimento comunista no século XX é o foco da minha investigação e o tema do meu ensaio. Gostaria de introduzir brevemente alguns aspectos sobre os quais trabalhei.

1. O discurso de Kruschov: uma mentira

Em 26 de fevereiro de 1956, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, realizado em Moscou, Nikita Kruschov pronunciou seu famoso discurso “Sobre o culto à personalidade e as suas consequências”. No referido às suas consequências, com certeza foi o discurso mais importante do século XX e, talvez, de todos os tempos. Foi um golpe fatal para o movimento comunista internacional, do qual ainda não se recuperou.

Os acadêmicos, jornalistas, cientistas, políticos e historiadores ainda falam das “revelações” de Kruschov, a “exposição”, etc. dos “crimes” de Stalin, neste discurso. Mas, quantos sabem que todas e cada uma das supostas “revelações” pronunciadas por Kruschov em seu discurso eram falsas? Não “algumas” ou “a maioria”, mas todas e cada uma delas. Passei boa parte dos últimos anos documentando esse fato.

Essas mesmas “revelações” de Kruschov são a base sobre a qual se edificou a subsequente teoria marxista e comunista, assim como também a propaganda anticomunista. E – tenho que repeti-lo – todas elas são falsas.

Nada pode duvidar do ódio que Kruschov e companhia sentiam certamente por Stalin. Mas não se podia fazer nenhuma crítica sincera a Stalin, isto é, nenhuma que se atreveram a dizer em voz alta. Em suma, por trás do “Discurso Secreto” conhecido há outro “discurso secreto” que nunca foi pronunciado, e que constitui o verdadeiro motivo do ataque contra Stalin. Para uma descrição dos verdadeiros motivos pelos quais Kruschov e companhia odiavam Stalin, remete ao meu artigo publicado em duas partes de “Cultural Logic” em 2005, intitulado “Stalin e a luta pelas reformas democráticas”.

Também completei uma monografia muito mais ampla em que examina as supostas “revelações” de Kruschov apresentadas no seu famoso discurso – mais de 50 – e em que documento, com provas provenientes dos arquivos soviéticos antes secretos, que praticamente todas e cada uma destas revelações são falsas.

Que implicações tem isso para a nossa compreensão da história do movimento comunista, do socialismo “real” e da teoria marxista? Pois que todos eles devem ser estudados novamente, repensados de princípio a fim. Um dos melhores investigadores norte-americanos do período de Stalin na União Soviética, J. Arch Getty, qualificou a pesquisa histórica realizada durante o período da guerra fria como “produtos de propaganda”-a “investigação” não pode limitar-se a criticar ou tentar corrigir as suas partes individuais, mas que deve ser reconstruída a partir do começo. Concordo com Getty, e adicionaria que essa “pesquisa” politicamente tendenciosa e desonesta, ainda se está produzindo hoje e, por desgraça, é a dominante.

