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Hungria, 1956: Revolução ou contrarrevolução? – Parte 2

19 ago

Leia a primeira parte: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/03/hungria-1956-1/

Trechos relevantes de: A URSS e a contra-revolução de veludo – partes II, III e IV, por Ludo Martens (R.I.P.), em agosto de 1989

Hungria: a emergência de uma camada muito rica…

Na Hungria, velhos quadros comunistas, reagrupados na Sociedade Ferenc Munnich e no Centro da Plataforma Marxista, denunciam a “restauração burguesa” no seu país. Os princípios do marxismo-leninismo foram liquidados a tal ponto que o novo número um, Rezso Nyers, já não acha necessário manter as aparências: perfila-se abertamente como um aliado do imperialismo americano, como um representante dos novos capitalistas húngaros e como um correligionário da social-democracia ocidental. Vejamos os fatos:

A cimeira dos sete maiores países industrializados, em Paris, decidiu fornecer aos países do Leste “segundo as necessidades e de modo coordenado, uma ajuda econômica destinada a transformar e a abrir a sua economia de modo durável”. (1) Traduzindo: em troca de algumas migalhas, os sete impõem medidas econômicas que permitem o desenvolvimento do capitalismo privado, um pouco como o fazem com um qualquer país do terceiro mundo. Nyers, o novo presidente do Partido Socialista Operário Húngaro, congratula-se com os resultados da cimeira: “Regozijamo-nos com o fato de os outros seis dirigentes do grupo dos sete tenham seguido a proposta do senhor Bush. O interesse primordial da Hungria, é que os ocidentais que o desejem, a ajudem a evitar a crise financeira”. (2) Que o senhor Nyers vá perguntar aos trabalhadores brasileiros, mexicanos, argentinos, zairenses e filipinos como os imperialistas “ajudam” estes países a “evitar a crise financeira”. Quando lhe perguntam se não se trata de uma ingerência, Nyers responde: “Não, absolutamente. A democratização política e a instauração de uma economia de mercado relevam do nosso interesse nacional. Aprovei totalmente o senhor Bush quando ele sublinhou que os Estados Unidos se interessam pelos direitos humanos, mas são neutros no que diz respeito aos nossos assuntos políticos internos.” (3) É preciso estar possuído por uma paixão doentia pelos Estados Unidos para ousar afirmar, conhecendo as atuações dos americanos contra Cuba e contra a Nicarágua, que a CIA é “neutra” no que respeita aos assuntos internos dos países socialistas. Congratular-se com o interesse dos americanos pelos “direitos humanos” é também cínico: os dirigentes americanos reservam a defesa dos “direitos humanos” apenas aos reacionários aptos a prestarem-lhes serviços.

“Parece-me inevitável”, continua o reformador, o progressista, o adversário do stalinismo, o camarada Nyers, “que, numa primeira fase, as reformas econômicas levem à emergência de uma camada social muito rica. Para os mais desfavorecidos, é a política social que permitirá reduzir as desigualdades. Graças à generalização do crescimento, camadas mais amplas deverão em seguida poder melhorar a sua situação”. (4) Esta concepção não seria repudiada pela senhora Thatcher, se ela devesse ser levada, aquando de um novo desenvolvimento “corajoso” na Hungria, à cabeça do Partido Socialista Operário.

Os sociais-democratas que gerem há oito anos o imperialismo francês constatam a “crise do comunismo totalitário” e afirmam que “a única resposta histórica” não é, a Leste, o regresso ao capitalismo e, a Oeste, a sua acentuação, mas sim o “socialismo democrático”. (5) Ora está agora claro como água que, na boca de Mitterrand, o “socialismo democrático” é o termo literário mais apropriado para descrever o capitalismo monopolista e o imperialismo com as cores da França. “Querem organizar a transição para o capitalismo?”, perguntam a Nyers. “Não, responde o émulo de Mitterrand, o que nós queremos é o socialismo democrático, uma combinação de uma economia de mercado com uma política econômica baseada nos valores socialistas. Temos uma oposição que preconiza uma economia de mercado completamente liberalizada”. (6) À questão seguinte: “Há diferenças entre os programas econômicos dos partidos da oposição (de direita) e o do Partido Socialista Operário”, Nyers responde
estupidamente: “Há diferenças mas não oposição fundamental”. (7) Sabe-se que entre o capitalismo de Mitterrand e de Rocard e o de Giscard e de Chirac há diferenças, mas não oposição fundamental. Mas nenhum demagogo social-democrata francês cometeria a gaffe de o confessar tão abertamente. “As privatizações são necessárias e úteis”, continua Nyers que, decididamente, engoliu todo o programa de Fabius e de Rocard. “O processo de privatização não vai fazer desaparecer o capital público nem o das cooperativas, mas vai completá-lo. Nós queremos fazer participar o capital privado numa economia mista.” (8)

