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Estado fascista e colonial sul-coreano prende patriota pró-reunificação

19 jul

Texto do Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil. Site do CEIJ: http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br

Nota do Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil sobre a prisão do lutador pró-reunificação Ro Su Hui pelo estado fascista-colonial da Coreia do Sul
Ro Su Hui ao chegar a Seul

O regime fascista sul-coreano cometeu hoje um de seus vários crimes contra a tendência dos tempos e a demanda comum de todo o povo coreano pela reunificação pacífica e independente do país, sem a interferência de quaisquer potências estrangeiras. Ro Su Hui, vice-presidente da Aliança Pan Nacional pela Reunificação da Coreia, sul-coreano que havia visitado a República Popular Democrática da Coreia no dia 24 de março para atender às atividades que lembravam o aniversário de 100 dias da morte do dirigente Kim Jong Il, retornou para a Coreia do Sul hoje, no dia 5 de julho de 2012, através de Panmunjon, e foi barbaramente preso logo após pisar no local onde já é considerado território da fascista “República da Coreia”.

Pensamos que seja necessário dar alguns antecedentes, afim de que os leitores possam entender melhor o ocorrido. Por que, afinal, tal acontecimento deplorável teve lugar?
A República da Coreia (Coreia do Sul) é um regime anticomunista e submetido ao imperialismo norte-americano, instalado por Washington em 1945, e institucionalizado formalmente em 1948.
A Conferência de Moscou, realizada no início de 1945, resolveu a questão da independência da Coreia e da liquidação do fascismo japonês. Foi feito um acordo entre as forças aliadas de que a Coreia deveria ser libertada em conjunto pelos aliados – como foi resolvido, a parte norte seria libertada pela URSS e, a parte sul, pelos Estados Unidos. Muito antes da Conferência, porém, o Exército Popular Revolucionário da Coreia (liderado pelo General Kim Il Sung) já atuava na parte norte do país (principalmente na região da Manchuria, local onde moravam muitos coreanos) e, de 9 de agosto de 1945 a 15 de agosto do mesmo ano, uma operação conjunta feita pelo EPRC e pelo Exército Vermelho da URSS libertou o norte do país da tirania japonesa. Foi formado na parte norte da Coreia um novo governo de tipo democrático-popular sob a direção e hegemonia da classe operária. O novo governo deu conta de liquidar o semi-feudalismo e realizar reformas democráticas que liquidassem os danos causados pelos 40 anos de dominação japonesa na Coreia. Os operários e camponeses no norte do país se organizavam em comitês populares e prosseguiam a marcha ascensional na luta pela consolidação da democracia e pela futura construção do socialismo e do comunismo. A situação da parte sul, contudo, era diametralmente oposta.
Como um soldado norte-americano comentou nas suas memórias que escreveu após alguns anos servindo na Coreia do Sul, o objetivo dos Estados Unidos (que entrou no sul da Coreia em 8 de setembro de 1945) não era libertar ninguém nem lutar pela democracia. O propósito dos agressores imperialistas norte-americanos, ao contrário, era instaurar um regime fantoche que pudesse satisfazer seus interesses e impedir que o povo do sul da Coreia seguisse no caminho do socialismo. Era fazer com que o sul da Coreia se convertesse em base militar estratégica para a anexação do Norte socialista e para a agressão do Leste Asiático. Mais especificamente, para agredir a União Soviética, China, Mongólia, Vietnã e outros países outrora de democracia popular na região.
Os Estados Unidos, para impedirem o povo sul-coreano de seguir no caminho da libertação (afinal, os operários e camponeses do sul da Coreia já começavam a fundar comitês populares, seguindo o exemplo do norte libertado), assassinaram diversas lideranças democráticas e patrióticas, dissolveram comitês populares à força e arrastavam estudantes à força para formarem um novo exército fantoche para a agressão contra o norte da Coreia.
