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Retrospectiva e últimas notícias de 2010

No ano de 2010 as contradições fundamentais do sistema imperialista: a que opõe nações dominadas ao imperialismo, o proletariado à burguesia e as contradições entre os países imperialistas, se agravaram formidavelmente.

Particularmente a contradição povos e nações dominadas versus imperialismo atingiu um ponto crítico. Ao aumentar exponencialmente o saqueio das riquezas nas semicolônias e a exploração sobre seus povos, o imperialismo, principalmente o ianque, como superpotência única e hegemônica, através das guerras de agressão e rapina conduziu ao acirramento da luta de classes.

A aguda crise que estremece o imperialismo fermentou do mesmo modo a segunda contradição (proletariado-burguesia) que se desborda em sucessivos, massivos e radicalizados protestos populares na França, Grécia, Espanha, no USA, Inglaterra, etc.

Também devido à crise geral do capitalismo, a terceira contradição (interimperialista), se agrava a cada dia e as crescentes tensões diplomáticas, econômicas e provocações militares indicam que as potências aceleram os preparativos para uma nova guerra de grandes dimensões pela repartilha do mundo.

Em resposta à agressão e rapina imperialista, guerras populares e lutas armadas revolucionárias, lutas de libertação nacional se erguem entre as tormentas da Revolução Proletária Mundial.

Dirigidas por autênticos partidos comunistas maoístas, as guerras populares no Peru, Índia, Filipinas e Turquia mobilizam milhares de massas armadas, destruindo o velho Estado, construindo o novo poder. Estes processos dão combate superior ao imperialismo e todos os reacionários e desmascaram e esmagam o revisionismo e todo o oportunismo.

Os povos do Iraque, Afeganistão e Palestina, com sua titânica e heroica luta de libertação nacional, impõem derrotas seguidas ao monstro imperialista. A eles se unem as massas combatentes do Haiti, que lutam sem cessar contra a invasão e intervenção de diversos exércitos reacionários, sobretudo o brasileiro. Também os povos da Ásia, África e América Latina, somam-se às lutas de bilhões de massas exploradas e oprimidas em todo o mundo.

A luta dos povos não concedeu um dia sequer de trégua ao imperialismo e à reação.

Nas páginas de AND (A Nova Democracia), em todo o ano de 2010, as Notícias da Guerra Popular e das Lutas de Libertação Nacional informaram e entusiasmaram milhares de leitores entre operários, camponeses, estudantes, intelectuais e amplas massas de trabalhadores do campo e cidade em todo o Brasil.

Índia

“Desenvolvimento” para ampliar repressão

Com informações do blog Dazibao Rojo

Trechos da declaração do Comitê Central do Partido Comunista da Índia (maoísta)

27 de novembro de 2010

O Comitê de Assuntos Econômicos do governo aprovou no dia 26 de novembro o chamado “Plano de Ação Unificada” da Comissão Central de Planificação, destinando 137,43 bilhões de rúpias para o “desenvolvimento” das zonas sob forte presença naxalita.

250 milhões de rúpias serão destinados a cada um dos distritos dos nove estados sob forte presença maoísta durante o período 2010-2011 e 300 milhões de rúpias a cada um desses distritos durante o período 2011-2012.

O governo afirma que, criando serviços básicos nesses distritos tribais pobres, onde mais de 50% da população vive abaixo do nível da pobreza, irá obter “desenvolvimento” e, desse modo, “resolver o problema naxalita”.

Segundo eles, os “serviços básicos” incluirão estradas e edifícios para as Panchayat [assembléias distritais do governo], eletricidade, centros de educação e saúde. Há um ano, este governo, sob a insígnia da “Operação Caçada Verde”, deslocou mais de 200 mil paramilitares e tem massacrado centenas de membros dos povoados tribais. Agora, nessas mesmas zonas, quer gastar milhões de rúpias “em benefício do povo”? (Ou seria para intensificar a repressão contra o povo?)

É fácil esclarecer a questão. O envolvimento do departamento de polícia no dito “programa” e a inclusão de superintendentes de distritos de polícia nesses comitês revela que não se trata de mais um esforço para travestir de “desenvolvimento” suas medidas repressivas fascistas.

