Stalin e a Internacional Comunista

Um ensaio de N. Steinmayr para a Stalin Society.
Setembro de 2000, Londres.

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A Revolução Socialista de Outubro em 1917, o estabelecimento de dois sistemas opostos, socialismo e capitalismo, junto à crescente internacionalização das lutas proletárias, salientou mais uma vez a necessidade de formas eficazes de solidariedade mútua e de coordenação entre as vanguardas revolucionárias que operam em diferentes países. Assim, a criação da Terceira Internacional Comunista, ou Comintern, em Moscou em 1919 – uma nova internacional proletária, livre dos oportunistas, prevalece na Segunda Internacional, uma nova internacional que, segundo Lenin, “começou a implementar A ditadura do proletariado “.1 O reconhecimento da ditadura do proletariado e a luta pela sua segurança representavam, de fato, condições preliminares de adesão.

Foi com a iniciativa de Lenin que a Internacional Comunista inicialmente elaborou sua estratégia e táticas revolucionárias, bem como seus princípios políticos e organizacionais. Logo se espalharam para além da Europa. E, adquirindo importância vital para todos os partidos comunistas, a Terceira Internacional também exerceu considerável influência social e política na arena internacional. Como o socialismo estava sendo consolidado na União Soviética, o Comintern permaneceu em existência até sua dissolução em 1943. Sete congressos foram realizados (o último ocorrendo em 1935). Entre os congressos seu órgão mais alto foi o Comitê Executivo (ECCI), que convocou treze sessões plenárias de 1922 a 1933.

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