Grover Furr — A Versão “Oficial” do Massacre de Katyn Refutada?

Descobertas em Um Local Alemão de Assassinato em Massa na Ucrânia

Por Grover Furr
(Socialism and Democracy, 2013 Vol. 27, No. 2, 96–129, http://dx.doi.org/10.1080/08854300.2013.795268)

Nota do Autor: A versão oficialmente aceita do Massacre de Katyn pode ser lida em sua página do Wikipédia – http://en.wikipedia.org/wiki/Katyn_massacre Esta página é implacavelmente anticomunista e anti-stalinista. Não faz nenhuma tentativa de ser objetiva ou neutra, na medida em que não discute seriamente a controvérsia acadêmica sobre essa questão. É útil apenas como um resumo curto e preciso da versão “oficial”. Gostaria de reconhecer que fui guiado pelas novas fontes por um excelente artigo de Sergei Strygin na página de internet [1] russa “Pravda o Katyni” (A Verdade Sobre Katyn). Recomendo vivamente a todos aqueles que leem russo.

Em 2011 e 2012, uma equipe conjunta polaco-ucraniana arqueológica escavou parcialmente um local de execução em massa na cidade de Volodymyr-Volyns’kiy, na Ucrânia. Cápsulas de bala encontradas no poço de enterro provam que as execuções ocorreram antes de 1941. No poço de enterro foram encontrados os distintivos de dois policiais poloneses que anteriormente se pensava que haviam sido assassinados a centenas de quilômetros de distância pelos soviéticos em abril-maio de 1940. Essas descobertas lançam sérias dúvidas sobre a versão canônica ou “oficial” dos eventos conhecidos pela história como o Massacre de Katyn.

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Resposta à animação “Os Invencíveis”, do Instituto de Memória Nacional da Polônia — Parte 4

O Massacre de Katyn

Contexto

No dia 13 de Abril de 1943, a imprensa nazista anunciou que haviam sido encontradas valas comuns na Floresta de Katyn próximo a Smolensk, contendo os corpos de milhares de oficiais poloneses alegadamente assassinados pelos russos. O plano era minar as relações entre soviéticos e poloneses. Três dias depois, o governo soviético nega as acusações alemãs.

A insistência do líder do governo polonês no exílio, o General Władysław Sikorski, em endossar a propaganda alemã levou ao completo desastre nas relações entre o governo polonês em exílio em Londres e o governo soviético – como Goebbels comentou em seu diário:

“Esta quebra representa uma vitória de 100 por cento para a propaganda alemã e, especialmente, para mim pessoalmente… nós fomos hábeis em converter o incidente de Katyn em uma questão altamente política…”

O objetivo de Sikorski era disputar a fronteira a leste da Linha Curzon.

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