Revolutionary Communist Party — Sobre o papel da agitação e da propaganda

Os comunistas frequentemente falam sobre a importância crucial da agitação revolucionária e propaganda. E com razão. Juntos, agitação e propaganda, são uma arma poderosa e indispensável no arsenal revolucionário do Partido. De que outra forma, de não com uma agitação vívida e convincente, bem como propaganda, o ódio que é provocado pela vida cotidiana sob o capitalismo pode ser mais despertado e agudizado contra a burguesia? De que outra forma, por meio da agitação e da propaganda, a palavra, as faíscas e as lições das lutas travadas agora uma, agora outra, seção das massas serão espalhadas por todo o país? De que outra forma, a luta de classes pode ser travada na arena crucial da opinião pública contra a classe dominante – cujas ideias também são as ideias dominantes na sociedade e que gastam milhões e milhões de dólares anualmente para produzir um dilúvio de sua própria agitação e propaganda espalhando confusão, derrotismo e reação?

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Zhou Enlai — Como Ser Um Bom Líder

I. A definição de líder

Qualquer quadro pode em algum momento assumir o trabalho de liderança e, muito provavelmente, ele já está fazendo esse trabalho. Portanto, o trabalho de liderança diz respeito a quadros líderes em todos os níveis, seja o inferior, médio ou superior.

Entre os membros da equipe em Hongyan e Zengjiayan, há apenas uma diferença no tipo de trabalho que cada um faz, mas nenhuma distinção é desenhada entre os líderes e liderados, ainda menos entre quadros e não-quadros. Embora alguns camaradas que trabalham em Hongyan e Zengjiayan e no escritório da New China Daily não estão diretamente assumindo as responsabilidades de liderança, eles são de fato líderes.

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Josef Stalin — Discurso no VIII Congresso do Komsomol (Liga Comunista Leninista da Juventude de Toda a União)

16 de Maio de 1928

Camaradas, é uma coisa bem vinda nos congressos falar de conquistas. Sem dúvida que nós temos conquistas. Essas conquistas são, é claro, consideráveis, e não há razão para escondê-las. Mas, camaradas, tem-se tornado uma prática entre nós ultimamente de falar tanto de conquistas, e algumas vezes tão afetadamente, que se perde a vontade de falar delas novamente. Permitam-me, assim sendo, sair da prática geral e dizer algumas palavras não sobre nossas conquistas, mas sobre nossas fraquezas e nossas tarefas relacionadas a elas.

Estou me referindo, camaradas, às tarefas envolvidas por questões de nosso trabalho interno de construção.

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Falácias liberais de Internet

Com certeza os piores conceitos sendo propagados ultimamente são os dos liberais fanáticos, que geralmente atuam apenas na Internet, porque na vida real sobrevivem apenas com a própria força de trabalho (ou seja, são proletários).
Sugestões e complementações nos comentários são bem-vindas.
 
1) “Capitalismo é setor privado e socialismo é setor estatal”.
 
O capital surge por um processo de transformação de dinheiro independente de ser numa empresa privada ou numa empresa estatal. Esse processo já foi estudado a fundo por Marx e qualquer liberal honesto compreende e concorda com ele (a diferença é que o liberal justifica o roubo dos frutos do trabalho da classe trabalhadora).
 
2) “Imposto é coisa de socialista”.

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Stalinismo e anti-stalinismo? — Parte 1

Artigo no Die Rote Fahne, jornal do Partido Comunista Alemão (DKP)

No começo de um artigo que faz uma avaliação política de Stalin, primeiro deve-se concordar com os termos usados. Se notamos que há um “marxismo” ou um “leninismo”, é ingênuo assumir que a observação sugere haver um “stalinismo” lógico. Apesar de existirem camaradas que orgulhosamente se consideram stalinistas, é preciso notar que o termo “stalinismo” tem uma origem burguesa e é provido de conteúdo negativo. Atribui-se aos termos “marxismo” e “leninismo” principalmente os benefícios teóricos dos mesmos, enquanto “stalinismo” é descrito como despotismo sanguinário e falsificador dos princípios leninistas. Assim, é necessário afirmar que “stalinismo” é um termo da luta burguesa, que pode encontrar um lugar no vocabulário da esquerda marxista. Ao invés disso, o lógico é falar em anti-stalinismo, como fez Kurt Gossweiler no seminário internacional do partidos comunistas e de trabalhadores em Bruxelas, 1º de Maio de 1994.

Deve ser clarificado agora o conteúdo desse termo burguês e que função ele tem.