O advento da Primavera de Praga, em 1968, suscitou nos nababos do Ocidente as mesmas reações entusiastas que acompanham hoje as reformas na Hungria e na Polônia. No seu livro A alternativa da Cisão, publicado em 1965, Brzezinski afirma que na Europa de Leste, “o modo de transição mais desejável deveria começar por uma liberalização interna”, “isto diz respeito em primeiro lugar à Checoslováquia”. Em 14 de Junho de 1968, Brzezinski deu uma conferência em Praga… como o fez recentemente em Varsóvia. Ele declarou na época: “Parto da tese de que o leninismo está ultrapassado nas condições da sociedade desenvolvida atual”. Depois exprimiu o seu apoio “à interessante experiência checoslovaca”. (9)

Hoje, que o andamento pró-capitalista na Hungria se tornou evidente, Mandel afirma que os movimentos de revolta na Checoslováquia, são “ajudados pelas mudanças nos países vizinhos, a Hungria, por exemplo”. Para combater o Partido Comunista da Checoslováquia e os fundamentos socialistas da Checoslováquia, os trotskistas retomam o programa social-democrata e pró-imperialista de Dubcek. Apoiam a linha de certos reformadores do partido checoslovaco, que propõe “mais iniciativas para as empresas, a introdução de certos mecanismos de mercado, assim como um espaço mais amplo deixado à iniciativa privada. Enfim, uma verdadeira perestroika à moda checa. Tão indispensável como na URSS, se o país quer escapar à catástrofe econômica”. Mas, afirma a IV Internacional, esta excelente linha reformadora coloca um problema político insolúvel aos atuais dirigentes stalinistas já que essas reestruturações “se assemelham estranhamente à reestruturação começada na Primavera de Praga sob a batuta do economista Ota Sik…”

Depois, prosseguem os nossos trotskistas, os burocratas checos “têm um pavor medonho do Vento de Leste, da política de glastnost. Compreende-se: a glastnost lembra-lhes a Primavera de Praga, com as suas publicações livres.” (10)

Janeiro de 1990

A fauna multipartidária que invadiu a Hungria

A liberdade política que a direita quer impor na Romênia, a golpes de mentira, de encenações macabras e com profusão de espingardas e de tanques é já uma realidade na Hungria. Impossível fechar os olhos sobre a contra-revolução burguesa que toma conta do país.
Já em Maio de 1989, uma conferência da fração “reformadora” do Partido Comunista Húngaro adotou um manifesto de ruptura com todo o passado socialista. Sob a autoridade de três membros do Bureau Político, Imre Pozsgay, Rezso Nyers e Pal Vastagh, a conferência abjurou o comunismo, essa forma de “despotismo asiático”, para abraçar o socialismo democrático à ocidental. Reabilitou a contra-revolução anti-socialista de 1956 e o seu chefe, Imre Nagy. E, com toda a lógica, tirava da gaveta o programa de 1956: “neutralidade garantida pelas duas superpotências”, “transição planificada para um sistema
multipartidário”, “transformação completa da economia”. (11)

Esta fração tornou-se dominante no Congresso de 7 de Outubro de 1989, que enterra o “Partido Socialista Operário Húngaro, uma formação de tipo bolchevique(!)”, para formar o novo Partido Socialista Húngaro, cujas palavras de ordem são: “Uma democracia parlamentar pluripartidária”, “economia de mercado” e “a liberdade de aquisição de bens”. (12) Imre Pozsgay dará o tom: “O comunismo já não está na ordem do dia. O nosso objetivo é o socialismo democrático. Tenho bons contatos com Bettino Craxi, o número um do partido socialista italiano, com Hans Jochen Vogel, presidente do SPD alemão ocidental. Aprecio a política seguida pelos socialistas franceses”. (13) Em Outubro de 1989, fazendo o balanço de seis meses de trabalho governamental, o primeiro-ministro Miklos Nemeth menciona, entre outras, as mudanças fundamentais introduzidas: instauração de uma “democracia parlamentar”, “início de um programa de liberalização até hoje sem precedentes nos países do Leste europeu” e o “começo de uma vasta reforma da propriedade”. “Graças a tudo isso, a economia húngara aproximou-se das economias de mercado modernas”. Enfim, o antigo partido comunista pronuncia-se sem artifícios por um sistema político e econômico burguês.

Ora, é necessário recordar que a Hungria conta também com um partido social-democrata, fundido em 1948 com o partido comunista, mas que renasce das cinzas em finais de 1988. Como é que estes socialistas podem perfilar-se perante um partido ex-comunista, completamente social-democratizado? Muito simplesmente, falando com mais franqueza do que os partidos sociais-democratas ocidentais têm por hábito fazer! “Os sociais-democratas húngaros”, esclarecem-nos estes senhores, “entendem estabelecer a ponte entre os empresários, quer dizer os burgueses médios, e a classe operária. Não aceitam a contradição trabalho-capital, já que estimam que o rendimento nacional só crescerá na medida em que o seu motor seja a camada de empresários.” (14) Que bem formulado!