O Comitê Central do PCI (maoísta) se opõe resolutamente a este “Plano de Ação Unificada” antipovo. Nosso Comitê Central considera que dito plano não é mais que uma parte da campanha repressiva fascista da “Operação Caçada Verde” desencadeada pelo velho Estado. A propaganda de que o velho Estado “desenvolverá” as zonas atrasadas é uma farsa, uma mentira.

Abhay
Portavoz, Comité Central, PCI (maoísta)

Liberdade para todos os presos políticos

Com informações de Correo Vermello noticias

Comitê Para a Libertação de Presos Políticos
Nota à Imprensa

Em solidariedade aos presos políticos na Prisão Central de Medinipur, Bengala Ocidental, que iniciaram uma greve de fome por tempo indefinido no dia 10 de dezembro.

Cerca de 150 presos políticos presos no estado de Bengala Ocidental iniciaram uma greve de fome no dia 10 de dezembro de 2010, Dia internacional dos Direitos Humanos, por tempo indefinido, solidarizando-se com as greves de fome organizadas pelos presos políticos em Medinipur, como também em outras prisões de Bengala Ocidental.

A greve dos prisioneiros políticos conta com a participação de todos os detidos sob a acusação de terem vínculos maoístas, de serem membros do Comitê Popular Contra as Atrocidades Policiais. Muitos desses presos tem definhado nas prisões durante muitos anos em péssimas condições, praticamente sem nenhum direito.

Outros prisioneiros acusados de ligação com os maoístas também se uniram à greve de fome em outras prisões.

Desde sua fundação, o Comitê para a Libertação dos Presos Políticos — CRPP tem se empenhado pela libertação incondicional de todos os presos políticos da Índia. Seguiremos nesse trabalho enquanto existir um preso político.

Bandh celebra fundação do EGPL

No dia 1º de dezembro o Partido Comunista da Índia (maoísta) convocou o Bandh (greve geral) por um período de três semanas. Antes do início das paralisações, o PCI (maoísta) orientou a população a se abastecer de produtos básicos, que evitasse viajar para regiões fora dos povoados, e fixaram cartazes em diversos povoados chamando o povo a se mobilizar.

As paralisações atingiram uma extensa área, envolvendo vários distritos. Paralisaram os transportes, escolas, comércio, linhas férreas, entre outros serviços públicos. A greve geral teve, entre outros motivos, a comemoração da fundação do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação, que é dirigido pelo Partido Comunista da Índia (maoísta).

Arundhati Roy é alvo de perseguições do velho Estado

A escritora indiana e ativista dos direitos dos povos Arundhati Roy é alvo frequente das provocações e perseguições do Estado indiano. Ela foi vencedora do Prêmio Booker pela publicação do seu livro O Deus das pequenas coisas, uma contundente crítica às violações dos direitos dos povos por parte do velho Estado indiano.

Recentemente, em um debate, ela opinou que a Caxemira não era parte do Estado indiano e deveria ser independente, o que provocou um intenso debate em todo o país e atiçou o ódio das classes reacionárias. Devido à sua postura combativa e por se posicionar ao lado dos povos tribais e camponeses indianos, Arundhati Roy é alvo de mais uma investigação movida por um tribunal de Nova Delhi que pretende acusá-la de sedição.

Filipinas

Combate deixa dez militares mortos

Com informações da France Presse / Manila

No dia 14 de dezembro, os combatentes do NEP atacaram os soldados do exército filipino na ilha de Samar (centro do arquipélago).

Um renhido combate se desenvolveu entre os guerrilheiros do Novo Exército do Povo-NEP, dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas, e os militares das forças armadas reacionárias daquele país, deixando pelo menos 10 militares mortos.

Solidariedade internacional para presos políticos

Nota da Associação Brasileira de Advogados do Povo e Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos

Médicos, enfermeiros e auxiliares que conduzem serviços de saúde para as pessoas pobres em áreas rurais das Filipinas, onde o governo se recusa a oferecer atendimento médico e assegurar o direito à saúde daquelas populações, foram sequestrados pelas Forças Armadas reacionárias das Filipinas em 06 de fevereiro de 2010, quando participavam de um Treinamento de Primeiros Socorros na cidade de Morong, Estado de Rizal, nas Filipinas, promovido pela Fundação de Medicina Comunitária (COMMED) e pelo Conselho pela Saúde e Desenvolvimento (CHD).

