Hungria: No feriado do amor, de Esquerda.net

Hungria: No feriado do amor

dossier | 5 Fevereiro, 2012 – 01:14
A Hungria é o primeiro país da Europa a criminalizar e prender os pobres, usando coerção policial contra o, único, “crime” de se ser pobre. Artigo de Ferge Zsuzsa, professora de Sociologia, publicado em 24 de dezembro de 2011

Dado que o Natal é o feriado do amor e da boa vontade, e de compaixão para com os necessitados, parece oportuno fazer uma síntese do que lhes aconteceu ao longo do ano passado.

O panorama geral – na Hungria e em todo o mundo – é bastante amargo. De acordo com o último relatório da OCDE, as desigualdades que compõem o quadro de pobreza estão a aumentar em todo o mundo. Neste momento, até a OCDE pensa que a teoria da transmissão dos benefícios do crescimento económico para os pobres e os mais pobres estava errada. Isso simplesmente não aconteceu. Uma maneira de criar um obstáculo ou barreira ao agravamento da pobreza, afirma a OCDE, poderia ser os governos passarem a ser um pouco mais firmes na tributação dos rendimentos e bens dos mais ricos e/ou no reforço da rede de segurança social.

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Hungria: as consequências desastrosas do capitalismo

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Polícia húngara e empresas de segurança privada costumam realizar remoções como na foto, de Balrad.

Recentes pesquisas de opinião revelam que a maioria do povo húngaro considera a vida tão miserável que gostaria de viver em qualquer outro país. Muitos consideram que a vida era muito melhor antes de 1989, quando o povo desfrutava de pleno emprego e de um avançado sistema de bem-estar social. O capitalismo destruiu tudo isto. O que se exige são a posse estatal dos bens e o planejamento, mas sob o controle democrático dos próprios trabalhadores.

“O povo já não desfruta de pleno emprego. A pobreza e o crime aumentam. O povo trabalhador já não tem acesso à ópera ou ao teatro. A TV caiu de qualidade assombrosamente – ironicamente nunca tivemos o Big Brother… mas agora o temos”.

A que país e a que período se refere esta citação? Grã-Bretanha, América, qualquer um da Europa? Há quarenta, há vinte anos ou hoje? Podia referir-se a todos ou a algum deles, mas é de um artigo que apareceu na edição da internet do The Daily Mail. Mail on-line em outubro de 2009 e se refere à Hungria.

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(Vermelho.org, 2009) Pós-muro de Berlim, ano 20: o socialismo vive!

10 de Novembro de 2009 – 0h52

As celebrações do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, nesta segunda-feira (9), foram irremediavelmente contaminadas pela outra queda do outro muro – que veio abaixo com a fase agura da crise capitalista, em setembro do ano passado. É evidente o desconforto dos festejadores da suposta morte do socialismo, ao ver o Lásaro socialista que se ergue outra vez.

O que se encerrou na crise de 1989-91 foi uma experiência socialista determinada, a da União Soviética e dos regimes socialistas que a tomaram como modelo. Outras trajetórias socialistas, como a chinesa, a vietnamita ou a cubana, que buscaram os seus caminhos próprios, ditados por suas realidades nacionais, vão bem, obrigado. E outros ensaios de construção de um sistema que supere o capitalismo brotam, agora mesmo, na Venezuela, Bolívia e Equador, no bojo da Grande Rebelião Latino-Americana em curso.

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92% dos alemães orientais preferem o comunismo no país

Fonte: Der Spiegel. A notícia foi reproduzida por vários meios de comunicação, entre eles os jornais eletrônicos Portal Vermelho e a Associação Cultural José Marti – RS.

Vermelho.org:

11 de Novembro de 2007 – 5h27

Para marcar a data da queda do Muro de Berlim, o Der Spiegel fez uma pesquisa, divulgada neste sábado (10), com mil alemães que cresceram nos dois lados do país dividido até 9 de novembro de 1989. A conclusão, para desespero do semanário alemã

Junto com a TNS Forschung, o Spiegel fez a pesquisa com duas gerações distintas de alemães orientais e ocidentais com o objetivo de obter um retrato dos resultados da unificação na psique nacional. A conclusão é que o muro ideológico ainda permanece nas mentes alemãs, quase duas décadas após a reunificação.

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A questão Kadafi

O Testamento de Kadafi

Vejamos primeiramente o que nos diz um recente testamento de Kadafi:

“Em nome de Alá, o benevolente, o misericordioso…

Por 40 anos, ou foi mais, eu não me lembro, eu fiz tudo que pude para dar ao povo casas, hospitais, escolas, e quando ele estava faminto, eu lhes dei comida. Eu até mesmo transformei Benghazi em terra arável a partir do deserto, eu resisti aos ataques daquele cowboy Reagan, quando ele matou a minha filha adotiva órfã, quando estava tentando me matar, e ao invés matou aquela pobre criança inocente. Então eu ajudei meus irmãos e irmãs da África com dinheiro para a União Africana.

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O que realmente aconteceu a Osama bin Laden?

Estive pesquisando sobre o assunto recentemente, em diferentes fontes, porém poucas estão realmente preocupadas em elucidar a questão para leitores/telespectadores/ouvintes/internautas. E — acho não é preciso dizer — essas fontes não são divulgadas na nossa mídia golpista e corrupta.

Uma fonte encontrada, com ótimos argumentos, foi um artigo do blog Alles Schall und Rauch, datado de 2007, ano em que foi anunciada a “primeira morte” de Osama bin Laden na grande mídia. O combate à suposta organização terrorista Al-Qaeda provocou a reeleição de George W. Bush e agora estamos vendo uma propaganda da futura reeleição de Barack H. Obama.

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Quanto custa um banqueiro? – Resposta ao Bom Dia Brasil

Por Rafael Rezende “Broz”

O “Bom Dia Brasil”, programa matinal da Rede Globo, hoje exibiu uma matéria que, baseada em um estudo do Portal Transparência Brasil, afirmava que nosso país tem o legislativo mais caro do mundo. Sinceramente não acompanhei a metodologia do estudo, mas para fins ilustrativos vamos toma-la como correta. Rapidamente o vídeo se espalhou pela internet e os “contribuintes” (alguns deles sonegadores) revoltados lançaram mensagens de ódio direcionada para Brasília. Estava concluído o trabalho imbecivilizatório da emissora: a generalização burra e despolitizante do pensamento “todos os políticos são iguais” e “odeio política”.