(5) PCB: A cisão de 62 e a luta pelo partido marxista-leninista

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo

Nikita Kruschov discursa no XX Congresso do PCUS: restauração do capitalismo se inicia na União Soviética

Em meados dos anos de 1950 e início dos de 1960, o cenário internacional era de elevada tensão. Os imperialistas, já sob a hegemonia ianque, com a estratégia de Guerra Fria, realizavam todo tipo de provocações e ameaças terroristas de uma guerra nuclear.

O grande dirigente comunista Josef Stalin falecera no dia 5 de março de 1953. Uma contracorrente revisionista, que vinha acumulando forças na direção do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) desde o período de reconstrução com o fim da Grande Guerra Pátria, sentiu-se bastante encorajada com sua morte. A agudização da luta de classes na URSS, seus desafios e as dificuldades da liderança em manejá-la nessas condições de extrema tensão, criaram terreno fértil para o oportunismo e a capitulação.

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(4) PCB: Do Manifesto de Agosto de 1950 ao IV Congresso

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo

O PCB havia iniciado o processo autocrítico das ilusões constitucionais com a Declaração de Janeiro de 1948, que se aprofundou com o Manifesto de Agosto de 1950. A bandeira da revolução é novamente levantada e a questão da luta armada, como caminho para a conquista do poder, é retomada e posta na ordem do dia. O PCB inicia um rico período de sua existência, em que a luta contra o revisionismo, pela primeira vez, surgia no interior do Partido. E esta, ainda que não se desse de forma mais patente e organizada, ganhará maior dimensão. Uma demarcação mais nítida entre esquerda e direita, entre a linha revolucionária e reformista, será a base das futuras rupturas entre marxistas-leninistas e revisionistas.

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Ilustração de campanha de soltura de Elisa Branco

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(3) PCB: Vitória sobre o nazi-fascimo, Conferência da Mantiqueira e as ilusões constitucionais

Núcleo de estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo
O Partido Comunista do Brasil havia ousado assaltar os céus: 1935! Mas o Levante Popular armado fora derrotado e os comunistas e as massas duramente perseguidos, presos, torturados e mortos. Nos anos que se seguiram os gendarmes do fascismo em nosso país brindavam a uma vitória impossível, a destruição do partido comunista. Em 1941, Paris sucumbira à blitzkrieg nazista, atrás dela estavam Holanda, Noruega, Bélgica e Dinamarca. No apogeu da vitória nazista, Vargas saudara a nova era hitleriana e um navio cargueiro alemão era recebido no Brasil com honras de Estado. Delírios febris de uma longa noite que não tardaria em ser rasgada por inscrições firmemente desenhadas nos portos, fábricas e muros da cidade: Abaixo Vargas! Viva o Partido Comunista do Brasil – PCB!

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Derrota do fascismo na Europa, em 2 de maio de 1945

Introdução

As inscrições haviam sido feitas pela Comissão Nacional de Organização Provisória — CNOP, formada em 1941, que reunia quadros e militantes de diversas regiões do país que escaparam do cerco da repressão e assumiram a tarefa de reconstruir os fios da organização partidária entre as massas trabalhadoras. Estavam entre eles: Pedro Pomar, Maurício Grabois, João Amazonas, Diógenes de Arruda Câmara, Amarílio Vasconcelos, Júlio Sérgio de Oliveira e Mário Alves.

A luta pela reconstrução e consolidação do PCB teve que enfrentar o surgimento de posições liquidacionistas de ex-dirigentes encarcerados e vindos do exterior, que advogavam que esse processo seria um entrave à política de União Nacional. Entre eles estavam Fernando Lacerda, Silo Meireles, Carlos Marighella, Agildo Barata, Orestes Timbaúva e José Maria Crispim.

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(2) PCB: O Levante Popular armado de 1935

Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo   para o jornal A Nova Democracia

Passados quase 76 anos, as classes dominantes de nosso país cumprem anualmente com seu rito de difamação e injúrias contra o Levante Popular de 35. Apesar de derrotado, o Levante expressou pela primeira vez e de forma clara o programa revolucionário do proletariado brasileiro e o caminho para a conquista do poder para as massas populares através da luta armada.