Em torno de 300 militares armados invadiram o local do evento e em seguida acuaram, revistaram e algemaram os agentes de saúde. Levaram todos os pertences das vítimas e vendaram seus olhos com camisas velhas. Apenas depois de tudo isso é que apresentaram um mandado de busca de uma pessoa que nem sequer era proprietário do local ou participante da conferência. Após retirar as vítimas do prédio, plantaram provas incriminadoras no local, acusando-lhes falsamente de porte de explosivos e declarando que seriam supostos membros do Novo Exército do Povo-NEP, organização que conduz uma luta revolucionária naquele país há mais de 40 anos.

Não bastasse, os agentes de saúde, quando sequestrados, foram submetidos a torturas físicas e mentais e só depois foram apresentados a seus familiares. Apenas cinco dias depois é que puderam ter contato com advogados. Os 43 detidos foram levados ao presídio militar Camp Bagong Diwa. Os fatos que se sucederam, desde então até a presente data, formam um conjunto de violações às garantias individuais, como ausência de informação sobre a localização dos detentos, restrições ou impedimentos a visitas de familiares, constantes torturas físicas e psicológicas, negação de atendimento médico.

A campanha pela libertação tem sido levada desde então, em várias instâncias nacionais e internacionais. O caso foi denunciado no 4º Congresso da Associação Internacional dos Advogados do Povo (IAPL), na Holanda, em maio de 2010, quando o presidente da IAPL, Edre Olalia, que é um dos advogados do caso, expôs vídeos e fotos e descreveu com detalhes a situação de opressão a que os profissionais estão expostos.

No dia 6 de dezembro de 2010 (segunda-feira), completaram-se 10 meses da detenção absurda e ilegal dos “43 de Morong”. Eles iniciaram uma greve de fome pela sua imediata libertação, reclamando a responsabilidade do presidente das Filipinas, Benigno “Noynoy” Aquino, por sua prisão ilegal, e expondo ao mundo sua situação.

Em Manila, capital das Filipinas, foi formada uma central da campanha Morong 43 para as famílias, amigos e organizações sociais aderirem à greve de fome, bem como seguir com atividades da mais ampla denúncia.

Presos políticos em vários centros de detenção e prisões em diferentes regiões do país também se manifestam com greves de fome e outros atos de apoio. Suas ações visam ampliar a campanha para libertar todos os presos políticos, especialmente Angie Ipong, em Misamis Ocidental; Eduardo Serrano e Eduardo Sarmiento, em Camp Crame; e Esguerra Sandino, em Camp Bagong Diwa.

O Cebraspo e a Abrapo denunciam a prisão ilegal, as torturas, as falsas acusações e a manutenção desses 43 profissionais de saúde na prisão. Tratam-se de violações gravíssimas aos direitos do povo, sobre as quais ninguém pode ficar calado. Juntamo-nos ao povo filipino e povos em todo o mundo no repúdio a tudo isso, em solidariedade aos 43 em greve de fome e reivindicando a sua imediata libertação. Nesse ato, também protestamos em favor da libertação e respeito aos direitos de todos os presos políticos das Filipinas, que são vítimas das mesmas agressões autoritárias e imperialistas em muitos países.

Peru

Guerra Popular danifica helicóptero militar

Com informações de Correo Vermello noticias

Na primeira quinzena de dezembro ocorreram vários enfrentamentos entre o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação, dirigido pelo Partido Comunista do Peru — PCP e as forças armadas reacionárias na zona do Vale dos Rios Apurímac e Ene-VRAE.

O combate mais importante se deu nas proximidades de Pampa Hermosa, quando um helicóptero militar MI17, identificado como EP 610, foi atacado pelos guerrilheiros. Um dos tripulantes do helicóptero foi atingido e o aparato militar teve que se retirar até sua base, em Pichari.

Informações de fontes das forças armadas reacionárias veiculadas na imprensa peruana revelaram que o helicóptero, que cumpria o papel de abastecimento de alimentos e equipamentos para as patrulhas militares da 31ª brigada de infantaria de Huancayo, foi inutilizado após o ataque guerrilheiro.

 

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