Eis-nos informados acerca da “esquerda” húngara. (Louis Van Geyt, presidente de um partido, (15) esse também em vias de extinção, escreverá a Rezso Nyers, presidente do novo Partido Socialista Húngaro: “Os nossos melhores votos de sucesso na empresa de renovação democrática do socialismo na Hungria.” (16) É com esta voz que os mortos devem falar.)

Olhemos agora para o resto da fauna multipartida. Em 18 de Setembro de 1989, os dois partidos mencionados assinaram um acordo com cinco partidos da direita, o Fórum Democrático Húngaro, o Partido dos Pequenos Proprietários, o Partido Popular Húngaro, o Partido Democrata Cristão e a Sociedade Endre Bajcsy-Zsilinsky.

Em conjunto proclamam a intenção de inscrever na nova constituição que a nação húngara “aceita os valores da democracia burguesa e do socialismo democrático”! (17) Três partidos da oposição recusaram assinar este acordo porque continha demasiadas concessões aos comunistas…
O socialismo, sociedade revolucionária em que dominam os interesses dos trabalhadores, não pode defender-se e desenvolver-se senão sob a direção firme de um partido de vanguarda marxista-leninista. O Partido Comunista Húngaro levou 36 anos, de 1953 a 1989, a degenerar-se. O multipartidarismo foi introduzido na Hungria pela “revolução de veludo” de 1989, como um novo regime com múltiplos partidos burgueses.

E que é feito dessa outra conquista da “revolução”: a liberdade de imprensa? Em Outubro de 1989, a Radio Free Europe, financiada em primeiro lugar pela CIA para ser retomada a seguir pelo Congresso americano, pôde abrir escritório em Budapeste e começar a recrutar jornalistas locais. Rupert Murdoch já comprou 50 por cento das acções de dois jornais populares húngaros e Robert Maxwell anuncia que investirá nas televisões e jornais da Hungria. A liberdade de imprensa será a de qualquer país capitalista: a liberdade para o capital de comprar toda a indústria da informação e a liberdade para os serviços policiais de a manipular. (18)   (Grifo meu)

Em breve, as multinacionais serão livres na Romênia, como já o são na Hungria. O economista Jacques Nagels fala de um capitalismo selvagem na Hungria. Só em parte é verdade: o essencial do capital nacional passará para as mãos das multinacionais, caindo o restante no regaço dos exploradores húngaros que, a justo título, serão chamados de “selvagens”. Desde Janeiro de 1989, três leis determinam o novo curso capitalista na Hungria.

A primeira permite criar sociedades anônimas, empregando até 500 trabalhadores. A segunda dá luz verde a participações estrangeiras maioritárias e à exportação de lucros em divisas. A terceira regulamenta a privatização das empresas do Estado. (19) Pouco depois, a firma Ganz, importante fabricante de material ferroviário, passa para mãos britânicas e 49,65 por cento das ações da Tungsram AG, fabricante de lâmpadas elétricas, são adquiridos pela Girozentrale austríaca. Comentário de Kalman Mizsei, economista húngaro: “Se metade de uma das maiores e mais avançadas empresas pode ser comprada por 110 milhões de dólares, a Alemanha Federal pode comprar todo o país”. (20) O secretário-geral da Câmara de Comércio húngara, Peter Lorincze, estima que 25 por cento da indústria húngara pode passar para mãos estrangeiras, “o que é mais ou menos o ratio de antes da guerra”. (21) Em nome da autogestão, 80 por cento das empresas húngaras são dirigidas, desde 1984, e portanto sob Kadar, por conselhos de empresa, cujos membros agem de fato como accionistas privados. Nos primeiros 11 meses de 1989, 40 empresas importantes foram vendidas pelas suas direções “autogestionárias” a investidores estrangeiros. (22)

Todos os filantropos que enviam o seu quilo de açúcar e o seu pacote de chocolate para a Romênia podem encontrar aqui matéria de reflexão. Como poderá o adorado povo romeno manter a independência se o FMI lhe dita sua a lei? Como poderá desenvolver a sua economia quando a livre concorrência externa lhe levará a devastação? Como poderá conhecer o bem-estar quando as multinacionais começarem a drenar as magras riquezas em direcção a Paris, Bona e Nova Iorque? E é precisamente isto que os banqueiros ocidentais preparam. “A derrocada da cortina de ferro poderia dar um empurrão suplementar às nossas economias ocidentais. É esta pelo menos a opinião do banco Indosuez, ao prever que, até 1995, os países da OCDE beneficiarão de um crescimento suplementar anual de meio por cento. A República Federal Alemã arrecadando para si um crescimento suplementar acumulado de 4,5 a cinco por cento no decurso dos próximos seis anos”. (23) Assim, o Produto Interno Bruto referente apenas à Alemanha crescerá 35 mil milhões de dólares graças à “liberdade” reencontrada na Europa de Leste. Foi para isto que demos o nosso quilo de açúcar? Quem pagará este “crescimento suplementar” no mundo imperialista senão os trabalhadores polacos, húngaros e romenos? Quem poderá continuar e fingir que as multinacionais ajudaram a derrubar Ceausescu para “arrancar os romenos da miséria”?

