Jason Unruhe — O Livro Negro do Comunismo Desmascarado

Traduzido por Nathan Palmares

Nota do tradutor: No final do artigo, junto com as fontes em que o autor cita todas elas em inglês, deixarei material em português que também ajuda a entender e desmascarar muitas das mentiras, absurdos e bobagens contidas no “Livro Negro do Comunismo”.


 

O Livro Negro do Comunismo Desmascarado

Por Movimento Internacional Maoísta
Primeira edição por Leading Light Communist Organization*
Segunda edição por The Maoist Rebel

O Livro Negro do Comunismo, é uma das distorções mais flagrantes da história. Os números de mortes fraudulentos contidos no livro, são a única fonte do livro mais anti-comunista citado no mundo. O livro esmaga o socialismo e tenta o tornar pior do que o fascismo, sem rodeios, tenta retratar o fascismo como uma coisa boa.

O livro é tão tendencioso e absolutamente sem sentido que em 2001 o Movimento Internacional Maoísta informou a Harvard University Press de seus erros inegáveis. Como resultado o Movimento Internacional Maoista conseguiu com que Mark Kramer admitisse que o livro continha erros matemáticos propositais.

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Kurt Gossweiler — A superação do anti-stalinismo

A superação do anti-stalinismo

Uma importante condição para a reconstrução do movimento comunista enquanto movimento marxista-leninista unido

Kurt Gossweiler
1994

Para os marxistas não é de forma nenhuma surpresa que o fim da União Soviética e dos estados europeus socialistas tenha trazido consigo o regresso da guerra à Europa e o início de uma ofensiva geral do capital contra a classe trabalhadora e todo o povo trabalhador. Esta brutal ofensiva do capital só pode ser rechaçada com uma defesa conjunta, unitária, de todos os atingidos. Só por isto é urgentemente necessária a reconstrução de um movimento comunista unido, já para não falar da tarefa de acabar com o domínio do imperialismo. Infelizmente, porém, o movimento comunista ainda está muito longe de ser um movimento unido.

A mim, pelo menos, parece-me que o principal obstáculo à reconstrução da unidade dos comunistas reside menos nas diferenças de opinião sobre as tarefas do presente, do que nas opiniões contraditórias sobre a avaliação do caráter e da política dos países socialistas, em especial da União Soviética, no passado.

Alguns estão convictos de que a URSS e os outros países socialistas da Europa (excluindo a Albânia) não eram países socialistas desde o XX Congresso, mas sim países capitalistas de Estado e consideram como revisionistas todos os que não concordam com este ponto de vista, com os quais não pode haver nada em comum. Outros – como lhes tem sido contado desde o XX Congresso e desde Gorbachev com crescente intensidade – veem em Stalin o destruidor do socialismo, por isso declaram que com os “stalinistas” não pode haver nada em comum. Nesta posição encontra-se a maior parte das organizações que se formaram a partir das ruínas resultantes da decadência dos partidos comunistas e, com efeito, não só aqueles que se assumem abertamente como partidos sociais-democratas, mas também a maioria dos que se consideram partidos comunistas, incluindo o PDS que manobra entre estes dois.

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Hungria, 1956: Revolução ou contrarrevolução? – Parte 2

Leia a primeira parte: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/03/hungria-1956-1/

Trechos relevantes de: A URSS e a contra-revolução de veludo – partes II, III e IV, por Ludo Martens (R.I.P.), em agosto de 1989

Hungria: a emergência de uma camada muito rica…

Na Hungria, velhos quadros comunistas, reagrupados na Sociedade Ferenc Munnich e no Centro da Plataforma Marxista, denunciam a “restauração burguesa” no seu país. Os princípios do marxismo-leninismo foram liquidados a tal ponto que o novo número um, Rezso Nyers, já não acha necessário manter as aparências: perfila-se abertamente como um aliado do imperialismo americano, como um representante dos novos capitalistas húngaros e como um correligionário da social-democracia ocidental. Vejamos os fatos:

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Hungria, 1956: Revolução ou contrarrevolução? – Parte 1

Leia a parte 2: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/19/hungria-1956-2/

É importante notar a natureza do levante húngaro de 1956, que não foi uma revolta “contra a burocracia stalinista encabeçada pelo povo trabalhador” como repete incansávelmente a propaganda anticomunista.

Assim como Khruschev e outros revisionistas russos diziam que queriam resgatar Lenin, ao abandonarem o legado revolucionário de Stalin, os húngaros revoltosos diziam que estavam defendendo o socialismo, ao dizer não para a União Soviética. Porém não foi a oposição ao socialismo — ou a qualquer outro modelo político-econômico — que ocasionou o levante húngaro contra a União Soviética. A causa foi mais uma explosão de um sentimento nacionalista, não por acaso, que a vontade por “mudanças político-econômicas” e por um “novo socialismo” (que de socialismo tinha pouco). Os dirigentes do Partido Comunista desse país (e também da Alemanha oriental e Romênia) foram parcialmente responsáveis, mas também deve ser deixado claro que eles já “não se importavam mais”, burocratizaram-se pelo conformismo: havia incapacidade de manter um grande e verdadeiro contato com as massas e construir um socialismo revolucionário como o soviético, o chinês e o norte-coreano; isso serviu de pretexto para a execução dos planos muito bem arquitetados por uma minoria oportunista. O porquê dessas afirmações você descobrirá no decorrer da leitura.

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Mais uma mentira de Yoani Sánchez

Por “M.H. Lagarde”

Depois de aparecer disfarçada, com peruca, roupas, sapatos e bolsa, de turista alemão, em um debate sobre internet, em Havana, agora a blogueira mercenária, depois de ter sido brevemente detida, tem posado de ex-sequestrada e em muletas.

Que essa blogueira persista nesse tipo de disparate, não é nada de novo.

Ela toda é uma mentira do início ao fim. Na verdade, a sua reputação de renome internacional é apenas uma farsa organizada por aqueles que estão empenhados em atacar a revolução cubana e nunca se cansam de inventar e reciclar novos “personagens” para esta finalidade.

Não é de estranhar, então, que vários meios de imprensa tenham se prestado, sem vacilar, como cenário de sua última atuação. Após sua detenção breve, a mercenária disse que ela tinha sido “espancada” por seus “sequestradores”, mas até agora, ela que sempre está bem equipada e sempre pronta para filmar e gravar tudo, não foi capaz de apresentar uma imagem da surra que recebera, mesmo que tenha passado todo o fim de semana “com o rosto e sobrancelha inchados”, conforme declarou.

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