Há 116 anos Mao Tsé-tung vive!

Por “Koba”

Mao's birthday

Apesar das proibições imposta pelo governo capitalista da China, milhões de trabalhadores saíram as ruas neste ultimo sábado dia 26 de Dezembro de 2009, para comemorar o 116º aniversário do nascimento do Presidente Mao Tsé-tung.

Uma grande parada militar e civil marcou a abertura das celebrações.O evento, que durou 3 horas, contou com mais de 200 mil soldados e civis marchando em formações, numa demonstração do poderio militar e disciplina popular chinesa.O desfile, que ocorreu na Praça da Paz Celestial, começou às 10 horas da manhã no horário local e foi até o meio-dia.

As colossais comemorações feitas pelo atual Estado fascista chinês para comemorar os 60 anos da fundação da República Popular da China pretendiam esconder que a maior população do globo vive, desde o golpe contrarrevolucionário de Deng Xiaoping em 1976, sob o mais cruel regime de exploração, integrado à economia capitalista e responsável em grande medida pela sobrevida do capitalismo em crise mundial.

O proletariado revolucionário da China forneceu enormes contribuições à Primeira Onda Revolucionária Proletária no mundo (1848-1976), tendo o pensamento do Presidente Mao como guia  desde a fundação do Partido Comunista da China, em 1921; da criação do Exército Vermelho; do Levante da Colheita de Outono, em 1927; da libertação da China à fundação da República Popular.

 

SERÁ O MAOÍSMO  O MARXISMO-LENINISMO DA ATUALIDADE?

De fato, o Presidente Mao estabeleceu a estratégia do cerco da cidade pelo campo; fundou e dirigiu a República Popular e o estilo de Nova Democracia.

Ultrapassando o período enfocado pela ópera, a história da revolução proletária mundial, no curso das lutas na China não só elevou a questão das rebeliões armadas ao nível da teoria militar do proletariado como impulsionou, desde as bases de apoio, uma nova economia, uma nova política e nova cultura.À frente do Grande Salto Adiante esteve o Presidente Mao; guia da luta contra o revisionismo moderno e contra toda sorte de doutrinas de restauração capitalista; chefe e mando da Grande Revolução Cultural Proletária; estabeleceu a contradição como a lei fundamental da dialética; desenvolveu a tese do capitalismo burocrático – o capitalismo que se desenvolve nas nações oprimidas pelo imperialismo com seus diversos graus de feudalidade.

O Presidente Mao Tsétung aprofundou a teoria marxista-leninista do Estado (desde os três instrumentos: o Partido, o Exército e a Frente Única), como a da luta de classes sob o socialismo. No plano da Revolução Mundial, ainda que sob os mais cruéis refluxos, ele esclareceu a questão dos três mundos que se delineiam e da vitória inexorável dos povos sob a hegemonia do proletariado

Seus aportes jamais foram um conjunto de fraseologias  deliberadas e artificialmente arquitetadas para atender ao poder de uma elite, ou de um só homem e a servir a uns tantos seguidores que surgem e se vão com o passar dos tempos.Ao contrário, o Grande Timoneiro tomou a prática social de milhões e milhões de revolucionários proletários de todo o mundo (das revoluções antecedentes e a parte que lhe coube dirigir) como critério da verdade na busca e na construção de uma nova sociedade livre da exploração das massas e da existência de classes.

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2 comentários sobre “Há 116 anos Mao Tsé-tung vive!

  1. O legado de Mao, juntamente com Stalin, é o que a burguesia e os revisionistas mais se apavoram. O desespero, as mentiras e a mudez são o que mais enfrentam a memória do “timoneiro”. Desespero pelo “tom” dos ataques, mentiras pelas invencionices mais estapafúrdias e mudez pela ausência, ou quase desaparecimento, de seus feitos.
    Mao retoma a dialética ao caminho descoberto por Marx e Lênin em contrapartida a tentativa de reduzi-lo há um “hegelianismo” invertido.
    Lênin no “início de carreira” no livro “Quem são os amigos do povo…” mostra que a dialética marxista não tem nada de uma tríade hegeliana (tese-antítese-síntese) e mais tarde em seus estudos sobre filosofia (Cadernos filosóficos) traz a famosa frase: “a dicotomia de um todo único e as partes contraditória são a essência da dialética”.
    Esse estudo serviu para que em 37 e 38 Mao e Stalin escrevessem sobre a dialética em seus “Sobre a Contradição” e “Materialismo Dialético e Materialismo Histórico”, respectivamente. Ambos retiram a tríade hegeliana de seus textos. Ambos avançam e, sem dúvida, a nosso ver, Mao avança mais. Compreende que contradições coexistem em uma unidade sob o domínio de uma principal, da existência de contradições antagônicas e não antagônicas e de aspectos principais e secundários no interior das próprias contradições.
    Isso foi a luz para entender e avançar no processo de transição ao socialismo. De entender que uma revolução é feita em aliança de classes, que a luta de classes (contradições) dentro da transição se dá de forma antagônica (setores da burguesia destronados) e não antagônicas (entre as classes dominadas). Que existe um tratamento diferente para esses dois tipos. A ditadura para os inimigos e uma “nova democracia” para as massas, que devem avançar pelo seu aprendizado na luta, por convencimento e nunca por coerção.
    O seu brilhante texto “Sobre as justas contradições no meio do povo” sintetiza muito bem esse pensamento.
    A sua profunda compreensão da dialética marxista nos ensina em vários outros textos (“Sobre a prática”, “Atenção a condições de vida das massas…”, “Contra o culto ao livro”, “De onde provêm as idéias corretas”, etc) a como se “unir as massas” (Lênin), de como aprender com as massas, como respeitá-la, ouvi-la, confiando e se apoiando nessas massas.
    De todas as contribuições de Mao, dentre outras, queremos lembrar essas que achamos essenciais para prendermos a ser comunistas.
    Um forte abraço.

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