Budapeste: liberdade para os vadios e mendigos…

Aliás, um ano após a “revolução democrática”, que devia pôr fim à miséria causada pelo socialismo real, as populações começaram a provar a miséria verdadeira provocada pela liberdade e a democracia. Os reformados húngaros vivem numa indigência que se acentua de dia para dia; Budapeste já tem os seus vadios e mendigos que se arrastam pelas gares. Uma correspondente da AFP telegrafa: “Cada vez mais se vai criando uma diferenciação entre duas camadas da população, estima um diplomata. Uma minoria importante ligada ao Ocidente, e que avança com os seus métodos até ao ultraliberalismo, e o resto da população que vegeta num sistema social votado ao abandono.” (24) Em princípios de 1989, a Hungria reconhece oficialmente 2500 famílias com uma fortuna de oito a dez milhões de florins, sendo o salário médio de 6500 de florins. Dois milhões e 260 mil pessoas vivem com um rendimento inferior ao mínimo vital de 2800 florins. (25) A unidade popular em torno da liberdade e da igualdade não tardou a estilhaçar-se. Numa sociedade dividida em classes sociais, não se escapa nunca à questão: liberdade para que classe? Hoje, na Hungria, amanhã na Romênia, liberdade significa ultraliberalismo para os empresários e os tecnocratas ligados ao Ocidente, mas liberdade significa também miséria, desolação e exploração para aqueles que, pelo seu trabalho, alimentam esta nova classe capitalista. Sabe-se que na Romênia havia pouca coisa nas lojas e que era preciso fazer bicha. A Hungria livre não conhece a penúria. Tudo se pode encontrar, desde perfumes franceses a ultramodernas aparelhagens hi-fi… na condição de se ter divisas estrangeiras que abrem o acesso às numerosas lojas onde o florim húngaro foi banido. As lojas estão cheias, mas para quê fazer bicha se não se têm dinheiro para comprar o que quer que seja?

A parte IV do texto de Ludo Martens (Budapeste, 1956: a contra-revolução armada, escrito em maio de 1990) é de extrema relevância para essa postagem; para ganhar tempo em uma outra que estou escrevendo, colocarei a seguir o link para vocês baixarem o arquivo em PDF:

http://www.hist-socialismo.com/docs/LMReveludo_IV.pdf

Boa leitura!

Notas:

1. Le Monde, 26 de Julho de 1989, p. 4.

2. Ibidem.

3. Ibidem

4. Ibidem

5. Le Monde, 26 de Julho de 1989, p. 6 e 7.

6. Le Monde, 26 de Julho de 1989, p. 4.

7. Ibidem

8. Ibidem

9. Citado em: Les événements en Tchécoslovaquie: Faits, documents, presse, témoignages, Moscovo, 1968, p. 90-91.

10. La Gauche, 15 de Novembro de 1988, p. 11.

11. International Herald Tribune, 23 de Maio de 1989, “Hungary Party Radicals”.

12. Bulletin hebdomadaire, 27 de Outubro de 1989, p. 1.

13. Le Figaro, 11 de Outubro de 1989, “Imre Poszgay: Le communisme…”

14. Ibidem, p. 7.

15. Trata-se do Partido Comunista Belga (N.T.)

16. Le Drapeau Rouge, 25 de Outubro 1989.

17. Radio Free Europe, Hungarian SR/15, 4 de Outubro de 1989, p. 37.

18. The Wall Street Journal, 10 de Outubro de 1989: “Radio Free Europe Gets Budapest Office”.

19. Intermédiaire, 11 de Setembro de 1989, p. 31.

20. The Wall Street Journal, 28 de Setembro de 1989, “Knocking of Hongrie on Door…”.

21. Ibidem.

22. Frankfurter Allgemeine Zeitung, 20 de Dezembro de 1989, “In Ungarn Widerstand…”.

23. Echo de la Bourse, 12 de Dezembro de 1989.

24. Dépêches AFP de Florence Biedermann, 30 de Dezembro de 1989, n° 3004743-3004745.

25. Blâtter fur Deutsche und internationale Politik, 6 de Julho de 1989, S.827.

 

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