Dois artigos sobre a semifeudalidade no Brasil

Agronegócio: o Colonialismo da atualidade e o fortalecimento do latifúndio — Jornal Estudantes do Povo número 6

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Estamos assistindo o governo Lula/FMI utilizar os monopólios de comunicação para fazer uma intensa propaganda sobre “crescimento e desenvolvimento econômico” do Brasil. A menina dos olhos, utilizada para alardear este suposto crescimento, é o chamado “Agronegócio”, a velha monocultura para exportação apresentada como a modernização e desenvolvimento do capitalismo no campo. A verdade, porém, é que nem existe um grande crescimento econômico em nosso país, nem a modernização do plantio da soja representa um desenvolvimento da estrutura agrária brasileira. O que há, por de trás desta propaganda do “Agronegócio”, é um fortalecimento ainda maior do latifúndio semi-feudal, que mantém os camponeses pobres na mais completa miséria e debaixo de intensa repressão.

O governo Lula-FMI argumenta que o Brasil é muito grande, e por isto existe espaço para “todo mundo”, para o “Agronegócio”, para a “agricultura familiar” e para a “Reforma Agrária”. O discurso é este, que existe espaço para todos, mas na prática a opção da gerência petista é pelos latifundiários, em 2004 o governo repassou 37 bilhões para o “agronegócio”, 7 bilhões para financiar a pequena produção e menos de 1 bilhão para a reforma agrária. Em dois anos o governo Lula/FMI assentou menos que FHC no mesmo período e para tentar enrolar os camponeses pobres em luta, afirma que “o que importa não é a quantidade de assentamentos, mas sim sua qualidade”. Porém a paciência não dura para sempre. A necessidade de terra para plantar e sobreviver empurrará cada vez mais milhares de camponeses a tomar as terras do latifúndio para produzir.

Ao contrário do que é propagandeado, o crescimento do chamado “Agronegócio” no Brasil não representa nenhum fortalecimento da economia nacional, ao contrário, trata-se de uma imposição dos monopólios internacionais que compram produtos básicos a preços insignificantes, que eles mesmos estabelecem. Isto não é novidade na história do Brasil. Secularmente a economia brasileira esteve baseada na exportação, seja de gêneros agrícolas, ou matérias primas. Foi assim com a cana de açúcar, com o ouro e diamantes, com o café, o cacau, a borracha e o minério de ferro. Em todos os exemplos que pudermos citar o que houve foi uma verdadeira sangria das riquezas produzidas no nosso país, direcionada aos países colonialistas ou imperialistas.
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O projeto “popular” do PT

Texto de um dos amigos do blog Grande Dazibao

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FHC, Renato Mosca, Dilma, Lula, Sarney e Collor

Os ideólogos da camarilha oportunista-reformista hoje no poder (PT-PCdoB-PDT-PPS…) fazem uso de argumentos retirados da ciência do Marxismo-Leninismo para justificar sua política pró-imperialista. Afirmam que o PT está implementando no Brasil um projeto democrático-popular de governo, com a única diferença de que não teríamos precisado passar por uma revolução para isso. Afirmam que o PT está realizando o que a esquerda revolucionária tentou implementar ,país em outros tempos , apenas que por meio da democracia. Criticam a atual esquerda revolucionária , afirmando que ingenuamente defendem que o socialismo seja implantado o quanto antes no país, quando é necessário alargar as conquistas democráticas. Estaria então toda a esquerda revolucionária defendendo uma estratégia sem sentido de revolução , quando a democracia está sendo guiada por pessoas “progressistas”. Eis, em resumo, os argumentos apresentados pelas marionetes do governo petista.

A questão é: existe mesmo um governo democrático-popular em nosso país?

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Archibaldo Figueira – Cadê o Brasil que estava aqui?

