Stalin — A Revolução na China e as Tarefas da Internacional Comunista (1927)

A Revolução na China e as Tarefas da Internacional Comunista(1)

J. V. Stálin

24 de Maio de 1927

Primeira Edição: Discurso pronunciado na X.ª Sessão do VIII Pleno do Comitê Executivo da Internacional Comunista.
Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 31 – Nov-Dez de 1950 .

I – Algumas Pequenas Questões

Camaradas!

Devo desculpar-me pelo fato de haver chegado atrasado à reunião do Comitê Executivo e por isso não pude ouvir todo o discurso de Trotski, lido aqui perante o Comitê Executivo.

Penso, porém, que Trotski apresentou durante os últimos dias uma tal massa de literatura, teses e cartas ao Comitê Executivo relativas à questão chinesa que não pode haver entre nós falta de materiais para a crítica da oposição.

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(Trotskismo: Contrarrevolução Disfarçada) A Revolução Chinesa

Moissaye J. Olgin


A Revolução Chinesa

A Revolução Chinesa é, ao lado da Revolução Russa, a maior conquista das massas trabalhadoras do mundo. Pela primeira vez na história, o imperialismo mundial foi abalado em uma de suas fortalezas em um país atrasado, que foi brutalmente roubado pelo capital britânico, francês, japonês e americano. A Revolução Chinesa é excelente prova da correção do marxismo-leninismo, que vê duas forças fundamentais da revolução mundial: o movimento proletário nos países capitalistas e do movimento de libertação nacional, nas colônias, e que insiste que essas duas forças principais se unam em uma frente comum contra o inimigo comum, o imperialismo.

As teses sobre o problema colonial e nacional apresentadas por Lenin para o Segundo Congresso da Internacional Comunista (1920) dizem:

“O capitalismo europeu extrai seu poder, principalmente, não de os países industrializados europeus, mas a partir de seus domínios coloniais. Para a sua existência, o controle sobre vastos mercados e um amplo campo de exploração são necessários. . . .

“Os superlucros recebidos das colônias são a principal fonte dos meios do capitalismo moderno. A classe trabalhadora européia conseguirá derrubar o sistema capitalista só quando essa fonte secar.

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Chen Po-Ta — Stálin e a Revolução Chinesa

Chen Po-Ta foi Vice-Presidente do Departamento de Informações do Comitê Central do Partido Comunista Chinês. Um colaborador de Mao Tsé-tung, nos anos 80 foi condenado a 18 anos de prisão pelos revisionistas.

Fonte: Problemas – Revista Mensal de Cultura Política nº 23 – Dez de 1949


I – A Ajuda Teórica e Prática de Stálin

Por ocasião das solenidades realizadas em Ienan em comemoração do 60.° aniversário de Stálin, o camarada Mao Tsé-Tung declarou:

Stálin é o líder da revolução mundial. Trata-se de uma questão de suma importância. É um grande acontecimento o fato de a humanidade possuir Stálin. Uma vez que o temos, as cousas podem marchar bem. Como vocês todos sabem, Marx já morreu e também Engels e Lênin. Se Stálin não existisse, quem haveria para nos orientar? Mas desde que o temos — trata-se efetivamente de um acontecimento feliz. Atualmente existe no mundo uma União Soviética, um Partido Comunista e um Stálin. Sendo assim, as questões mundiais podem marchar bem”.

O camarada Mao Tsé-Tung fez ver aos camaradas do nosso Partido Comunista Chinês:

“É nosso dever aplaudi-lo, apoiá-lo e aprender com ele. Devemos aprender com ele em dois sentidos: a sua teoria e a sua obra”.

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