2. Objetividade: o caso dos Julgamentos de Moscou

Em 1936, 1937 e 1938 celebraram-se os famosos Julgamentos de Moscou. Entre os acusados havia importantes bolcheviques e colaboradores de Lenin. Os cargos contra eles incluíam crimes como assassinato, sabotagem econômica, planos de um golpe de Estado, o assassinato de Stalin e de outros dirigentes comunistas, e conspiração com os exércitos alemão e japonês. Naquela data, a opinião sobre os Julgamentos estava muito dividida. Mas desde Kruschov foi amplamente assumido – esta é a palavra correta – que os acusados eram inocentes, e que as suas confissões foram forçadas de algum modo. Durante os últimos anos da URSS, o governo de Gorbachev e o Partido Comunista declararam praticamente todos esses acusados como “reabilitados”-o que significa que passavam a ser inocentes. Porém, não se colocou nenhuma prova da sua inocência. Os membros das comissões de “reabilitação”-cujos materiais foram publicados nos últimos 15 anos estiveram muito preocupados por este assunto. Esforcei-me, nos últimos anos, por reunir e estudar todo o material dos arquivos soviéticos anteriormente secretos que foi publicado e que se refere a estes Julgamentos. Publicou-se apenas uma pequena parte do que sabemos que continua a existir. De toda maneira, os arquivos conhecidos permitem-ou melhor, exigem-o total replanteamento da história soviética. Leon Trotsky foi um conspirador processado in absentia em cada um dos três Julgamentos de Moscou. Muitos dos acusados afirmaram que Trotsky colaborava com os fascistas alemães e japoneses. Esta era uma acusação que muitos encontraram então dificilmente críbel, e que Trotsky rejeitou com indignação. Muitos consideram essas acusações-se contra os acusados nos julgamentos de Moscou e contra Trotsky – tão vergonhosas que as mesmas quase nunca se levam a sério atualmente. E mais, ninguém – pelo que sei eu molestou-se em buscar os documentos dos antigos arquivos soviéticos e ver o que neles há. Eu sim que o fiz e, portanto, quis apontar algumas coisas sobre estes. O que domina a discussão sobre a culpa ou a inocência dos acusados nos julgamentos de Moscou é a absoluta inexistência de objetividade, e até mesmo do mais mínima intenção de ser objetivo. A argumentação baseada no insulto, a invenção e a rejeição irado, ou simplesmente a assunção de que deve provar-se, caracteriza esta discussão a todos os níveis. O anterior é um grande problema e um perigo grave para aqueles de nós sediado na tradição marxista. Pensando dessa forma elimina qualquer possibilidade de que uma pessoa seja capaz de descobrir a verdade. Marx e Engels escreveu que o proletariado não tem nada a perder, exceto as suas cadeias “. Interpreta que isso significa que os que estamos do lado da classe operária não deve temer buscar a verdade e aprender dela, independentemente de quanto possa golpear esta verdade as nossas “preciosas” ideias preconcebidas. Marx também escreveu que deveríamos “duvidar de tudo”. Se isso não significa “questionar as nossas próprias ideias preconcebidas”, então não significa nada. Uma parte essencial da objetividade consiste em reunir todas as provas, estuda-las cuidadosamente, e depois verificar se hipótese é apoiada pela preponderância das provas. Se novas evidências vêm à luz, teremos que preparar-nos para trocar as nossas conclusões, se for necessário, a fim de levar em conta essas evidências. A questão da suposta colaboração de Trotsky com os alemães e japoneses é tão boa como qualquer outra consideração e, portanto, quiser falar um pouco da mesma. Não é o objetivo declarar a idéia como “absurda” a partir de um princípio. Isso não difere da declare-a como “certa” desde o princípio. O que devemos fazer é considerar as provas. Nenhuma pessoa objetiva rejeitaria as transcrições dos Julgamentos. As confissões dos supostos conspiradores são provas que têm de ser refutada ou corroborada pela análise ou por testes adicionais. Pode estar além da capacidade da maioria dos estudiosos e pesquisadores aproximar-se a esta questão de maneira séria. Mas não estava além da capacidade de Trotsky fazer o bem. Trotsky foi capaz de conspirar ou não com os alemães e os japoneses. Mas Trotsky era um homem muito inteligente. Trotsky não qualificou as acusações contra ele como “absurdas”, “loucas”, etc. Sabia que, se fazia isso, muitas pessoas objetivo não só não acreditariam nele, mas perderia o respeito para ele, perguntando-se porque não se estava tomando Villa sério. Por isso impulsionou a “Comissão Dewey”, testificou que ele mesmo, pediu a seus seguidores que testificaram, obteve testemunhos do estrangeiro, etc. É dizer, as transcrições, provas e depoimentos, tanto da Comissão Dewey como dos Julgamentos de Moscou, devem ser tidos em conta e estudados na sua totalidade. E até o fim da União Soviética estiveram bem as coisas, sem que houvesse a mão testes adicionais. Krushev, os “kruschevistas” como Roy Medvedev, Gorbachov e os “reabilitadores” nunca forneceram prova alguma verbo da questão de Trotsky e os alemães / japoneses. Mas agora, desde o fim da URSS, contamos com mais provas dos antigos arquivos soviéticos. Não tanto como quisessem. Os historiadores nunca estão satisfeitos e sempre querem mais e mais provas! Porém, não podemos dizer que temos poucas provas, e todas elas apóiam a acusação de que Trotsky, de fato, conspirou com os alemães e os japoneses. Durante o ano passado investiguei e bocejei um artigo em que tentei reunir todas essas provas. Não está ainda pronta para a sua publicação. Mas já posso dizer duas coisas, não que não há nada secreto neste assunto: – Uma ampla quantidade de Novas provas apontam para que Trotsky colaborou, de fato, com os alemães e os japoneses. – Não existe nenhuma “pistola fumegante”. Neste assunto há que ter em conta as provas circunstanciais que atualmente podemos aceder aos pesquisadores. Se num futuro aparecem novas provas, então um especialista objetivo estará pronto para trocar as suas conclusões, e até poderá mudar as suas conclusões totalmente. Se este fosse um assunto do qual ninguém se preocupar ou não existiram ideias pré-concebidas sobre ele – algo que puder ser examinado com, digamos, a mesma distância que os júri supostamente têm, e muitas vezes de fato, respeito a um caso sobre o qual estejam obrigados a decidir, simplesmente não existiria nenhuma controvérsia. Trotsky seria considerado “culpado”, pois as provas vão “além da dúvida razoável”. Não para além de qualquer dúvida concebível, desde logo, não é algo “seguro”-mas, quantas questões na história são “seguras”? De todo o modo, as provas que temos contra Trotsky excede enormemente qualquer prova da sua inocência, e certamente superam em muito as suas próprias negação. Enquanto realizava esta investigação, tive que mudar as minhas próprias idéias. Duvidei-isto é, com uma mente aberta-sobre todo este assunto. O que me impedia dizer: “Stalin, ou Ezhov, tendo uma armadilha para Trotsky”? Nada! Assim que também estava preparado para encontrar-me com isso. Mas, ao contrário, encontrei justamente o contrário, o mesmo que encontraria qualquer estudioso objetivo que analisará as provas que temos agora. (3) Por certo, fiz outro tanto com Bujarin. É um dogma do anticomunismo, seja liberal, conservador, russo, ocidental, etc. Que Nikolai Bujarin, que confessou e foi condenado nos Julgamentos de Moscou de 1938, era “inocente”. Rubashov, o herói de “Zero eo Infinito” de Arthur Koestler, que confessou que tinha abandonado a “lealdade ao partido”, estava baseado em Bujarin. Porém, a enorme quantidade de provas que agora temos aponta para que Bujarin foi culpado exatamente do que ele próprio confessou, tanto antes como durante o seu julgamento. Dizer isso é simplesmente tabu. Mas as coisas são assim. Tudo isso-as evidências e um estudo objetivo das mesmas-vão mudar o ponto de vista de alguém? Duas coisas: – “A mudança do ponto de vista” que me interessa. O trabalho do pesquisador e cientista. Reunir provas, estudo-as com detimento; extrair as conclusões. Ser objetivo. Atender às provas e a lógica, e “deixa que a maçã caia onde tem de cair”. “Diz a verdade e corre!” (Título da autobiografia do grande jornalista George Seldes). – Muitas pessoas são capazes de ser objetivo. Muitas vezes falo com muita gente jovem que vê os horrores do capitalismo. Eles querem mudar o mundo-e muito bem por eles! Compreendem que a herança do movimento comunista tem de ser estudada, mas estudada criticamente. Eles querem ser objetivos porque vêem-com maior clareza que muitos da minha geração-que a objetividade, a verdade, é o único caminho à frente para a classe operária. Concordo com isso. Mas há pessoas que simplesmente não são capazes de questionar-se os seus próprios prejuízos tanto tempo arraigados. A gente que defende uma determinada causa – o Trotskismo, o anticomunismo, o capitalismo, o anarquismo, a socialdemocracia – considera muitas vezes que essa causa tem mais importância que a objetividade. E não vão mudar de opinião simplesmente porque a evidência diga que deveriam fazer. Essas pessoas não me interessam. Como marinheiros do medievo cujos mapas eram mais imaginários que baseados em fatos verdadeiros, fomos enganados pela história canônica da URSS, que são na sua maioria falsas. O processo de encontrar a verdade da primeira experiência socialista do mundo apenas começou. Acho que isto tem uma importância imensa para a história do movimento comunista, para o futuro do projeto marxista, e para o futuro da sociedade humana. Notas: 1. Recomendo ao leitor interessado a lista dos trabalhos de investigação sobre a União Soviética durante a era de Stalin adicionada a este ensaio. 2. Segundo uma comissão da era Krushev, os sinais sobre um papel com as confissões de Tukhachevsky são de sangue. Ainda que isso fosse verdade, e mesmo se fosse o sangue de Tukhachevsky-o que não está demonstrado-uma vista de olhos às mesas mostra que não são “pegadas digitais”. Não existe nenhuma prova de que Tukhachevsky fosse “atingido” nem de que recebera abusos físicos de qualquer tipo. As manchas podem ser vistas em http://images.izvestia.ru/lenta/35492.jpg 3. Estou preparando os estudos de provas nos casos de Trotsky e de Nikolai Bujarin e, com um colega russo, uma edição da confissão-antes inédita e agora já disponível-de Bukharin do dia 2 de junho de 1937. Bibliografia: Chase, William. Enemies Within the Gates? O Comintern stalinista and Repression, 1934-1939. New Haven and London: Yale University Press, 2001. Em http://www.yale.edu/annals/Chase/intro.htm Coplon, Jeff. “Rewriting History: How Ukrainian Nationalists Imposed Their Doctored History on our High-School Students.” Capital Region Magazine (Albany, NY), março 1988. Em http://chss.montclair.edu/english/furr/essays/coplonrewriting88.pdf Coplon, Jeff. “In Search of a Soviet Holocaust: A 55-Year-Old Famine Feeds the Right.” Village Voice, 12 de janeiro de 1988. Em http://chss.montclair.edu/english/furr/vv.html Furr, Grover. “Stalin and the Struggle for Democratic Reform,” Cultural Logic 2005. Em http://eserver.org/clogic/2005/2005.html Furr, Grover. “Anatomy of a fraudulenta Scholarly Work: Ronald Radosh’s Brazil Betrayed.” (Revsión de Ronald Radosh, Mary Radosh Habeck e Grigory Sevostianov, eds., Portugal Betrayed: The Soviet Union in the Spanish Civil War. Annals of Communism séries. Yale University Press, 2001). Cultural Logic 2004. Em http://eserver.org/clogic/2003/furr.html Furr, Grover. “Fraudulenta Anti-Communiste Scholarship from a ‘respeitável’ conservativo Source: Prof. Paul Johnson.” Em http://chss.montclair.edu/english/furr/pol/pauljohnsonfraud.html Furr, Grover. “New Light On Old Stories About Marshal Tukhachevskii: Some Documents Reconsidered.” Russian History / Histoire Russo 13, nos 2-3 (Verão 1986), 293-308. Em http://chss.montclair.edu/english/furr/tukhpdf.pdf Furr, Grover. “Not ‘rescue Stalin,’ rescue but the Truth and the future.” (Abril, 1996). Em http://tinyurl.com/dszx2 Furr, Grover. Review of Robert W. Thurston, Life and Terror in Stalin’s Russia, 1934-1941. (London and New Haven: Yale University Press, 1996). Cultural Logic 1998. Em http://eserver.org/clogic/1-2/furr.html Getty, J. Arch. Origins of the Great Purge: The Soviet Communiste Party Reconsidered, 1933-1938. Cambridge and New York: Cambridge University Press, 1985. Getty, J. Arch, e Oleg V. Naumov. The Road to Terror: Stalin and the Self-Destruction of the Bolsheviks, 1932-1939. New Haven and London: Yale University Press, 1939. Mecklenburg, Jens und Wolfgang Wippermann (Hrsg.): “Roter Holocaust”? Kritik des Schwarzbuch des Kommunismus. Hamburgo: Konkret Literatur Verlag, 1999. Perrault, Gilles. “Les falsifications de um ‘livre noir.’” (Crítica de O Livro Negro do Comunismo). Le Monde Diplomatique. Dezembro de 1997. http://www.monde-diplomatique.fr/1997/12/PERRAULT/9660.html Thurston, Robert W. “Fear and Belief in the USSR’s ‘Great Terror’: Response to Arrest, 1935-1939.” Slavic Review 45 (1986), 213-234. Com acesso JSTOR, em http://tinyurl.com/d3qzf Thurston, Robert W. “On Desk-Bound Parochialism, CommonSense Perspectives, and Lousy Evidence: a reply to Robert Conquest.” Slavic Review 45 (1986), 238-244. Com acesso JSTOR, em http://tinyurl.com/blurz Thurston, Robert W. “Humor and Terror in the USSR, 1935-1941.” Journal of Social History 24, 3 (Primavera 1991), 541-562. Com acesso Ebsco Academic Search Premier, em http://tinyurl.com/a8e83 Thurston, Robert W. “The Soviet Family during the Great Terror, 1935-1941.” Soviet Studies 43 (1991), 553-574. Com acesso JSTOR em http://tinyurl.com/bgmqw Thurston, Robert W. Life and Terror in Stalin’s Russia, 1934-1941. New Haven and London: Yale University Press, 1996. Thurston, Robert W., and Bernd Bonwetsch, eds. The People’s War: Responses to World War II in the Soviet Union. Urbana and Chicago: University of Illinois Press, 2000. Wippermann, Wolfgang. »Die Singularität des Holocaust geleugnet”. Philtrat Nr. 26, janeiro-fevreiro de 1999. Em http://www.uni-koeln.de/phil-fak/philtrat/26/2613a.htm Série “Revisão de Stalin” (1990). Em http://tinyurl.com/8gwra “The Hoax of the” Man-Made Ukraine Famine ‘de 1932-33 “. Em http://tinyurl.com/anvxt