A iniciativa da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a venda de terras brasileiras a pessoas físicas e jurídicas estrangeiras foi o verdadeiro motivo da cassação do mandato do deputado Márcio Moreira Alves (MDB-GB), em 30 de dezembro de 1968. Este argumento fortaleceu-se com a descoberta, em uma casa de Eldorado do Sul (RS), do Boletim Informativo 182, da Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Educação (?!), datado de 15 de outubro de 1968, antecipando: “o deputado Márcio Moreira Alves vai dizer amanhã na tribuna da Câmara que o seu discurso do dia 2 de setembro não teve o objetivo de injuriar as Forças Armadas, mas sim de condenação dos crimes praticados por alguns poucos e aos que protegem os culpados, usando indevidamente o direito de falar em nome dos militares.

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(5) PCB: A cisão de 62 e a luta pelo partido marxista-leninista

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo

Nikita Kruschov discursa no XX Congresso do PCUS: restauração do capitalismo se inicia na União Soviética

Em meados dos anos de 1950 e início dos de 1960, o cenário internacional era de elevada tensão. Os imperialistas, já sob a hegemonia ianque, com a estratégia de Guerra Fria, realizavam todo tipo de provocações e ameaças terroristas de uma guerra nuclear.

O grande dirigente comunista Josef Stalin falecera no dia 5 de março de 1953. Uma contracorrente revisionista, que vinha acumulando forças na direção do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) desde o período de reconstrução com o fim da Grande Guerra Pátria, sentiu-se bastante encorajada com sua morte. A agudização da luta de classes na URSS, seus desafios e as dificuldades da liderança em manejá-la nessas condições de extrema tensão, criaram terreno fértil para o oportunismo e a capitulação.

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(4) PCB: Do Manifesto de Agosto de 1950 ao IV Congresso

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo

O PCB havia iniciado o processo autocrítico das ilusões constitucionais com a Declaração de Janeiro de 1948, que se aprofundou com o Manifesto de Agosto de 1950. A bandeira da revolução é novamente levantada e a questão da luta armada, como caminho para a conquista do poder, é retomada e posta na ordem do dia. O PCB inicia um rico período de sua existência, em que a luta contra o revisionismo, pela primeira vez, surgia no interior do Partido. E esta, ainda que não se desse de forma mais patente e organizada, ganhará maior dimensão. Uma demarcação mais nítida entre esquerda e direita, entre a linha revolucionária e reformista, será a base das futuras rupturas entre marxistas-leninistas e revisionistas.

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Ilustração de campanha de soltura de Elisa Branco

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(3) PCB: Vitória sobre o nazi-fascimo, Conferência da Mantiqueira e as ilusões constitucionais

Núcleo de estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo
O Partido Comunista do Brasil havia ousado assaltar os céus: 1935! Mas o Levante Popular armado fora derrotado e os comunistas e as massas duramente perseguidos, presos, torturados e mortos. Nos anos que se seguiram os gendarmes do fascismo em nosso país brindavam a uma vitória impossível, a destruição do partido comunista. Em 1941, Paris sucumbira à blitzkrieg nazista, atrás dela estavam Holanda, Noruega, Bélgica e Dinamarca. No apogeu da vitória nazista, Vargas saudara a nova era hitleriana e um navio cargueiro alemão era recebido no Brasil com honras de Estado. Delírios febris de uma longa noite que não tardaria em ser rasgada por inscrições firmemente desenhadas nos portos, fábricas e muros da cidade: Abaixo Vargas! Viva o Partido Comunista do Brasil – PCB!

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Derrota do fascismo na Europa, em 2 de maio de 1945

Introdução

As inscrições haviam sido feitas pela Comissão Nacional de Organização Provisória — CNOP, formada em 1941, que reunia quadros e militantes de diversas regiões do país que escaparam do cerco da repressão e assumiram a tarefa de reconstruir os fios da organização partidária entre as massas trabalhadoras. Estavam entre eles: Pedro Pomar, Maurício Grabois, João Amazonas, Diógenes de Arruda Câmara, Amarílio Vasconcelos, Júlio Sérgio de Oliveira e Mário Alves.

