Valores morais

Hoje estava lendo um artigo, no site Na Mira da Verdade, que afirma que o ateu não pode ser bom sem Deus. Isto é, não pode ter valores morais que não partam de Deus. O autor do artigo não se preocupou em investigar se há outros padrões morais além dos que estão na Bíblia ou em algum outro livro religioso. Se tivesse feito isso, com certeza teria encontrado algo chamado secularismo.

Recentemente meu amigo Erick Fishuk, do blog Materialismo – Filosofia, também escreveu sobre valores morais no ateísmo, nestes dois posts:

“1 – Questão de valores”: http://www.materialismo.net/2012/07/erick-fishuk-ser-ateu-e-bom-1-questao_11.html

“2 – Ciência e objetividade”: http://www.materialismo.net/2012/07/erick-fishuk-ser-ateu-e-bom-2-ciencia-e.html

A moral secular são aqueles valores que não nos obrigam ao teísmo para que possamos confiar neles. Um exemplo é “faça o bem sem olhar a quem”; qualquer pessoa pode ter esse valor em seu “código moral”, independente da crença, ou se não tiver crenças.

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Hungria: a tentação da teocracia neoliberal, de Esquerda.net

dossier | 5 Fevereiro, 2012 – 01:12
O poder político húngaro esforça-se por instaurar um regime teocrático – a ordem social deveria ser, aos seus olhos, uma ordem moral judaico-cristã fundamentalista – que mistura nacionalismo, autoritarismo e neoliberalismo. Por Attila Jakab.

A chegada ao poder, em Abril de 2010, do primeiro-ministro Viktor Orbán, profundamente convencido de ser um homem providencial encarregado de uma missão divina, empurra a Hungria para um regime autoritário.

O poder político húngaro esforça-se por instaurar um regime teocrático – a ordem social deveria ser, aos seus olhos, uma ordem moral judaico-cristã fundamentalista – que mistura nacionalismo, autoritarismo e neoliberalismo. As palavras de ordem são a lealdade política incondicional, bem como a obediência e o respeito absoluto pela autoridade. O maniqueísmo do governo – e da direita húngara – baseia-se num dualismo demarcado, opondo de modo acentuado os amigos e os inimigos, bem como o bem e o mal. Este maniqueísmo é fortemente influenciado pelo pensamento do filósofo Carl Schmitt, o ideólogo por excelência do Estado totalitário moderno, para quem a moral não tem nenhuma ligação com a política, nem com o direito.

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