 
Leave a comment

Publicado por em 01/06/2012 em Padrão

 

Tags: , , , , ,

Stalin e a luta pela reforma democrática (II)

Parte 1: http://iglusubversivo.wordpress.com/2012/03/15/stalin-reforma-democratica-1/

Grover Furr (professor de História/Montclair, New Jersey)

http://clogic.eserver.org/2005/furr.html

Tradução: Lúcio Jr
Correção de alguns erros gramaticais: eu mesmo (se tiver mais algum erro, me avisem)

Durante a guerra

1. Quando estava acabando a Segunda Guerra Mundial, Stalin e os seus partidários no Politburo tentaram de novo afastar o Partido Bolchevique do controle direto do governo soviético. Assim é que Yuri Zhukov descreve o que aconteceu:

“Em janeiro de 1944…, pela primeira vez durante a guerra, foi convocado conjuntamente o Comitê Central e uma sessão do Soviete Supremo da URSS. Molotov e Malenkov prepararam um rascunho de um decreto do Comitê Central em que afastava legalmente o Partido do poder. O Partido manteria as suas funções de agitação e propaganda, como também a seleção de quadros; ninguém poderia afastá-lo destas tarefas próprias de partido. O esboço impedia ao Partido intervir nas questões econômicas e no funcionamento dos órgãos do Estado. Stalin leu o rascunho, trocou seis palavras, e escreveu:

“De acordo”. O que sucedeu depois continua a ser um mistério…

Era esta uma nova tentativa de reduzir o papel do Partido no Estado, retendo só as funções que teve, de fato, durante a guerra. O esboço tinha cinco assinaturas: Molotov, Malenkov, Stalin, Khrushchev e Andreev. Não existe nenhum registro taquigráfico, pelo que só podemos especular sobre o sentido do voto dos demais participantes na reunião. Nem tão sequer o todo poderoso Comitê Estatal de Defesa, com quatro membros no Politburo, foi quem desejasse mudar o estado das coisas. Isto mostra, mais uma vez, que Stalin nunca teve o poder que lhe pressupõem tanto anti-stalinistas como stalinistas.” (Zhukov, Kul’tovaia) (27)

2. Desconhecemos como se pensava distanciar o Partido das questões econômicas e do estado. Provavelmente, estavam prevendo algum outro método para dotar aos órgãos do estado de pessoal. Significaria isto uma volta às eleições como se especificava na Constituição de 1936?

3. Independentemente das respostas a estas perguntas, parece claro que o Comitê Central, dominado pelos Primeiros Secretários do Partido, rejeitou novamente os projetos do grupo de Stalin para mudar o sistema soviético. No seu Informe Secreto, Khruschev nega que tenha ocorrida essa plenária! Já que a maior parte dos membros do Comitê Central presentes na leitura do Informe sabiam que isto era mentira, pode ser que o objetivo desta mentira fosse deixar claro que esse perigoso movimento contra o seu poder estava formalmente soterrado.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 15/03/2012 em Marxismo, União Soviética

 

Tags: , ,

Stalin e a luta pela reforma democrática (I)

Parte 2: http://iglusubversivo.wordpress.com/2012/03/15/stalin-reforma-democratica-2/
Bibliografias, Notas e Notas Adicionais, na parte 2.
O artigo do professor Furr detalha, conforme pesquisas recentes, o papel de Stálin nos anos 30 e 40. O que é  surpreendente é que, ao invés de burocratizar, Stálin e seu grupo cobraram muito dos dirigentes e sempre tentaram introduzir reformas democráticas. No entanto, Stálin nunca teve tanto poder, como se imagina na histografia de hoje.
STALIN E A LUTA PELA REFORMA DEMOCRÁTICA
Grover Furr (professor de História/Montclair, New Jersey)
Tradução: Lúcio Jr.
Primeira parte

Introdução

1. Este artigo sublinha as tentativas de Stalin, desde os anos 30 até a sua morte, em democratizar o governo da União Soviética.

2. Esta afirmação, e o artigo, surprenderá a muitos, e escandalizará a alguns. De fato, fiquei surpreso ante os resultados desta investigação, o que me levou a escrever este artigo. Suspeitei durante muito tempo que a versão tipo “guerra fria” da história soviética tinha importantes lacunas. Apesar disso, não estava preparado para a magnitude das falsificações de que tive conhecimento.

3. Esta história é bem conhecida pelos russos, onde o respeito e também a admiração por Stálin é comum. Yuri Zhukov, o principal historiador russo que avançou o paradigma de “Stalin democrata”, e cujos trabalhos são a principal fonte individual, mas que não a única, deste artigo, é uma figura reconhecida, relacionada com a Academia de Ciências. Os seus trabalhos são amplamente conhecidos.

Read the rest of this entry »

 
1 Comment

Publicado por em 15/03/2012 em Marxismo, União Soviética

 

Tags: , ,

Stalin sobre antissemitismo

Resposta à Agência Judaica telegráfica da América.

Em resposta ao seu pedido:
O chauvinismo nacional e racial é uma sobrevivência de costumes anti-humanos próprio do canibalismo
O antissemitismo, como uma forma extrema de chauvinismo racial, é a sobrevivência mais perigosa do canibalismo.
O antissemitismo é útil para os exploradores como um para raios que preserva o capitalismo do golpe dos trabalhadores. O antissemitismo é perigoso para os trabalhadores como um caminho falso que se desvia do caminho certo e leva para a selva. Portanto, os comunistas, como internacionalistas consequentes, não podem deixar de ser inimigos implacáveis e amargos do antissemitismo.
Na URSS, a lei persegue de modo mais rigoroso o antissemitismo como um fenômeno profundamente hostil ao regime soviético. As leis da U.R.S.S. punem com a morte os antissemitas ativos.
J. Stalin. 12 jan 1931. Obras Completas, Volume XII, página 12.