O termo Stalinismo leva a revisões parcialmente gerais e revisões parcialmente específicas. No caso geral, é de se notar que qualquer revolução custará a vida de pessoas inocentes, como tem custado já, e que qualquer revolucionário é mostrado pela contrarrevolução como um “assassino”: Müntzer, Cromwell, Robespierre, Lenin, Liebknecht, Luxemburgo e… Stalin.

No caso específico, as condições para a formação e desenvolvimento dos Processos de Moscou, que são exibidos pela burguesia como “Anos de Terror” ou “O Grande Expurgo”. Em um período historicamente curto depois da Grande Revolução Socialista de Outubro, a União Soviética se transformou em uma potência industrial, cultural e militar nas mais difíceis circunstâncias. Para o desenvolvimento do país, foi necessário desenvolver no menor tempo possível o nível educacional do povo e a economia (particularmente a indústria pesada), para então assegurar o crescente padrão de vida do povo soviético e a capacidade defensiva do país contra a agressão imperialista. Stalin chamou atenção para essa questão em um discurso de 4 de fevereiro de 1931 diante de oficiais da economia, como segue: “Estamos ficando para trás dos países avançados por 50 a 100 anos, devemos diminuir essa distância em 10 anos ou seremos esmagados…” (Stalin, Obras Completas, Vol. 13, p.36).

Era evidente ainda naquele tempo que um confronto militar com a superpotência beligerante, o Império Alemão, estava fermentando. Havia também o aparato militar de diversos colaboradores do nazismo. No aparato político, havia grupos anti-partido do lado da esquerda – e desvios de direita. O jovem Estado soviético lutou por sua existência contra a contrarrevolução interna e contra inimigos externos, e teve de aplicar medidas repressivas contra os ataques anti-comunistas da esquerda à direita. Como o aparato do antigo Estado teve de ser destruído, os quadros com as habilidades necessárias para serem empregados em posições gerenciais eram raros. Nessa situação, infiltraram diversos aproveitadores nas rodas da revolução. Mencheviques, socialistas-revolucionários (do Partido Socialista Revolucionário), anarquistas, agentes pagos disfarçados de revolucionários, criminosos e mesmo pessoas como Trotsky, que se manteve antes da revolução em oposição política a Lenin. Isso gerou descontrole, desconfiança e resistência na liderança política. Essa situação também explica a luta pela unidade e pureza do partido e essa ideia não veio de Stalin, mas de Lenin.

De acordo com observadores estrangeiros, os Processos de Moscou foram conduzidos de maneira justa. A opinião da maioria dos diplomatas que atenderam às negociações era de que foi comprovado que os acusados claramente eram conspiradores com o propósito de eliminar o governo e assim a ofensiva da traição se tornou conhecida. Entretanto, também era conhecida a ideia de que os processos foram puramente produções, o que foi considerado como apropriado por alguns observadores com fins propagandísticos. Os Processos de Moscou foram entendidos como uma preparação para a guerra, tendo em vista o incipiente ataque fascista. Os eventos em Moscou devem então ser considerados numa relação causal. Através dessa limpeza, a quinta-coluna foi impedida de atuar na Rússia.

Stalin e a Internacional Comunista

Um ensaio de N. Steinmayr para a Stalin Society.
Setembro de 2000, Londres.

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A Revolução Socialista de Outubro em 1917, o estabelecimento de dois sistemas opostos, socialismo e capitalismo, junto à crescente internacionalização das lutas proletárias, salientou mais uma vez a necessidade de formas eficazes de solidariedade mútua e de coordenação entre as vanguardas revolucionárias que operam em diferentes países. Assim, a criação da Terceira Internacional Comunista, ou Comintern, em Moscou em 1919 – uma nova internacional proletária, livre dos oportunistas, prevalece na Segunda Internacional, uma nova internacional que, segundo Lenin, “começou a implementar A ditadura do proletariado “.1 O reconhecimento da ditadura do proletariado e a luta pela sua segurança representavam, de fato, condições preliminares de adesão.

Foi com a iniciativa de Lenin que a Internacional Comunista inicialmente elaborou sua estratégia e táticas revolucionárias, bem como seus princípios políticos e organizacionais. Logo se espalharam para além da Europa. E, adquirindo importância vital para todos os partidos comunistas, a Terceira Internacional também exerceu considerável influência social e política na arena internacional. Como o socialismo estava sendo consolidado na União Soviética, o Comintern permaneceu em existência até sua dissolução em 1943. Sete congressos foram realizados (o último ocorrendo em 1935). Entre os congressos seu órgão mais alto foi o Comitê Executivo (ECCI), que convocou treze sessões plenárias de 1922 a 1933.

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