A luta pela reconstrução e consolidação do PCB teve que enfrentar o surgimento de posições liquidacionistas de ex-dirigentes encarcerados e vindos do exterior, que advogavam que esse processo seria um entrave à política de União Nacional. Entre eles estavam Fernando Lacerda, Silo Meireles, Carlos Marighella, Agildo Barata, Orestes Timbaúva e José Maria Crispim.

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Expondo o mito da “liberdade de expressão”

Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.

Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa “competir” com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar – como faz a poderosa mídia – se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo “direto” porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs – e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo “indireto” porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o “poder midiático”.

Este vídeo foi postado originalmente com o nome “Levante a Sua Voz”. Eis o crédito do mesmo:

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

PCR, pacifismo e legalismo rumo a “revolução” eleitoral burguesa

Do Blog Boca de Caêra

Porque não votar e não acreditar nas eleições burguesas?

Votar ou não nas eleições burguesas, por si só, não irá definir o princípio de ser ou não comunista, pois, sabe-se que durante um período da histórica luta de emancipação ideológica do proletariado, os comunistas tiveram participação ativa nos parlamentos, tribunas, dumas e sufrágio de todas as espécies, mas isto foi necessário num período em que era preciso definir a linha política e ideológica da doutrina revolucionária que surgia, o marxismo, para não se misturar com as teorias miseráveis dos anarquistas, populistas e socialistas utópicos.

Marx e Engels usufruíram das tribunas parlamentares para difundirem as teorias marxistas pelo mundo. Os camaradas russos se aproveitaram da quarta duma, uma espécie de parlamento para os “trabalhadores russos”, para denunciar os abusos da oligarquia Czarista.

Porém, como o próprio Lenin alertava: “Fora o poder tudo é ilusão.” E que a quarta duma era uma migalha e não servia aos interesses dos trabalhadores. Na China, não se teve tantas oportunidades de poder falar em tribunas e parlamentos, os companheiros chineses tiveram que empreender sua ideologia revolucionária através de uma atividade intensa direta no seio das massas, rechaçando todas as ilusões que o Kuomintang espalhava ao povo, sobre a ideia de uma transição pacífica pela via eleitoral rumo ao socialismo, o PCCh mostrou que só se pode alcançar o socialismo através da guerra popular prolongada e irreconciliável aos interesses da burguesia. Então, o próprio chefe da revolução chinesa, o presidente Mao Tsé-tung, afirmou que “O poder nasce do fuzil!”.

Desde a comuna de Paris (1871), Revolução russa (1917) e revolução chinesa (1949) que o mundo teve a oportunidade de conhecer as idéias e as práticas do marxismo, e entender que ser comunista é essencialmente ser um revolucionário. Assumir tal condição é um ato de consciência, se sustentar nesta ideia é um gesto de bravura. Dadas as circunstâncias, após diversos combates travados pelos autênticos comunistas brasileiros é inadmissível avaliar que as eleições burguesas atuais ainda sirvam de alguma forma os interesses da revolução democrática ininterrupta ao socialismo no Brasil.

Qualquer um dos canalhas que ganharem este jogo eleitoreiro não irá mudar a condição de nação capitalista burocrática semifeudal controlada pelo imperialismo ianque, na qual o Brasil se encontra. E sustentar qualquer ilusão neste processo eleitoreiro é trair a luta de todos aqueles que um dia verteram seu sangue em busca de uma sociedade justa e democrática.

O período, aparentemente, “pacífico” em que vivemos é um período de organizar as massas para tomar o poder e não enganá-las no mais reles cretinismo parlamentar eleitoreiro.

O que se tornou o partido que mais se aproximou do entendimento do processo revolucionário brasileiro e hoje se encontra no charco mais imundo do oportunismo eleitoreiro?

Num período onde o oportunismo eleitoreiro e a covardia pacifista tomaram conta do PCB, foi criado o PCdoB para retomar a revolução brasileira, que é papel de todos os comunistas sérios. A ideia de concentrar forças na região do Araguaia foi amplamente criticada pelos companheiros Manoel Lisboa, Emmanuel Bezerra e outros. Segundo eles, o local escolhido era isolado e não favorecia ao desencadeamento de uma revolução, além do próprio povo da região não ter um histórico de luta.