Tradução do espanhol para o português - Comunidade Josef Stálin (com pequenas modificações minhas, comparando com a tradução da carta para o inglês)

 
Leave a comment

Publicado por em 11/03/2012 em História, União Soviética

 

Tags: , ,

A situação dos judeus na URSS. Do livro “URSS, Uma Nova Civilização”.

Do livro “URSS, Uma Nova Civilização”, por Sidney e Beatrice Webb. 1º volume, Editorial Calvino Limitada, edição de 1938, pp. 200-208.

A situação dos judeus na URSS

Não podemos deixar de mencionar uma importante minoria, mais racial e religiosa do que nacional, que constitui mais um problema com que se tem defrontado a União Soviética: a dos judeus. Sob o regime czarista, a opressão contra a mesma era severa e permanente (1). “Quando caiu o regime autocrático, o estrépito da queda soou aos ouvidos dos judeus como o bimbalhar dos sinos da liberdade. Com uma penada, o Governo Provisório aboliu a complicada rede legislativa organizada contra os judeus. Subitamente, foram eliminadas as correntes que os prendiam. Desapareceram todas as restrições… Os judeus podiam agora manter a espinha dorsal verticalmente e olhar o futuro sem receio” (2).

Infelizmente haveria ainda três ou quatro anos de guerra civil e de fome, durante os quais, à mercê dos exércitos invasores, a massa das populações judias haveriam de sofrer os maiores excessos. De um modo geral, os Exércitos Brancos eram extremamente brutais, enquanto que o Exército Vermelho fazia o possível para proteger essas pobres vítimas, apesar de- por esta ou por aquela razão, a maioria dos judeus não serem simpáticos, por algum tempo, ao Governo Bolchevista. A condenação do comércio baseado no lucro, que foi classificado como usura, feriu profundamente os judeus da Rússia Branca e da Ucrânia, cujas famílias haviam sido, durante séculos, excluídas da agricultura e de outras profissões, ficando confinadas em certos bairros das cidades. Em 1921, a Nova Política Econômica tornou possível a muitos deles voltar aos seus negócios. Mas, por volta de 1928, a campanha coletivista desencadeada por penalidades em dinheiro e medidas policiais, liquidaram praticamente todos os pequenos empreendimentos financeiros a que se dedicavam as famílias judaicas. Só os artesãos ficaram em condições um pouco melhores e os jovens, por sua vez, podiam pelo menos obter emprego nas fábricas do governo.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 10/03/2012 em História, União Soviética

 

Tags: , , ,

(5) PCB: A cisão de 62 e a luta pelo partido marxista-leninista

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo

Nikita Kruschov discursa no XX Congresso do PCUS: restauração do capitalismo se inicia na União Soviética

Em meados dos anos de 1950 e início dos de 1960, o cenário internacional era de elevada tensão. Os imperialistas, já sob a hegemonia ianque, com a estratégia de Guerra Fria, realizavam todo tipo de provocações e ameaças terroristas de uma guerra nuclear.

O grande dirigente comunista Josef Stalin falecera no dia 5 de março de 1953. Uma contracorrente revisionista, que vinha acumulando forças na direção do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) desde o período de reconstrução com o fim da Grande Guerra Pátria, sentiu-se bastante encorajada com sua morte. A agudização da luta de classes na URSS, seus desafios e as dificuldades da liderança em manejá-la nessas condições de extrema tensão, criaram terreno fértil para o oportunismo e a capitulação.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 07/12/2011 em Brasil, História, Marxismo

 

Tags: ,

(4) PCB: Do Manifesto de Agosto de 1950 ao IV Congresso

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo

O PCB havia iniciado o processo autocrítico das ilusões constitucionais com a Declaração de Janeiro de 1948, que se aprofundou com o Manifesto de Agosto de 1950. A bandeira da revolução é novamente levantada e a questão da luta armada, como caminho para a conquista do poder, é retomada e posta na ordem do dia. O PCB inicia um rico período de sua existência, em que a luta contra o revisionismo, pela primeira vez, surgia no interior do Partido. E esta, ainda que não se desse de forma mais patente e organizada, ganhará maior dimensão. Uma demarcação mais nítida entre esquerda e direita, entre a linha revolucionária e reformista, será a base das futuras rupturas entre marxistas-leninistas e revisionistas.

http://www.anovademocracia.com.br/83/10-a.jpg
Ilustração de campanha de soltura de Elisa Branco

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 03/12/2011 em Brasil, História, Marxismo

 

Tags: ,

(3) PCB: Vitória sobre o nazi-fascimo, Conferência da Mantiqueira e as ilusões constitucionais

Núcleo de estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo
O Partido Comunista do Brasil havia ousado assaltar os céus: 1935! Mas o Levante Popular armado fora derrotado e os comunistas e as massas duramente perseguidos, presos, torturados e mortos. Nos anos que se seguiram os gendarmes do fascismo em nosso país brindavam a uma vitória impossível, a destruição do partido comunista. Em 1941, Paris sucumbira à blitzkrieg nazista, atrás dela estavam Holanda, Noruega, Bélgica e Dinamarca. No apogeu da vitória nazista, Vargas saudara a nova era hitleriana e um navio cargueiro alemão era recebido no Brasil com honras de Estado. Delírios febris de uma longa noite que não tardaria em ser rasgada por inscrições firmemente desenhadas nos portos, fábricas e muros da cidade: Abaixo Vargas! Viva o Partido Comunista do Brasil – PCB!

http://www.anovademocracia.com.br/82/10-a.jpg
Derrota do fascismo na Europa, em 2 de maio de 1945

Introdução

As inscrições haviam sido feitas pela Comissão Nacional de Organização Provisória — CNOP, formada em 1941, que reunia quadros e militantes de diversas regiões do país que escaparam do cerco da repressão e assumiram a tarefa de reconstruir os fios da organização partidária entre as massas trabalhadoras. Estavam entre eles: Pedro Pomar, Maurício Grabois, João Amazonas, Diógenes de Arruda Câmara, Amarílio Vasconcelos, Júlio Sérgio de Oliveira e Mário Alves.

A luta pela reconstrução e consolidação do PCB teve que enfrentar o surgimento de posições liquidacionistas de ex-dirigentes encarcerados e vindos do exterior, que advogavam que esse processo seria um entrave à política de União Nacional. Entre eles estavam Fernando Lacerda, Silo Meireles, Carlos Marighella, Agildo Barata, Orestes Timbaúva e José Maria Crispim.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 03/12/2011 em Brasil, História, Marxismo

 

Tags: ,

Expondo o mito da “liberdade de expressão”

Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa “competir” com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar – como faz a poderosa mídia – se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo “direto” porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs – e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo “indireto” porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o “poder midiático”.

Este vídeo foi postado originalmente com o nome “Levante a Sua Voz”. Eis o crédito do mesmo:

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

 
Leave a comment

Publicado por em 03/12/2011 em Padrão

 

Os limites da campanha “10% do PIB para a educação”

Texto retirado do Jornal Estudantes do Povo, número 15.

Os estreitos limites da “Campanha pelos 10% do PIB”

Tanto a ANEL, que faz oposição oficial ao governo, como a UNE governista, aprovaram como principal resolução de seus Congressos a defesa dos 10% do PIB para a educação. Em carta pública, a Comissão Executiva Nacional da ANEL chegou a convocar a UNE para a unidade em torno dessa questão, a começar pela participação na “Marcha a Brasília” que ocorreu no último dia 24 de agosto.

Mas, afinal de contas, será a bandeira em torno dos 10% do PIB a solução para a crise crônica que atravessa a educação brasileira?