Em 1948, foi formalizado o governo marionete da “República da Coreia”, sob a direção do ditador Syngman Rhee, sul-coreano que morava na California e que havia retornado para sua terra natal para ser o novo testa de ferro do imperialismo. O novo regime fantoche estabeleceu um gigantesco aparato burocrático-prisional, decretou milhares de leis fascistas e pôs na ilegalidade, partidos e organizações democráticas, tendo como pretexto justamente tais leis. A Lei de Segurança Nacional, decretada no ano de 1948 pelo regime fascista sul-coreano, estabelecia como ilegais quaisquer “atividades anti-Estado e subversivas” – pessoas enquadradas na Lei de Segurança Nacional, segundo o último artigo da LSN revisado em 2001, podem pegar desde cinco anos de prisão até a pena de morte, conforme a gravidade dos “crimes” cometidos. A LSN, além disso, proíbe também “atividades que favorecem o inimigo” – ter contato com pessoas da RPDC, fazer propagandas que apoiem o sistema da socialista da RPDC, que apoiem a reunificação pacífica da Coreia ou mesmo visitar a RPD da Coreia por conta própria constituem delitos graves para o regime sul-coreano. Segundo o jornal Minju Choson, desde 1948, mais de 8400 organizações democráticas e partidos políticos foram banidos. Entre eles, o Partido Comunista e o Partido Revolucionário pela Reunificação (atual Frente Democrática pela Reunificação da Pátria).
Como dissemos anteriormente, o senhor Ro Su Hui é vice-presidente da Aliança Pan Nacional pela Reunificação da Coreia, na parte sul do país. Antes de visitar a RPDC, enviou uma carta ao “Ministério da Unificação” da Coreia do Sul requisitando fazer uma visita à Coreia do Norte para prestar homenagens ao dirigente Kim Jong Il no aniversário de 100 dias do seu falecimento. Seu pedido foi prontamente rejeitado pelas autoridades títeres da Coreia do Sul. Contudo, num ato de forte patriotismo e orgulho nacional, Ro Su Hui não hesitou e visitou a RPDC mesmo contrariando os interesses do regime ditatorial sul-coreano.
No dia 24 de março, Ro Su Hui entrou em Pyongyang. Permanecendo mais de três meses na Coreia Socialista, pôde conhecer uma realidade muito diferente daquela exposta pela imprensa controlada pelo imperialismo. Visitou diversos locais de relevo no país: No dia 1 de abril, o acampamento secreto do Monte Paektu, onde nasceu o dirigente Kim Jong Il e onde estava instalado o acampamento guerrilheiro do Exército Popular Revolucionário da Coreia antes da libertação. No mesmo dia, visitou também o Monte Myohyang e o Centro Musical Hana, em Pyongyang. Em 29 de março, esteve na Fazenda Cooperativa de Taedonggang. No dia 18 de maio, visitou o Palácio das Crianças e a Fazenda de Vegetais de Mangyongdae.
O senhor Ro Su Hui, combatente pela reunificação nacional, não só visitou locais que evidenciavam a próspera realidade da RPDC como também teve contato com povo da RPDC, conversou com políticos e demais dirigentes do país socialista. Como compatriota e partidário da reunificação pacífica do país, foi um dos principais participantes do Encontro Conjunto para comemorar o aniversário de 12 anos da Declaração de 15 de Junho assinada entre a RPD da Coreia e a Coreia do Sul em 2000, declaração essa que marcou um progresso enorme nas conversações norte-sul e para a reunificação pacífica da Coreia. No dia 4 de abril, se encontrou com líderes da Aliança Pan Nacional pela Reunificação da Coreia da parte norte e discutiu assuntos de relevo, entre eles a luta feita no norte e no sul pela aplicação da Declaração Conjunta de 15 de Junho.
Durante todo o tempo no qual permaneceu na RPDC, as “autoridades” títeres sul-coreanas deram diversos depoimentos tentando utilizar a visita de Su Hui ao Norte com fins políticos, acusando-o de “criminoso” ao violar a monstruosa “Lei de Segurança Nacional”, usando tal visita como pretexto inclusive para exercer uma repressão ainda mais intensificada contra as forças democráticas, patrióticas e antiimperialistas na Coreia do Sul. Mesmo de “espião” o patriota foi chamado. Seguindo ainda nas acusações, os círculos reacionários sul-coreanos acusavam Su Hui de ter violado quase todos os artigos da Lei de Segurança Nacional, entre elas, por ter visitado do Norte “sem autorização”, por ter entrado em contato com pessoas da Coreia do Norte, ter apoiado os líderes Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim Jong Un e por ter protestado contra o regime ditatorial sul-coreano.