Assim, após a derrota no Araguaia e o assassinato das principais lideranças revolucionárias do PCdoB (Pedro Pomar, Mauricio Grabois e outros), na Lapa-SP em 1976, o PCdoB também é arrastado para a lama graças ao revisionismo de João Amazonas, que modificou todo o estatuto do partido colocando o mesmo sobre as consignas de legalismo, pacifismo e participação nas eleições burguesas, tudo foi aprovado num congresso arranjado na Albânia, onde Amazonas vivia na condição de exilado político.

Então, Manoel Lisboa cria a carta de 12 pontos que fundamenta as bases do Partido Comunista Revolucionário-PCR. A carta autêntica, e não a que o atual Comitê Central do PCR mostra por aí, é o documento mais completo sobre o processo revolucionário no Brasil da época. Apesar, de também ter falhas que agora são possíveis entender melhor que antes, como a contradição imperialismo/nação oprimida que Manoel Lisboa via como a contradição principal do povo brasileiro, mas sabe-se que para resolver as contradições externas, primeiro é necessário resolver as contradições internas, assim a contradição interna principal que sustenta toda a base exploração da grande burguesia e dá brecha a invasão imperialista é o sistema latifundiário, colocando a contradição latifúndio/camponês pobre como a principal e imperialismo/nação oprimida como secundária.

Após vários anos de resistência e combatividade, os bravos revolucionários foram brutalmente torturados e executados pelo gerenciamento militar fascista brasileiro. Tombaram na esperança de que um dia sua memória seria honrada e a luta continuaria, porém os que hoje fazem parte das fileiras do PCR apoiam candidatos ao processo eleitoral burguês e usam argumentos oportunistas para iludir as massas, como um de seus principais teóricos; Lula Falcão, que afirma: “Já a vitória de Dilma nas eleições, embora não signifique nenhuma grande mudança em favor dos trabalhadores, será mais uma derrota para a extrema direita e seus planos golpistas e para o imperialismo norte-americano interessado em aniquilar qualquer rebeldia na América Latina. Permitirá assim, melhores condições para seguirmos nossa caminhada para construir uma poderosa organização revolucionária e organizar a classe operária e o povo na luta contra a exploração capitalista e pelo socialismo.” * Isso é no mínimo ridículo, pois, aceitar ou compactuar com qualquer atividade que propague as eleições burguesas deste velho estado é capitular por mais uma vez a luta revolucionária do povo brasileiro e jogar na lama a história e as vidas dos honrados revolucionários.

Enfim, o PCR o partido que foi o mais avançado da revolução brasileira, e suas respectivas organizações: UJR, CORRENTEZA e o jornal A VERDADE, hoje lambe as botas de toda a camarilha oportunista que habita os redutos eleitoreiros em nosso país. Como ainda não é registrado, por uma mera formalidade, segue servindo como fiel capacho dos partidecos eleitoreiros, tais como: PT, PCdoB, PCB, PSOL, etc…

* Trecho retirado do texto Derrotar Serra e a extrema direita e avançar na organização e nas lutas dos trabalhadores, de autoria de Lula Falcão, membro do comitê central do Partido Comunista Revolucionário-PCR.

(2) PCB: O Levante Popular armado de 1935

Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo   para o jornal A Nova Democracia

Passados quase 76 anos, as classes dominantes de nosso país cumprem anualmente com seu rito de difamação e injúrias contra o Levante Popular de 35. Apesar de derrotado, o Levante expressou pela primeira vez e de forma clara o programa revolucionário do proletariado brasileiro e o caminho para a conquista do poder para as massas populares através da luta armada.

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Revoltosos quando saíam presos do 3º Regimento de Infantaria da Praia Vermelha

Apesar de não ter podido tirar todas consequências práticas de sua própria formulação, ela fora produto de profunda autocrítica das ilusões eleitoreiras e constitucionais. Mas também é notório que os grunhidos e urros da reação enfurecida, que desde então cunhou seu grotesco bordão de “intentona comunista” para difamar democratas, progressistas e comunistas, revela como o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários a serviço do imperialismo treme ante uma revolução popular.