Em primeiro lugar, a “pressão” para inserir tal meta no PNE conduz boa parte dos setores ligados à educação a ter ilusões quanto à tal Plano, que, como todos os projetos do governo, foi gestado de maneira antidemocrática e autoritária, sem ouvir os setores mais combativos ligados à matéria. Portanto, a posição de “disputar o PNE” é no mínimo pouco realista. Além disso, tal reivindicação é completamente desprovida de sentido, se não estiver explícito que esse dinheiro será investido em educação pública. Os milhões de reais destinados anualmente pelo MEC aos tubarões do ensino através de projetos como o PROUNI e agora o PRONATEC, por exemplo, são contabilizados como dinheiro do orçamento destinado à educação, o que não significa que correspondam aos anseios da maioria dos estudantes e educadores. Outro aspecto é esse: quem irá gerir os recursos destinados à educação? Se as estruturas deliberativas das escolas e universidades permanecem vedadas à comunidade, se é uma pequena burocracia que define, baseada em seus interesses particulares, aonde aplicar e como aplicar os recursos recebidos, também não teremos maiores garantias quanto à qualidade com que serão utilizadas essas verbas. Daqui não se depreende, claro, que não se deve lutar imediatamente por mais verbas para a educação, mas apenas que tal reivindicação não pode estar separada da luta pela democratização das escolas e universidades, tanto das suas políticas de acesso como de suas instâncias deliberativas.

Os estudantes devem sim defender, além do incremento de verbas, a viabilização das reivindicações históricas do movimento estudantil e educadores brasileiros, tais como o ensino gratuito integral para todos os jovens, a oferta de ensino técnico em caráter universal, a autêntica formação científica nas universidades e o seu caráter 100% gratuito, enfim, bandeiras concretas que, inclusive, para serem realizadas, exigiriam muito mais que 10% do PIB. E, finalmente, mesmo as medidas paliativas, não poderão ser conquistadas com Marchas a Brasília e muito menos em alianças com os setores governistas, mas somente com lutas combativas, greves e ocupações.

 
Leave a comment

Publicado por em 02/12/2011 em Educação

 

Tags: , , ,

PCR, PACIFISMO E LEGALISMO RUMO A “REVOLUÇÃO” ELEITORAL BURGUESA

Do blog http://bocadecaera1.blogspot.com

Porque não votar e não acreditar nas eleições burguesas?

Votar ou não nas eleições burguesas, por si só, não irá definir o princípio de ser ou não comunista, pois, sabe-se que durante um período da histórica luta de emancipação ideológica do proletariado, os comunistas tiveram participação ativa nos parlamentos, tribunas, dumas e sufrágio de todas as espécies, mas isto foi necessário num período em que era preciso definir a linha política e ideológica da doutrina revolucionária que surgia, o marxismo, para não se misturar com as teorias miseráveis dos anarquistas, populistas e socialistas utópicos.

Marx e Engels usufruíram das tribunas parlamentares para difundirem as teorias marxistas pelo mundo. Os camaradas russos se aproveitaram da quarta duma, uma espécie de parlamento para os “trabalhadores russos”, para denunciar os abusos da oligarquia Czarista. Porém, como o próprio Lênin alertava: “Fora o poder tudo é ilusão.” E que a quarta duma era uma migalha e não servia aos interesses dos trabalhadores. Na China, não se teve tantas oportunidades de poder falar em tribunas e parlamentos, os companheiros chineses tiveram que empreender sua ideologia revolucionária através de uma atividade intensa direta no seio das massas, rechaçando todas as ilusões que o Kuomintang espalhava ao povo, sobre a idéia de uma transição pacífica pela via eleitoral rumo ao socialismo, o PCCh mostrou que só se pode alcançar o socialismo através da guerra popular prolongada e irreconciliável aos interesses da burguesia. Então, o próprio chefe da revolução chinesa, o presidente Mao Tsetung, afirmou que “O poder nasce do fuzil!”.

Desde a comuna de Paris (1871), Revolução russa (1917) e revolução chinesa (1949) que o mundo teve a oportunidade de conhecer as idéias e as práticas do marxismo, e entender que ser comunista é essencialmente ser um revolucionário. Assumir tal condição é um ato de consciência, se sustentar nesta idéia é um gesto de bravura. Dadas as circunstâncias, após diversos combates travados pelos autênticos comunistas brasileiros é inadmissível avaliar que as eleições burguesas atuais ainda sirvam de alguma forma os interesses da revolução democrática ininterrupta ao socialismo no Brasil.
Qualquer um dos canalhas que ganharem este jogo eleitoreiro não irá mudar a condição de nação capitalista burocrática semifeudal controlada pelo imperialismo ianque, na qual o Brasil se encontra. E sustentar qualquer ilusão neste processo eleitoreiro é trair a luta de todos aqueles que um dia verteram seu sangue em busca de uma sociedade justa e democrática.

O período, aparentemente, “pacífico” em que vivemos é um período de organizar as massas para tomar o poder e não enganá-las no mais reles cretinismo parlamentar eleitoreiro.

O que se tornou o partido que mais se aproximou do entendimento do processo revolucionário brasileiro e hoje se encontra no charco mais imundo do oportunismo eleitoreiro?

Num período onde o oportunismo eleitoreiro e a covardia pacifista tomaram conta do PCB, foi criado o PCdoB para retomar a revolução brasileira, que é papel de todos os comunistas sérios. A idéia de concentrar forças na região do Araguaia foi amplamente criticada pelos companheiros Manoel Lisboa, Emmanuel Bezerra e outros. Segundo eles, o local escolhido era isolado e não favorecia ao desencadeamento de uma revolução, além do próprio povo da região não ter um histórico de luta.
Assim, após a derrota no Araguaia e o assassinato das principais lideranças revolucionárias do PCdoB (Pedro Pomar, Mauricio Grabois e outros), na Lapa-SP em 1976, o PCdoB também é arrastado para a lama graças ao revisionismo de João Amazonas, que modificou todo o estatuto do partido colocando o mesmo sobre as consignas de legalismo, pacifismo e participação nas eleições burguesas, tudo foi aprovado num congresso arranjado na Albânia, onde Amazonas vivia na condição de exilado político.
Então, Manoel Lisboa cria a carta de 12 pontos que fundamenta as bases do Partido Comunista Revolucionário-PCR. A carta autêntica, e não a que o atual Comitê Central do PCR mostra por aí, é o documento mais completo sobre o processo revolucionário no Brasil da época. Apesar, de também ter falhas que agora são possíveis entender melhor que antes, como a contradição imperialismo/nação oprimida que Manoel Lisboa via como a contradição principal do povo brasileiro, mas sabe-se que para resolver as contradições externas, primeiro é necessário resolver as contradições internas, assim a contradição interna principal que sustenta toda a base exploração da grande burguesia e dá brecha a invasão imperialista é o sistema latifundiário, colocando a contradição latifúndio/camponês pobre como a principal e imperialismo/nação oprimida como secundária.

Após vários anos de resistência e combatividade, os bravos revolucionários foram brutalmente torturados e executados pelo gerenciamento militar fascista brasileiro. Tombaram na esperança de que um dia sua memória seria honrada e a luta continuaria, porém os que hoje fazem parte das fileiras do PCR apóiam candidatos ao processo eleitoral burguês e usam argumentos oportunistas para iludir as massas, como um de seus principais teóricos; Lula Falcão, que afirma: “Já a vitória de Dilma nas eleições, embora não signifique nenhuma grande mudança em favor dos trabalhadores, será mais uma derrota para a extrema direita e seus planos golpistas e para o imperialismo norte-americano interessado em aniquilar qualquer rebeldia na América Latina. Permitirá assim, melhores condições para seguirmos nossa caminhada para construir uma poderosa organização revolucionária e organizar a classe operária e o povo na luta contra a exploração capitalista e pelo socialismo.” * Isso é no mínimo ridículo, pois, aceitar ou compactuar com qualquer atividade que propague as eleições burguesas deste velho estado é capitular por mais uma vez a luta revolucionária do povo brasileiro e jogar na lama a história e as vidas dos honrados revolucionários.

Em fim, o PCR o partido que foi o mais avançado da revolução brasileira, e suas respectivas organizações: UJR, CORRENTEZA e o jornal A VERDADE, hoje lambe as botas de toda a camarilha oportunista que habita os redutos eleitoreiros em nosso país. Como ainda não é registrado, por uma mera formalidade, segue servindo como fiel capacho dos partidecos eleitoreiros, tais como: PT, PCdoB, PCB, PSOL, etc…

                                                                                                                   
* Trecho retirado do texto Derrotar Serra e a extrema direita e avançar na organização e nas lutas dos trabalhadores, de autoria de Lula Falcão, membro do comitê central do Partido Comunista Revolucionário-PCR.
 
