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O MARXISMO, A QUESTÃO LGBT E A FALTA DE DIALÉTICA DOS CONSERVADORES DE “ESQUERDA” (NAZBOLS E AFINS)

1. O antagonismo de classe como contradição principal e sua relação com as contradições secundárias

O marxismo caracteriza-se por ser a expressão política e teórica da classe trabalhadora na luta contra a burguesia e pelo socialismo (com base na ciência), mas isso significa que ele se resuma às pautas de classe? Com certeza não, sendo uma sociedade humana algo muito complexo para se limitar a somente uma única contradição – existem, na verdade, várias.

Existe uma contradição principal, com um aspecto central, e várias contradições secundárias conduzidas pela principal (mas não são totalmente determinadas por ela), que numa sociedade capitalista é a contradição de classe. São contradições secundárias aquelas entre o imperialismo e suas colônias, entre camadas da burguesia, entre heterossexuais e outras orientações sexuais, entre homens e mulheres, entre “brancos” e “não-brancos”, e assim por diante.

A pauta de classe é, também, antagônica, porque burgueses e proletários estão necessariamente em posições sociais opostas, com interesses conflitantes, etc. Diferente das contradições não-antagônicas, como essas citadas.

O antagonismo de classe reflete em todos os aspectos da vida social, até mesmo dentro de cada partido comunista, que leva ao surgimento de facções que adotam métodos corretos ou incorretos. Com os movimentos sociais não poderia ser diferente: existem grupos variados, uns que surgem do seio da burguesia e outros do seio do proletariado. Geralmente estes atuam dentro de partidos comunistas, e não se pode acusá-los nesse caso de deixarem a pauta de classe de lado.

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Publicado por em 10/11/2016 em Padrão

 

Sobre a crise política

O momento atual exige uma autocrítica dos apoiadores do “projeto democrático popular” e da conciliação de classes, pois o que se coloca explicitamente diante dos nossos olhos é a prova cabal das falhas desse projeto político reformista.

A maioria dos governistas que até ontem gritavam com alegria “Temer! Temer! Temer!”, estão tentando isentar o partido de qualquer tipo de crítica, o que é extremamente grave de acontecer em um partido – e principalmente em um partido de massas. Existe uma fração conciliadora – encabeçada por Lula e Dilma – que se tornou hegemônica no PT e outras correntes já viram que não existe saída para esse bloco que se formou, que defendeu alianças com Paulo Maluf, Fernando Collor, José Sarney, Marco Feliciano, Jader Barbalho, Kátia Abreu, Edir Macedo, Joaquim Levy, Eduardo Paes, Garotinho, acordos entre Haddad e Alckmin, etc.

Aplaudiram a repressão aos manifestantes da Copa, fecharam os olhos para os presos políticos, estiveram pouquíssimo preocupados com a reforma agrária, com a questão indígena, do aborto. Dilma entregou o Pré-Sal e vetou a auditoria da dívida. Ainda assim, não tiram o termo Dilmãe de seu vocabulário político. Vemos que ainda hoje a centro-esquerda continua tratando manifestações como brincadeira. Além de tentarem aparelhar qualquer uma que tenha sua presença; da última vez que isso virou notícia, foi no 8 de março desse ano, em que até homens agrediram uma feminista que criticou o governo federal no carro de som.

Cito também a falta de uma política fortemente contrária ao imperialismo – um fato bem simbólico foi quando Barack Obama disse que Lula era “o cara”; será que diria o mesmo de Hugo Chávez, Vladimir Putin, Kim Jong-un ou qualquer chefe de Estado que é uma pedra no sapato dos EUA?

Depois do mesmo fazer o tanto de ataques aos trabalhadores, indígenas, LGBT, até às mulheres e negros apesar da nova propaganda de “representatividade” ministerial, querem o apoio da nossa oposição? A esquerda brasileira precisa superar o projeto político que o PT representou aqui, que é o do reformismo e da conciliação com grandes empresas, bancos, latifúndios e com o imperialismo. O que muda hoje é que essa conciliação será maior, mas como ela já aconteceu com enormes concessões, deu no que deu.

De mim, continuarei fazendo o mesmo desde que me entendo como agente político, que é me manter do lado da minha classe, a trabalhadora.

 
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Publicado por em 14/05/2016 em Padrão

 

Ser e Não ser: Eis a Questão Dialética!

 
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Publicado por em 19/05/2015 em Padrão

 

“Não precisamos recorrer à tortura como a CIA faz”: porta-voz da RPDC rebate acusação dos EUA

“Não precisamos recorrer à tortura como a CIA faz”: porta-voz da RPDC rebate acusação dos EUA
 
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Publicado por em 21/12/2014 em Padrão

 

Resposta breve a um trotskista no grupo Josef Stálin

A posição do Comintern sobre a Revolução Chinesa, que corretamente consideraram que era essencialmente anti-feudal. Ou seja, além de ser anti-imperialista, era uma revolução agrária que combatia os atrasos pré-capitalistas, ponto fundamental que Trotsky negava (e tal ideia errônea poderia até mesmo justificar a vitória do Kuomintang, já que em tal situação uma revolução proletária e camponesa não seria, supostamente, necessária). Isso tem origem na subestimação do campesinato, ideia que faz parte também da teria trotskista da Revolução Permanente, que Lenin já criticou duramente (e tal fato é censurado pelos trotskistas). Sabe-se lá de onde tiraram que “Stalin queria que o PCCh se desfizesse e se integrasse ao KMT”; talvez tenha sido de alguma cartilha trotskista obscura… Enfim, o PCCh sempre teve um respeito enorme por Stalin; já fizeram críticas construtivas; conheciam a dialética. Diferente de quem pinta Stalin como um monstro.