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(AND – A Nova Democracia) Figuras da Classe Operária – 2ª parte

Leia a parte 1: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/15/figuras-da-classe-operaria-1/

João Carlos Haas Sobrinho
Militante do Partido Comunista do Brasil – PC do B

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João Carlos Haas quando trabalhava como médico em Porto Franco, GO

Nasceu em 24 de junho de 1941 em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Destacava-se pelo empenho nos estudos e pelo seu ativismo, foi membro de inúmeros grêmios estudantis. Em 1959, ingressou na Faculdade de Medicina da UFRGS, formando-se em dezembro de 1964.

Presidiu a União Estadual dos Estudantes – RS e o Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFRGS.

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(AND – A Nova Democracia) Figuras da Classe Operária – 1ª parte

Leia a parte 2: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/15/figuras-da-classe-operaria-2/

Pedro Ventura Felipe Pomar

23 de setembro de 1913
Trechos do “depoimento de um amigo”, por Arnaldo Mendez *

10-pedro-pomar.jpg (199×234) Cabe neste relato um esclarecimento: trata-se de depoimento de quem nunca pertenceu aos quadros do Partido, e simplesmente, mesmo em períodos de legalidade e clandestinidade, foi amigo pessoal de Pedro. Hoje, que a tragédia de sua morte se abateu sobre nós, é necessário que se diga quem foi Pedro, mesmo àqueles que não participaram de nada como revolucionários.

É necessário também que se diga que com a chacina de que foi vítima, a ditadura pretendeu atingir o melhor dos revolucionários. Eles sabiam quais os homens que realmente ofereciam perigo às suas injustiças, ao seu regime de terror. Se pensam que a chacina apaga a história de nosso povo, estão enganados. Antes mesmo de ser chacinado, Pedro já estava na História. Agora, estará para sempre em nossa memória.

Conheci Pedro por volta de 1960, quando me foi apresentado por uns amigos que dirigiam o Partido numa região pobre de São Paulo. Pedro chegara com a família para morar numa pequena casa. Para ganhar o sustento traduzia livros. Lembro-me que traduzira De Moncada à ONU, de Fidel Castro, e Ascensão e Queda do III Reich, e iniciara um livro inacabado, O Estado Brasileiro.

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(1) PCB: Dos antecedentes ao III Congresso

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre o PCB, que será publicada no jornal A Nova Democracia (http://www.anovademocracia.com.br). O jornal AND não é órgão de nenhum partido político.

PCB: Dos antecedentes ao III Congresso

Autoria: Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo

A luta por assimilar o marxismo-leninismo e compreensão da realidade brasileira

Nenhum fato teve tanta importância para o destino de nosso país, particularmente para as classes que compõem o povo brasileiro, quanto a fundação do Partido Comunista do Brasil em 25 de março de 1922. A propósito disto, iniciamos, como parte da celebração dos 90 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), que se completará em março de 2012, a publicação de uma série de artigos nos quais buscamos retomar e analisar os fatos e acontecimentos mais importantes de sua história, trazendo à tona um conjunto de questões que julgamos de suma importância para os verdadeiros democratas e revolucionários dos dias de hoje.

Manifestação operária durante a greve de 1917

Manifestação operária durante a greve de 1917, no bairro paulistano do Braz. O protesto foi motivado pelo enterro de um grevista morto pela polícia

Hoje, quando caminhamos para o aniversário de 90 anos da fundação do partido comunista em nosso país, retomar e compreender as vicissitudes que enfrentou o partido, fundado em 1922, é de suma importância para todos aqueles que aspiram uma Nova Democracia e o socialismo em nosso país. Retomar e compreender os fatos e etapas mais importantes da luta de linhas que percorre toda sua história desde sua fundação, para separar marxismo e revisionismo, tirar lições para as tarefas presentes e gerações futuras.

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