15 Comments

Publicado por em 18/09/2011 em Brasil, Marxismo, Revisionismo

 

Tags: , , , ,

As Tarefas do Partido Comunista da China no Período da Resistência ao Japão

Mao Tsetung

3 de Maio de 1937

Primeira Edição: Relatório apresentado pelo camarada Mao Tsetung Maio de 1937, na Conferência Nacional do Partido Comunista da China, em Ien-an.
Tradução: A presente tradução está conforme à nova edição das Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Tomo I (Edições do Povo, Pequim, Julho de 1952). Nas notas introduziram-se alterações, para atender as necessidades de edição em línguas estrangeiras.
Fonte: Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Pequim, 1975, Tomo I, pág: 445-480

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 15/09/2011 em China, História

 

Tags: , , ,

(2) PCB: O Levante Popular armado de 1935

Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo   para o jornal A Nova Democracia

Passados quase 76 anos, as classes dominantes de nosso país cumprem anualmente com seu rito de difamação e injúrias contra o Levante Popular de 35. Apesar de derrotado, o Levante expressou pela primeira vez e de forma clara o programa revolucionário do proletariado brasileiro e o caminho para a conquista do poder para as massas populares através da luta armada.

http://www.anovademocracia.com.br/81/12revoltosos.jpg
Revoltosos quando saíam presos do 3º Regimento de Infantaria da Praia Vermelha

Apesar de não ter podido tirar todas consequências práticas de sua própria formulação, ela fora produto de profunda autocrítica das ilusões eleitoreiras e constitucionais. Mas também é notório que os grunhidos e urros da reação enfurecida, que desde então cunhou seu grotesco bordão de “intentona comunista” para difamar democratas, progressistas e comunistas, revela como o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários a serviço do imperialismo treme ante uma revolução popular.

Read the rest of this entry »

 
2 Comments

Publicado por em 09/09/2011 em Brasil, História, Marxismo

 

Tags: ,

Hungria: as consequências desastrosas do capitalismo

Recentes pesquisas de opinião revelam que a maioria do povo húngaro considera a vida tão miserável que gostaria de viver em qualquer outro país. Muitos consideram que a vida era muito melhor antes de 1989, quando o povo desfrutava de pleno emprego e de um avançado sistema de bem-estar social. O capitalismo destruiu tudo isto. O que se exige são a posse estatal dos bens e o planejamento, mas sob o controle democrático dos próprios trabalhadores.

“O povo já não desfruta de pleno emprego. A pobreza e o crime aumentam. O povo trabalhador já não tem acesso à ópera ou ao teatro. A TV caiu de qualidade assombrosamente – ironicamente nunca tivemos o Big Brother… mas agora o temos”.

A que país e a que período se refere esta citação? Grã-Bretanha, América, qualquer um da Europa? Há quarenta, há vinte anos ou hoje? Podia referir-se a todos ou a algum deles, mas é de um artigo que apareceu na edição da internet do The Daily Mail. Mail on-line em outubro de 2009 e se refere à Hungria.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 30/08/2011 em História, Notícias

 

Tags: , , ,

Figuras do Movimento Operário: Stálin (por Jacob Gorender)

Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 23 – Dez de 1949.

I — Primeiras Experiências Revolucionárias

Stálin nasceu a 21 de dezembro de 1879, na cidade de Gori, na Geórgia. Seu pai foi sapateiro artesão e, depois, operário numa fábrica de calçados Sua mãe era filha de um antigo camponês servo. Desde cedo, conheceu a opressão e a miséria em que vivem as massas trabalhadoras.

Stálin estudou no seminário de Gori e depois no de Tiflis. Reagiu ao ambiente obscurantista do seminário e aos ensinamentos reacionários dos monges. Interessou-se pela literatura progressista da Geórgia e dá Rússia. A sua curiosidade intelectual era insaciável. Tanto se dirigia para os grandes escritores clássicos como para as obras de sociologia e ciências naturais, que abordavam as questões de um ponto de vista avançado. A leitura dessas obras custou a Stálin diversas punições no seminário.

Aos quinze anos, Stálin entra no movimento revolucionário, ligando-se com os grupos ilegais de marxistas russos, que viviam então na Transcaucásia, da qual a Geórgia faz parte. Stálin começa a ler obras de Marx, Engels e de Lênin, que, naquela época já havia iniciado a sua genial atuação de dirigente comunista.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 30/08/2011 em História, Marxismo, União Soviética

 

O Materialismo Histórico em 14 Lições — L. A.Tckeskiss

Primeira Edição: O livro sobre o materialismo histórico é formado por uma serie de preleções proferidas na Universidade Comunista* para as minorias nacionais do Ocidente, no ano letivo de 1921-1922.
Fonte: Blog do Velho Comunista.
Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo
* A Universidade Comunista dos Trabalhadores do Oriente, sigla KUTV, foi uma Instituição de ensino superior da União Soviética fundada em 21 de abril de 1921, com sede em Moscou, por resolução da Internacional Comunista e inaugurada em 21 de outubro de 1921. Em 1930 foi descentralizada e suas funções foram repassadas para um número maior de Instituições de ensino superior. Conhecida também como Universidade do Extremo Oriente.

Introdução


O livro sobre o materialismo histórico que ora apresentamos ao publico é formado por uma serie de preleções proferidas na Universidade Comunista para as minorias nacionais do Ocidente, no ano letivo de 1921-1922.

Nestes últimos anos, a literatura russa enriqueceu-se com uma série de compêndios sobre o materialismo histórico, o que facilita imenso a tarefa do professor.

O materialismo histórico foi entre nós introduzido como matéria de cursos, e por essa razão já conta com um programa elaborado e aceito. Durante o curso a que nos referimos ainda não havia compêndios sobre a matéria. O autor teve, portanto que elaborar um programa um tanto diferente do atualmente aceito, mas que oferece, entretanto algum interesse. O mesmo acontece com a apreciação de alguns fatos.

Não será, portanto demais apontar ligeiramente os pontos essenciais, que distinguem o nosso trabalho.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 26/08/2011 em Marxismo

 

Tags: , ,

Experiências de Almir na União Soviética

Por Thiago Dutra Vilela

Conheci o Almir pela internet, numa comunidade do orkut. Depois de participar de alguns tópicos obtive a informação de que ele havia morado na União Soviética entre as décadas de 70 e 80. E atualmente mora na minha cidade!

Foi a chance de obter mais informações sobre essa época tão pouco estudada e tão mal lembrada – pela direita e pela esquerda. Acredito que há de se compreender o que aconteceu para poder aprender com todos os erros e acertos do chamado “socialismo real”.

E para termos acesso à verdade não basta apenas investigar os relatos de Moscou. Adianta menos ainda apenas analisarmos a propaganda dos Estados Unidos e da mídia Internacional. Apresento, então, o ponto de vista de Almir, um comunista, na época estudante universitário, estagiário e posteriormente um trabalhador do país. Almir fala sobre a juventude, a imprensa, a economia e a política soviética na sua época.

Read the rest of this entry »

 
2 Comments

Publicado por em 25/08/2011 em Entrevista, História, União Soviética

 

Tags: , ,

Constituição da República Popular da China (1954)

Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 63 – Nov de 1954.

