Stalin sobre antissemitismo

Resposta à Agência Judaica telegráfica da América.

Em resposta ao seu pedido:
O chauvinismo nacional e racial é uma sobrevivência de costumes anti-humanos próprio do canibalismo
O antissemitismo, como uma forma extrema de chauvinismo racial, é a sobrevivência mais perigosa do canibalismo.
O antissemitismo é útil para os exploradores como um para raios que preserva o capitalismo do golpe dos trabalhadores. O antissemitismo é perigoso para os trabalhadores como um caminho falso que se desvia do caminho certo e leva para a selva. Portanto, os comunistas, como internacionalistas consequentes, não podem deixar de ser inimigos implacáveis e amargos do antissemitismo.
Na URSS, a lei persegue de modo mais rigoroso o antissemitismo como um fenômeno profundamente hostil ao regime soviético. As leis da U.R.S.S. punem com a morte os antissemitas ativos.
J. Stalin. 12 jan 1931. Obras Completas, Volume XII, página 12.

Tradução do espanhol para o português – Comunidade Josef Stálin (com pequenas modificações minhas, comparando com a tradução da carta para o inglês)

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A situação dos judeus na URSS. Do livro “URSS, Uma Nova Civilização”.

Do livro “URSS, Uma Nova Civilização”, por Sidney e Beatrice Webb. 1º volume, Editorial Calvino Limitada, edição de 1938, pp. 200-208.

A situação dos judeus na URSS

BirobidzhanRailwayStation

Estação de trem em Biro­bid­zhan, que é o centro administrativo do Oblast Judaico Autonômo

Não podemos deixar de mencionar uma importante minoria, mais racial e religiosa do que nacional, que constitui mais um problema com que se tem defrontado a União Soviética: a dos judeus. Sob o regime czarista, a opressão contra a mesma era severa e permanente (1). “Quando caiu o regime autocrático, o estrépito da queda soou aos ouvidos dos judeus como o bimbalhar dos sinos da liberdade. Com uma penada, o Governo Provisório aboliu a complicada rede legislativa organizada contra os judeus. Subitamente, foram eliminadas as correntes que os prendiam. Desapareceram todas as restrições… Os judeus podiam agora manter a espinha dorsal verticalmente e olhar o futuro sem receio” (2).

Infelizmente haveria ainda três ou quatro anos de guerra civil e de fome, durante os quais, à mercê dos exércitos invasores, a massa das populações judias haveriam de sofrer os maiores excessos. De um modo geral, os Exércitos Brancos eram extremamente brutais, enquanto que o Exército Vermelho fazia o possível para proteger essas pobres vítimas, apesar de- por esta ou por aquela razão, a maioria dos judeus não serem simpáticos, por algum tempo, ao Governo Bolchevista. A condenação do comércio baseado no lucro, que foi classificado como usura, feriu profundamente os judeus da Rússia Branca e da Ucrânia, cujas famílias haviam sido, durante séculos, excluídas da agricultura e de outras profissões, ficando confinadas em certos bairros das cidades. Em 1921, a Nova Política Econômica tornou possível a muitos deles voltar aos seus negócios. Mas, por volta de 1928, a campanha coletivista desencadeada por penalidades em dinheiro e medidas policiais, liquidaram praticamente todos os pequenos empreendimentos financeiros a que se dedicavam as famílias judaicas. Só os artesãos ficaram em condições um pouco melhores e os jovens, por sua vez, podiam pelo menos obter emprego nas fábricas do governo.

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