A revolução proletária em um ou alguns países

Do excelente livro Sobre Os Fundamentos do Leninismo, de Joseph Stalin:

Se é justa a tese de que a vitória definitiva do socialismo, no primeiro país a se libertar, é impossível sem os esforços comuns dos proletários de vários países, não é menos verdadeiro que a revolução mundial se desenvolverá tanto mais rápida e profundamente quanto mais eficaz for a ajuda do primeiro país socialista às massas operárias e trabalhadoras de todos os outros países. Em que deve consistir essa ajuda? Em primeiro lugar, no fato de que o país vitorioso realize “o máximo realizável num só país para desenvolver, apoiar, e despertar a revolução em todos os países”. (Vide Lenin, Obras Escolhidas vol. XXIII, pág. 385).

Em segundo lugar, no fato de que “o proletariado vitorioso” de um país, “depois de expropriar os capitalistas e de organizar no seu país a produção socialista”, se subleve “contra o resto do mundo capitalista, atraindo para o seu lado as classes oprimidas dos outros países, estimulando-as à insurreição contra os capitalistas, intervindo, caso necessário, até mesmo com a força das armas contra as classes exploradoras e os seus Estados” (Vide Lenin, Obras Escolhidas vol. XVIII, págs. 232-233).

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(Trotskismo: Contrarrevolução Disfarçada) A Revolução Chinesa

Moissaye J. Olgin


A Revolução Chinesa

A Revolução Chinesa é, ao lado da Revolução Russa, a maior conquista das massas trabalhadoras do mundo. Pela primeira vez na história, o imperialismo mundial foi abalado em uma de suas fortalezas em um país atrasado, que foi brutalmente roubado pelo capital britânico, francês, japonês e americano. A Revolução Chinesa é excelente prova da correção do marxismo-leninismo, que vê duas forças fundamentais da revolução mundial: o movimento proletário nos países capitalistas e do movimento de libertação nacional, nas colônias, e que insiste que essas duas forças principais se unam em uma frente comum contra o inimigo comum, o imperialismo.

As teses sobre o problema colonial e nacional apresentadas por Lenin para o Segundo Congresso da Internacional Comunista (1920) dizem:

“O capitalismo europeu extrai seu poder, principalmente, não de os países industrializados europeus, mas a partir de seus domínios coloniais. Para a sua existência, o controle sobre vastos mercados e um amplo campo de exploração são necessários. . . .

“Os superlucros recebidos das colônias são a principal fonte dos meios do capitalismo moderno. A classe trabalhadora européia conseguirá derrubar o sistema capitalista só quando essa fonte secar.

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Um fantasma ronda o mundo…

A seguir, uma pequena atualização do Manifesto do Partido Comunista feita por mim:

Um fantasma ronda o mundo – o fantasma do Marxismo-leninismo. Todos os grupos políticos unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: os conservadores e liberais, radicais anarquistas, trotskystas e espontaneístas, fascistas e nazistas. Que partido de oposição não foi acusado de “stalinista” por seus adversários no poder? Que partido de oposição, por sua vez, não lançou a seus adversários de direita ou de esquerda a alcunha infamante de “stalinista”?

Duas conclusões decorrem desses fatos:

1ª) O Marxismo-leninismo já é reconhecido como força por todas as potências do mundo.

2ª) É tempo de os comunistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de ver, seus fins e suas tendências, opondo um manifesto do próprio partido à lenda do espectro do Marxismo-leninismo.