Preâmbulo

Como resultado de mais de um século de luta heróica, o povo chinês — sob a direção do Partido Comunista da China — alcançou finalmente, em 1949, uma grande vitória na revolução popular contra o imperialismo, o feudalismo e o capital burocrático; liquidou, assim um longo período de opressão e escravidão, e criou a República Popular da China, ditadura democrática do povo. O regime de democracia-popular na República Popular da China — isto é: o regime da nova democracia — assegura a nosso país a possibilidade de liquidar por via pacífica a exploração e a miséria, e de construir uma sociedade socialista, próspera e feliz.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 22/08/2011 em China, Constituições

 

Tags: , ,

Hungria, 1956: Revolução ou contrarrevolução? – Parte 2

Leia a primeira parte: http://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/03/hungria-1956-1/

Trechos relevantes de: A URSS e a contra-revolução de veludo – partes II, III e IV, por Ludo Martens (R.I.P.), em agosto de 1989

Hungria: a emergência de uma camada muito rica…

Na Hungria, velhos quadros comunistas, reagrupados na Sociedade Ferenc Munnich e no Centro da Plataforma Marxista, denunciam a “restauração burguesa” no seu país. Os princípios do marxismo-leninismo foram liquidados a tal ponto que o novo número um, Rezso Nyers, já não acha necessário manter as aparências: perfila-se abertamente como um aliado do imperialismo americano, como um representante dos novos capitalistas húngaros e como um correligionário da social-democracia ocidental. Vejamos os fatos:

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 19/08/2011 em História, Imperialismo, Revisionismo

 

Tags: , , , ,

O mito do igualitarismo marxista — Parte 2

Parte 1: http://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/18/o-mito-do-igualitarismo-marxista-1/

Socialismo igualitário não existe no marxismo

Recentemente, na discussão em um vídeo do camarada Cristiano Alves, no YouTube, uma pessoa hostil escreveu: “O comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade IGUALITÁRIA, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção e da propriedade em geral. Já li os 2 livros mencionados por curiosidade, mas ainda assim eu prefiro os gibis. São mais interessantes.”

Bom, não só pela conclusão do indivíduo conseguimos notar a sua ignorância em relação ao marxismo, mas também sua prepotência: ler 2 livros de Marx ou Engels não o torna conhecedor do socialismo científico. Aliás, não basta ler as obras, é preciso REFLETIR, ESTUDAR, COMPREENDER o que estes teóricos tem a nos ensinar. Infelizmente algumas pessoas são muito preconceituosas e não querem entender o marxismo; o estranho é que, apesar disso, encham a boca para criticá-lo!

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 18/08/2011 em Marxismo

 

Tags: , ,

O mito do igualitarismo marxista — Parte 1

Parte 2: http://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/18/o-mito-do-igualitarismo-marxista-2/

Por Paulo Gabriel, do blog Mamayev Kurgan (http://mamayev-kurgan.blogspot.com)

Me impressiono cada vez mais com as pessoas. Elas adoram opinar sobre tudo, e mais ainda, opinar sobre assuntos que não dominam nem o básico. O pior disso tudo é quando essas opiniões passam a ser compartilhadas por milhões, até bilhões de outras pessoas, até que o que era apenas uma idéia incorreta torna-se subitamente a mais pura verdade. Há muitas pessoas – ditos intelectuais até – que baseiam suas idéias política em um erro grotesco do que seria o socialismo marxista. Defendem o capitalismo porque supostamente o socialismo busca a homogeneidade, o igualitarismo em sua forma mais simples e “pura”. Ou seja, para eles, o marxismo seria uma espécie de ditadura que impõe uma roupa igual a todos, casas iguais, produtos iguais, enfim, tudo igual mesmo, inclusive os salários. Daí ocorre uma supressão do individual em prol de uma coletividade homogênea. Surge então uma sociedade estagnada, nada criativa e bastante opressiva.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 18/08/2011 em Marxismo

 

Tags: , ,

Os marxistas e o Tibet, por Carlos Marques

Todo marxista deve ser contra a intervenção e intenção de subversão imperialista provocada pelo governo dos Estados Unidos contra o povo chinês. O Tibet foi, é e até quando o povo quiser, será da China.

A posição de certos ditos “esquerdistas” só confirma aquilo que Eduard Limonov costuma dizer, hoje em dia não interessa se você é de esquerda ou de direita, mas sim se é a favor ou contra o Sistema. Os lamas querem estabelecer no Tibet uma ditadura totalitária e feudal em conluio com o governo americano, que por sinal financia o Dalai Lama, a fim de garantir a instalação de tropas americanas na região. O Exército Americano é como uma praga de gafanhotos, se espalha por toda parte e causa danos incomensuráveis.

Posto aqui alguns vídeos bastante relevantes sobre a situação do Tibet:

Michael Parenti – Tibet: Feudalismo amistoso?
http://www.youtube.com/watch?v=WWGGjpJJCKE
(Entrevista com o famoso cientista político americano autor de “O assassinato de Júlio César” e “A cruzada anti-comunista”)

Obs.: O vídeo foi deletado, há agora apenas a versão original, em inglês e sem legendas:

Para ler o texto de Michael Parenti sobre o assunto:

http://www.michaelparenti.org/Tibet.html

http://www.scribd.com/doc/16447664/Parenti-Michael-Feudalismo-amistoso-El-mito-de-Tibet-2004 (em espanhol)

O Tibet FOI, É e SEMPRE será uma parte da China

(Vídeo bastante eloquente com fatos e fotos para você mostrar para o seu cachorro, ou melhor, esquerdista ou reacionário favorito)

Enquanto as pessoas continuarem a adotar atitudes lemingues, a agir como lemingues e pensar como lemingues, continuaremos na mesma fossa intelectual e tornaremos o mundo igual ou pior do que aquele em que vivemos.

 
Leave a comment

Publicado por em 17/08/2011 em China, História, Marxismo, Revisionismo

 

Tags: , , ,

Desmascarando mitos sobre Marx e Engels

Vídeo acerca de mitos criados na internet e fora dela a respeito da obra e da pessoa de Karl Heinrich Marx e Friedrich Engels, com o intuito de desacreditar a luta dos trabalhadores e de criminalizar os movimentos sociais por falsificadores profissionais.

POR CRISTIANO ALVES

Complemento à desmistificação escrito por mim, depois dos vídeos.

POR SGBD

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 17/08/2011 em História, Marxismo, Vídeo

 

Tags: , , , , , , ,

A propósito do texto “Sobre a Contradição” de Mao Tsé-Tung

Do blog Cem Flores

“O texto que publicamos é inédito na internet em português.”

Althusser nos diz sobre a importância deste texto e a necessidade de continuar a aprofundá-lo:
(…) Lênin nos deixou nos seus Cadernos algumas frases que são o esboço de uma “Dialética”. Essas notas, desenvolveu-as Mao Tse-Tung em plena luta política contra os desvios dogmáticos do partido chinês em 1937, em um texto importante A Propósito da Contradição [Sobre a Contradição].
Eu gostaria de mostrar como podemos encontrar nesses textos – numa forma já muito elaborada, e que basta desenvolver, referir ao seu fundamento, mas sempre refletir – a resposta teórica à nossa questão: qual é a especificidade da dialética marxista?
(Althusser, “Análise Crítica da Teoria Marxista” [Pour Marx], Zahar Editores, 1937, pág. 158-159)
Qual a problemática que envolve esse texto?
Lênin havia estudado Hegel, Heráclito, Aristóteles em 1914-15 e anotado em alguns cadernos. Estes estudos foram publicados somente em 1925, após sua morte. Nele a afirmação que a dicotomia de um todo único e suas partes contraditórias é a essência da dialética, aprofunda o campo novo do que se entendia sobre a dialética marxista. Nesse campo novo não se encontra mais, segundo o próprio Lênin, a tríade Hegeliana (tese-antítese-síntese).
Mao em 1937, envolto na luta contra o dogmatismo, escreve esse texto e consegue avançar e aprofundar sobre esses estudos de Lênin.
Entender a realidade como uma unidade de contradições, onde existe uma principal, que determina o conjunto de contradições secundárias e atua no limite imposto pelo conjunto dessas contradições. Que existem contradições antagônicas e não antagônicas, cujo estudo foi ampliado em seu “Sobre as justas contradições no meio do povo”, texto que afirma que as contradições no seio do povo não são resolvidas por medidas administrativas, coercitivas. Afirmar que existe um aspecto principal e um secundário em cada contradição, é ampliar o horizonte da dialética marxista para entender e agir, ou melhor, se situar, na complexidade da luta de classes, que é a própria realidade e objeto dessa teoria.
Althusser, no mesmo livro (pág. 169-170) reitera a importância da “especificidade” da contradição demonstrando como “funciona” “Um Todo Complexo Estruturado”:
(…) A dialética “é o estudo da contradição na essência das coisas”, ou o que é o mesmo, “a teoria da identidade dos contrários”. Por aí diz Lênin, “apanharemos o nódulo da dialética, mas isso exige explicações e desenvolvimentos”. Mao cita esses textos, e passa “às explicações e desenvolvimentos”, isto é, ao conteúdo desse “nódulo”, numa palavra, à definição da especificidade da contradição.
Encontramo-nos, aí, bruscamente em face de três conceitos muito importantes. Dois conceitos de distinção: 1) a distinção entre a contradição principal e as contradições secundárias; 2) a distinção entre o aspecto principal e o aspecto secundário da contradição. Afinal um terceiro conceito: 3) o desenvolvimento desigual da contradição. Dão-nos esses conceitos na forma do “é assim”. Dizem-nos que são essenciais à dialética marxista, porque são o específico dela. Nós é que devemos procurar a razão teórica profunda dessas afirmações.
É bastante considerar a primeira distinção para ver que ela supõe imediatamente a existência de várias contradições (sem o que não poderíamos opor a principal às secundárias) em um mesmo processo. Ela indica, portanto, a existência de um processo complexo.
(…) A segunda distinção (o aspecto principal e o aspecto secundário da contradição) não faz mais que refletir, no interior de cada contradição, a complexidade do processo, isto é, a existência em si de uma pluralidade de contradições das quais uma é dominante, e é essa complexidade que devemos considerar.

