A revolução maoísta no Tibete – Introdução

Por Mike Ely

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Em 17 de outubro de 2007, George W. Bush condecora o 14º e atual Dalai Lama, Tenzin Gyatso, com a mais alta premiação do Congresso dos EUA, a Medalha de Ouro do Congresso.

Tibete é o lugar onde o “conhecimento comum” se confronta fortemente com a realidade.

A sociedade pré-revolucionária tibetana é descontroladamente romantizada, de modo que muitas pessoas têm muito pouco senso sobre a brutalidade e horrível atraso imposto por uma teocracia de monges. Com base nesse mito, a chegada das forças revolucionárias pode ser retratada como uma invasão estrangeira. E, graças à propaganda dos monges exilados, as décadas seguintes de socialismo são retratadas como um genocídio.

Os fatos são muito diferentes, como você verá nas páginas seguintes.

Este livro passou por uma série de impressões em vários países, uma vez que foi originalmente publicado como uma série de 1998 no jornal Revolutionary Worker. Desde então, novos estudos e reflexões iluminam esses eventos históricos. No entanto, acredito que a análise e as descrições aqui ainda se mantêm bem.

Comentários e críticas são bem-vindos.

1: Quando os Dalai Lamas Governavam: Inferno na Terra

Discute como a velha sociedade tibetana era um lugar extremamente opressivo: a grande maioria das pessoas eram escravizadas, brutalizadas e exploradas por uma minúscula classe dominante de aristocratas e dos altos lamas (sacerdotes budistas).

2: Assalto ao Céu e 3: Guardas Vermelhos e As Comunas Populares

Como os maoístas organizaram a classe oprimida do Tibete para se libertarem – aproveitando a terra dos antigos exploradores, abolindo os privilégios feudais seculares, desafiando o estrangulamento da superstição e desenvolvendo novas formas coletivas de propriedade e poder.

4: A Opressão Retorna — Depois do Golpe na China

Em 1976, um golpe anti-maoísta no Partido Comunista trouxe mudanças profundas para a China e para o Tibete. Esta restauração do capitalismo inverteu as políticas de Mao em todas as áreas: como resultado, ricos e pobres voltaram a surgir no campo do Tibete, as políticas “chauvinistas Han” ameaçam a cultura e os direitos dos povos minoritários como os tibetanos e o poder militar do Estado é dirigido contra as próprias pessoas.

5: Vida sob o Dalai Lama no Exílio

Sobre a natureza de classe das forças do Dalai Lama no exílio – descrevendo como a classe dominante tibetana exilada ajudou a criar um exército contra, apoiado pela CIA, e como eles organizaram uma sociedade de classes opressiva nos campos de exilados tibetanos.

6: Os sonhos terrestres do Dalai Lama

Uma análise inicial da política atual da natureza de classe do Dalai Lama – suas propostas de autonomia dentro de uma China capitalista e por que elas não têm nada a ver com a libertação do povo tibetano.

 

Publicado em dezembro de 2007


 

O blog Iglu Subversivo irá aos poucos traduzir esse livro e postar todos os capítulos anteriormente citados, conforme a disponibilidade de tempo, editando os títulos de cada capítulo aqui citado que serão linkados aos novos posts.

Acompanhem!

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