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Revoltosos quando saíam presos do 3º Regimento de Infantaria da Praia Vermelha

Apesar de não ter podido tirar todas consequências práticas de sua própria formulação, ela fora produto de profunda autocrítica das ilusões eleitoreiras e constitucionais. Mas também é notório que os grunhidos e urros da reação enfurecida, que desde então cunhou seu grotesco bordão de “intentona comunista” para difamar democratas, progressistas e comunistas, revela como o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários a serviço do imperialismo treme ante uma revolução popular.

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(AND – A Nova Democracia) Figuras da Classe Operária – 2ª parte

Leia a parte 1: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/15/figuras-da-classe-operaria-1/

João Carlos Haas Sobrinho
Militante do Partido Comunista do Brasil – PC do B

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João Carlos Haas quando trabalhava como médico em Porto Franco, GO

Nasceu em 24 de junho de 1941 em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Destacava-se pelo empenho nos estudos e pelo seu ativismo, foi membro de inúmeros grêmios estudantis. Em 1959, ingressou na Faculdade de Medicina da UFRGS, formando-se em dezembro de 1964.

Presidiu a União Estadual dos Estudantes – RS e o Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFRGS.

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(AND – A Nova Democracia) Figuras da Classe Operária – 1ª parte

Leia a parte 2: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/15/figuras-da-classe-operaria-2/

Pedro Ventura Felipe Pomar

23 de setembro de 1913
Trechos do “depoimento de um amigo”, por Arnaldo Mendez *

10-pedro-pomar.jpg (199×234) Cabe neste relato um esclarecimento: trata-se de depoimento de quem nunca pertenceu aos quadros do Partido, e simplesmente, mesmo em períodos de legalidade e clandestinidade, foi amigo pessoal de Pedro. Hoje, que a tragédia de sua morte se abateu sobre nós, é necessário que se diga quem foi Pedro, mesmo àqueles que não participaram de nada como revolucionários.

É necessário também que se diga que com a chacina de que foi vítima, a ditadura pretendeu atingir o melhor dos revolucionários. Eles sabiam quais os homens que realmente ofereciam perigo às suas injustiças, ao seu regime de terror. Se pensam que a chacina apaga a história de nosso povo, estão enganados. Antes mesmo de ser chacinado, Pedro já estava na História. Agora, estará para sempre em nossa memória.

Conheci Pedro por volta de 1960, quando me foi apresentado por uns amigos que dirigiam o Partido numa região pobre de São Paulo. Pedro chegara com a família para morar numa pequena casa. Para ganhar o sustento traduzia livros. Lembro-me que traduzira De Moncada à ONU, de Fidel Castro, e Ascensão e Queda do III Reich, e iniciara um livro inacabado, O Estado Brasileiro.

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(1) PCB: Dos antecedentes ao III Congresso

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre o PCB, que será publicada no jornal A Nova Democracia (http://www.anovademocracia.com.br). O jornal AND não é órgão de nenhum partido político.

PCB: Dos antecedentes ao III Congresso

Autoria: Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo

A luta por assimilar o marxismo-leninismo e compreensão da realidade brasileira

Nenhum fato teve tanta importância para o destino de nosso país, particularmente para as classes que compõem o povo brasileiro, quanto a fundação do Partido Comunista do Brasil em 25 de março de 1922. A propósito disto, iniciamos, como parte da celebração dos 90 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), que se completará em março de 2012, a publicação de uma série de artigos nos quais buscamos retomar e analisar os fatos e acontecimentos mais importantes de sua história, trazendo à tona um conjunto de questões que julgamos de suma importância para os verdadeiros democratas e revolucionários dos dias de hoje.

Manifestação operária durante a greve de 1917

Manifestação operária durante a greve de 1917, no bairro paulistano do Braz. O protesto foi motivado pelo enterro de um grevista morto pela polícia

Hoje, quando caminhamos para o aniversário de 90 anos da fundação do partido comunista em nosso país, retomar e compreender as vicissitudes que enfrentou o partido, fundado em 1922, é de suma importância para todos aqueles que aspiram uma Nova Democracia e o socialismo em nosso país. Retomar e compreender os fatos e etapas mais importantes da luta de linhas que percorre toda sua história desde sua fundação, para separar marxismo e revisionismo, tirar lições para as tarefas presentes e gerações futuras.

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