Sendo assim, vimos a importância da publicação desse texto para continuarmos nosso debate, para demarcar campo com o dogmatismo e todas as manifestações reducionistas de nossa teoria e de nossa prática revolucionária.

 
Leave a comment

Publicado por em 17/08/2011 em China, Marxismo

 

Tags: , ,

(A Carta Chinesa) Sobre o Problema de Stalin [PDF]

“A Carta Chinesa: A grande batalha ideológica que o Brasil não viu” é uma tradução (feita pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo) da versão em espanhol publicada por Edições do Povo, Pequim. É número 2 da Coleção marxismo contra revisionismo. 1ª Edição, dezembro de 2003.

Pela Redação do Renmin Ribao — “Diário do Povo”, um jornal da República Popular da China — e pela Redação da revista Hongqi — foi publicada pelo Partido Comunista Chinês até 1988.

(13 de setembro de 1963)

PDF (7,1 MB):

http://www.4shared.com/document/aGK0Dvzm/PCCh_Sobre_Stalin.html

Impresso nas oficinas da Terra Editora Gráfica Ltda.

 
 

Tags: , , , , , , ,

I. Smirnov — As Condições de Vida nos Países Capitalistas e na URSS

Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 18 – Abr-Mai de 1949

Azedas acusações têm sido lançadas contra a URSS a propósito da capacidade aquisitiva do operário soviético apresentada como inferior à dos operários dos países ocidentais. Todas as estatísticas soviéticas não foram suficientes para provar, pela magia dos números comparados, o atraso econômico da URSS.

É difícil acreditar-se que tantos esforços tenham sido feitos, única e exclusivamente, para demonstrar, por exemplo, que um par de sapatos custa mais caro na União Soviética que num país do ocidente — o que aliás é falso — ou ainda para demonstrar, em palavras de colorido científico, que um par de sapatos representa na União Soviética uma quantidade de trabalho maior que no ocidente. Três anos após o término da guerra, semelhante comparação, mesmo que fosse exata, não provaria, a rigor, nada do que os polemistas têm interesse em provar. Isto porque nós concordamos de bom grado, e mesmo de muito bom grado, que em 1942, por exemplo, quando a URSS foi invadida até ao Cáucaso, um par de sapatos custava aqui mais caro, por certo, do que nos Estados Unidos, que não foram invadidos, nem sequer ameaçados de invasão. Se hoje os sapatos soviéticos estivessem, por acaso, ainda mais caros que os americanos, isto apenas relembraria que a URSS, menos feliz que os Estados Unidos, não pôde, durante longos anos, ficar tranquilamente a fabricar calçado.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 16/08/2011 em História, Marxismo, União Soviética

 

Tags: , , ,

Stalin — A Revolução na China e as Tarefas da Internacional Comunista (1927)

A Revolução na China e as Tarefas da Internacional Comunista(1)

J. V. Stálin

24 de Maio de 1927

Primeira Edição: Discurso pronunciado na X.ª Sessão do VIII Pleno do Comitê Executivo da Internacional Comunista.
Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 31 – Nov-Dez de 1950 .

I – Algumas Pequenas Questões

Camaradas!

Devo desculpar-me pelo fato de haver chegado atrasado à reunião do Comitê Executivo e por isso não pude ouvir todo o discurso de Trotski, lido aqui perante o Comitê Executivo.

Penso, porém, que Trotski apresentou durante os últimos dias uma tal massa de literatura, teses e cartas ao Comitê Executivo relativas à questão chinesa que não pode haver entre nós falta de materiais para a crítica da oposição.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 16/08/2011 em China, História, União Soviética

 

Tags: , , ,

Pyotr Pospelov — O 50º Aniversário do Partido Comunista da União Soviética (1953)

Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 52 – Dez de 1953.

O Partido Comunista e o povo soviético celebram um grande acontecimento histórico — a 30 de julho de 1953 verificou-se o quinquagésimo aniversário do dia da inauguração do II Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo (P.O.S.D.R.). O quinquagésimo aniversário do Partido Comunista da União Soviética é uma data gloriosa e notável na vida dos povos de nosso país e na história de todo o movimento revolucionário internacional. No II Congresso do P.O.S.D.R. estabeleceram-se as bases do Partido Bolchevique — Partido marxista revolucionário de novo tipo, radicalmente diferente dos velhos partidos reformistas da II Internacional. Lênin escreveu:

“O bolchevismo existe como corrente do pensamento político e como partido político a partir de 1903″.

Read the rest of this entry »

 
2 Comments

Publicado por em 16/08/2011 em História, União Soviética

 

Tags: ,

(Trotskismo: Contrarrevolução Disfarçada) A Revolução Chinesa

Moissaye J. Olgin


A Revolução Chinesa

A Revolução Chinesa é, ao lado da Revolução Russa, a maior conquista das massas trabalhadoras do mundo. Pela primeira vez na história, o imperialismo mundial foi abalado em uma de suas fortalezas em um país atrasado, que foi brutalmente roubado pelo capital britânico, francês, japonês e americano. A Revolução Chinesa é excelente prova da correção do marxismo-leninismo, que vê duas forças fundamentais da revolução mundial: o movimento proletário nos países capitalistas e do movimento de libertação nacional, nas colônias, e que insiste que essas duas forças principais se unam em uma frente comum contra o inimigo comum, o imperialismo.

As teses sobre o problema colonial e nacional apresentadas por Lenin para o Segundo Congresso da Internacional Comunista (1920) dizem:

“O capitalismo europeu extrai seu poder, principalmente, não de os países industrializados europeus, mas a partir de seus domínios coloniais. Para a sua existência, o controle sobre vastos mercados e um amplo campo de exploração são necessários. . . .

“Os superlucros recebidos das colônias são a principal fonte dos meios do capitalismo moderno. A classe trabalhadora européia conseguirá derrubar o sistema capitalista só quando essa fonte secar.

Read the rest of this entry »

 
Leave a comment

Publicado por em 16/08/2011 em China, História, Marxismo, Revisionismo

 

Tags: , , ,

(RAP combativo) CoN$PiRaZiOn – Guantanamera

 
Leave a comment

Publicado por em 15/08/2011 em Áudio

 

Tags: , ,

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.