 

Lenin em 1915, “Sobre a Palavra de Ordem dos Estados Unidos da Europa”:

“A desigualdade do desenvolvimento económico e político é uma lei absoluta do capitalismo. Daí decorre que é possível a vitória do socialismo primeiramente em poucos países ou mesmo num só país capitalista tomado por separado. O proletariado vitorioso deste país, depois de expropriar os capitalistas e de organizar a produção socialista no seu país, erguer-se-ia contra o resto do mundo, capitalista, atraindo para o seu lado as classes oprimidas dos outros países, levantando neles a insurreição contra os capitalistas, empregando, em caso de necessidade, mesmo a força das armas contra as classes exploradoras e os seus Estados. A forma política da sociedade em que o proletariado é vitorioso, derrubando a burguesia, será a república democrática, que centraliza cada vez mais as forças do proletariado dessa nação ou dessas nações na luta contra os Estados que ainda não passaram ao socialismo. É impossível a liquidação das classes sem a ditadura da classe oprimida, o proletariado. É impossível a livre unificação das nações no socialismo sem uma luta mais ou menos longa e tenaz das repúblicas socialistas contra os Estados atrasados”.


 

Lenin em 1916, “Programa Militar da Revolução Proletária”:

“O desenvolvimento do capitalismo ocorre de maneira extremamente desigual nos vários países. Não pode ser diferente sob o sistema de produção de mercadorias. Disto segue-se inevitavelmente que o socialismo não pode alcançar a vitória simultaneamente em todos os países. Alcançará vitória primeiro em um ou alguns países, enquanto outros permanecerão burgueses ou pré-burgueses por algum tempo”.


 

Lenin em 1921, no III Congresso do Comintern, 5 de julho, “Relatório sobre as táticas do PCR”:

“Quando começamos a revolução, pensamos: ou a revolução internacional vem para nossa assistência, e nesse caso nossa vitória seria totalmente assegurada, ou deveríamos fazer nosso trabalho revolucionário modesto com a convicção de que mesmo em caso de derrota teríamos servido a causa da revolução e que nossa experiência seria benéfica a outras revoluções. Na realidade, entretanto, os eventos não ocorreram em linha reta como esperamos. Nos outros países maiores, mais desenvolvidos a revolução não veio até hoje”.


 

Caso digam que isso é contrário ao que defendia Stalin, mostro algo do mesmo que provavelmente desconhecem, e que deixa claro o que é realmente o “socialismo em um só país” de Lenin e Stalin, quando este afirmou:

“A revolução vitoriosa num país tem por tarefa desenvolver e sustentar a revolução nos outros países”.

 
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Publicado por em 17/08/2014 em Padrão

 

O caminho do socialismo soviético à restauração capitalista

Depois da queda dos sistema político-econômicos de vários países socialistas, tornou-se comum ouvir na grande mídia que isso significou “o fim do socialismo”, “o fim da história”, “a vitória final do capitalismo”, “a prova de que o socialismo não funciona”. Qual é o problema dessa visão? É o que este texto tenta responder.

Fala-se muito do “colapso do socialismo na União Soviética”, porém o termo “colapso” é um erro, por dar a ideia de que as razões são internas. Se alguém for assassinado, não se fala em um “colapso”. A culpa de uma contra-revolução não se encontra no exercício do poder das vítimas desta, mas o fato dessas vítimas terem perdido o poder.

A conquista do poder pelo proletariado e a eliminação de velhas instituições burguesas não levam por si próprias à instauração de novas relações de produção, nem estas novas relações surgem imediatamente, nem são ordenamentos legislativos instaurados mediante decisão estatal. Recai sobre o poder proletário a responsabilidade de criar instituições sociais adequadas às forças produtivas e de desenvolver tais forças, tecnicamente e politicamente (neste aspecto, dar a elas um viés coletivista e democrático, bem diferente do que se encontra em qualquer empresa capitalista, por exemplo).

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Publicado por em 09/01/2014 em Padrão

 

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A revolução proletária em um ou alguns países

Do excelente livro Sobre Os Fundamentos do Leninismo, de Joseph Stalin:

Se é justa a tese de que a vitória definitiva do socialismo, no primeiro país a se libertar, é impossível sem os esforços comuns dos proletários de vários países, não é menos verdadeiro que a revolução mundial se desenvolverá tanto mais rápida e profundamente quanto mais eficaz for a ajuda do primeiro país socialista às massas operárias e trabalhadoras de todos os outros países. Em que deve consistir essa ajuda? Em primeiro lugar, no fato de que o país vitorioso realize “o máximo realizável num só país para desenvolver, apoiar, e despertar a revolução em todos os países”. (Vide Lenin, Obras Escolhidas vol. XXIII, pág. 385).

Em segundo lugar, no fato de que “o proletariado vitorioso” de um país, “depois de expropriar os capitalistas e de organizar no seu país a produção socialista”, se subleve “contra o resto do mundo capitalista, atraindo para o seu lado as classes oprimidas dos outros países, estimulando-as à insurreição contra os capitalistas, intervindo, caso necessário, até mesmo com a força das armas contra as classes exploradoras e os seus Estados” (Vide Lenin, Obras Escolhidas vol. XVIII, págs. 232-233).

 
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Publicado por em 03/08/2013 em Padrão

 

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