Do “eurocomunismo” ao oportunismo dos nossos dias — Forxa! Colectivo Marxista-Leninista

Fonte em galego: Forxa! Colectivo Marxista-Leninista
Fonte em espanhol: Exemplar nº 2 da Revista Comunista Internacional

Traduzido do espanhol ao galego por FORXA!
Traduzido do galego ao português por Rodrigo, o administrador do blog Iglu Subversivo.
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Togliatti em selo soviético de 1964 – era do restauracionismo do capitalismo na URSS

A título de introdução.

A reorganização teórica e ideológica do movimento comunista internacional, sobre uma base marxista-leninista sólida, exige continuar aprofundando no estudo da construção do socialismo durante o século XX e analisar cientificamente as causas do triunfo da contra-revolução capitalista na URSS e no resto dos países socialistas europeus.

A restauração capitalista teve causas internas e externas. No entanto, quando se trata de abordar estas últimas, as análises tendem a se concentrar no estudo das diversas linhas de ataque ao socialismo postas em prática pelas potências imperialistas no campo político, militar, econômico, ideológico e psicológico.

Os fatores externos foram determinantes e confirmaram que o confronto entre o campo imperialista e o campo socialista era a expressão genuína da luta de classes em escala internacional [1]. No entanto, deve-se aprofundar no estudo de tendências como a eurocomunista que contribuíram para debilitar o poder socialista, atuando no seio do movimento operário e do movimento comunista internacional, e interagiram muitas vezes com as políticas oportunistas de partidos comunistas e operários que se encontravam no poder.

Os centros ideológicos do imperialismo prestaram assistência e divulgaram amplamente as posições eurocomunistas, contra as linhas que denominavam respectivamente “ortodoxa” ou “pró-soviética”. O eurocomunismo, representado principalmente pelos partidos da Itália, França e Espanha, deve o seu nome às agências de imprensa capitalistas que, com tal denominação, faziam referência às organizações que partilham a defesa de uma série de pontos de vista:

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O projeto “popular” do PT

Texto de um dos amigos do blog Grande Dazibao

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FHC, Renato Mosca, Dilma, Lula, Sarney e Collor

Os ideólogos da camarilha oportunista-reformista hoje no poder (PT-PCdoB-PDT-PPS…) fazem uso de argumentos retirados da ciência do Marxismo-Leninismo para justificar sua política pró-imperialista. Afirmam que o PT está implementando no Brasil um projeto democrático-popular de governo, com a única diferença de que não teríamos precisado passar por uma revolução para isso. Afirmam que o PT está realizando o que a esquerda revolucionária tentou implementar ,país em outros tempos , apenas que por meio da democracia. Criticam a atual esquerda revolucionária , afirmando que ingenuamente defendem que o socialismo seja implantado o quanto antes no país, quando é necessário alargar as conquistas democráticas. Estaria então toda a esquerda revolucionária defendendo uma estratégia sem sentido de revolução , quando a democracia está sendo guiada por pessoas “progressistas”. Eis, em resumo, os argumentos apresentados pelas marionetes do governo petista.

A questão é: existe mesmo um governo democrático-popular em nosso país?

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Natureza humana

Tradução de um artigo que li no International Socialist Review. Ele se inicia com um post que apareceu dia 31 de julho de 2007 no blog Darwinian Conservatism, por Larry Arnhart. Depois, há a resposta de Phil Gasper. Seguem os textos.

“Humanos instintivamente buscam o poder”, por Larry Arnhart

A edição de julho / agosto da International Socialist Review tem um artigo escrito por Phil Gasper criticando meu argumento de conservadorismo darwiniano.

Gasper insiste que Karl Marx e Friedrich Engels aceitaram a ciência de Darwin, o que mostra que a ideologia da esquerda socialista é compatível com o darwinismo. Mas Gasper não diz a seus leitores que Marx e Engels criaram uma dicotomia entre a natureza animal e a cultura humana, de modo que eles poderiam dizer que a ciência darwiniana explica o mundo natural dos animais e do corpo humano, mas não o mundo exclusivamente humano da história cultural . Embora outros animais tenham alguma capacidade para o trabalho, Marx afirmou que somente os seres humanos tem a capacidade para o trabalho intencional sobre o mundo para estar de acordo com algum plano na imaginação. Ao mudar o mundo natural para satisfazer suas necessidades, o homem também “muda sua própria natureza.” Isso permite a Marx proteger sua visão utópica de perfectibilidade socialista de ser subvertida pelo naturalismo darwiniano. Essa mesma tendência socialista de olhar o ser humano como capaz de uma liberdade utópica transcendente da natureza se manifesta na atração de Gasper à visão de Stephen Jay Gould da liberdade transcendental humana.

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Hugo R. C. Souza – Empreendedorismo é lema das classes dominantes

Ideologia dominante e alienação do proletariado.

O patronato no Brasil comemora a ascensão de um novo ítem na pauta de exportações do País: O empreendedorismo. Não, não é nenhum bem de consumo, não se trata tampouco de bem de capital. Matéria prima? Talvez, mas não exatamente aquilo que conhecemos como commodities, que são mercadorias como frutas, grãos e minérios, cuja produção e venda aos países ricos é uma tarefa que cabe a nações como o Brasil na divisão internacional do trabalho. O novo vilão descoberto pelos capitalistas de segundo escalão que operam no Brasil é a campanha, ora em pleno vigor, para convencer os trabalhadores de que “o espírito empresarial” é o valor supremo a ser cultivado no mundo atual.

Pois agora uma dúzia de mercadores reunidos na Confederação das Associações Comerciais do Brasil (ACCB) descobriu um grande negócio em levar cursos e material didático de elogio ao capitalismo a países como Moçambique, Chile, Colômbia e México. Não por acaso os alvos são países da América Latina e da África, continentes onde o descontentamento das classes populares com as promessas do livre mercado e da democracia burguesa preocupa o poder econômico internacional e as elites locais. A necessidade faz o sapo pular. Acossados pela indignação das massas com os modelos e políticas de miséria, a demanda passou a ser, além de bananas e laranjas, também de “know-how” em matéria de empulhação.

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