Sim, leitores. Trata-se de declarações cínicas, odiosas. Não foi Ro Su Hui que violou qualquer “lei”, pois o que Su Hui fez foi visitar a RPDC para prestar condolências ao povo do norte da Coreia, em nome do povo sul-coreano, pelo falecimento do dirigente Kim Jong Il, que foi uma enorme perda para todo o povo coreano. Foi seu dever enquanto compatriota. Os maiores criminosos são, sim, os círculos dirigentes sul-coreanos, que impediram que coreanos do sul prestassem condolências pela morte do dirigente Kim Jong Il. Num momento em que mesmo aqueles que se diziam anticomunistas se solidarizavam ao povo norte-coreano pela morte de seu líder, o governo reacionário sul-coreano cometeu o ato desumano de apontar mísseis para a RPDC na sua época de maiores sofrimentos e tentava usar tal situação para desestabilizar o sistema socialista coreano.
A camarilha reacionária de Lee Myung Bak levanta a “Lei de Segurança Nacional” como pretexto para encarcerar um combatente pela reunificação nacional. Ao contrário, é a Lei de Segurança Nacional que viola os básicos direitos humanos e joga no lixo as liberdades democráticas mais elementares.
O regime fascista sul-coreano, ao prender Ro Su Hui, um patriota, viola a liberdade de expressão por impedir que seus cidadãos expressem livremente suas opiniões. Destrói a liberdade de associação por impedir que seus cidadãos se reúnam em organizações e partidos com fins justos e legítimos, que expressam as demandas comuns de todo o povo coreano. Rechaça a liberdade de demonstração por impedir que seus cidadãos mostrem publicamente de que lado estão.
Como, frente a tal situação, o regime fantoche sul-coreano ainda tem a ousadia e o cinismo de levar a cabo uma cruzada anticomunista contra a RPDC, chamando o país socialista de “regime totalitário que ameaça o mundo”? A única democracia que o regime sul-coreano defende é a democracia do imperialismo e da grande burguesia burocrático-compradora associada ao mesmo. Enquanto o regime sul-coreano seguir aprisionando seus cidadãos nessa burocracia colonial e capacha dos Estados Unidos, não terá a menor moral para levantar o dedo e acusar qualquer país que seja.
Pudemos ver pela realidade como Ro Su Hui foi tratado como um irmão e da forma mais carinhosa possível pelos coreanos do norte, que o viam como um grande combatente, grande patriota e o admiravam altamente. No último dia de sua estadia na RPDC, encontrou-se com Kim Yong Nam, presidente da junta governamental da Assembleia Popular Suprema da Coreia Socialista. Um dia antes, em 3 de julho, no Hotel Koryo em Pyongyang, ao entrevistar-se com a agência central de notícias norte-coreana, disse que se impressionou com a realidade da Coreia Socialista, onde “o povo é visto como o Céu, as crianças são os reis do país e a unidade monolítica entre o Partido, o Povo e o Líder é mais forte que as armas nucleares” e todos “desejam ardentemente a reunificação nacional”. Prosseguindo, ressaltou que sua visita à Coreia Socialista representando a Aliança Pan Nacional pela Reunificação da Coreia da parte sul da Coreia contribuiu, mesmo que pouco, para “melhorar as relações intercoreanas tão deterioradas”.
No dia 5 de julho, que marcou o último dia da sua estadia na RPDC, a população de Pyongyang fez uma enorme despedida dando vivas a seu trabalho como combatente pela reunificação do país. Tanto Ro Su Hui quanto os coreanos do norte que estavam na comemoração choraram de emoção. Logo depois, o vice-presidente da APRC parte para Panmunjom para retornar para a Coreia do Sul.
Os coreanos do norte que o acompanhavam na sua saída, quando cruzou a linha que demarca a fronteira norte-sul, gritavam energicamente palavras de ordem como “Abaixo o camarilha traidora de Lee Myung Bak!”, “Deixem Ro Su Hui voltar para casa!”, “Que os EUA e os reacionários sul-coreanos parem com os abusos contra os direitos humanos como a prisão do vice-presidente Ro Su Hui!”.
Após cruzar a linha de demarcação, a polícia sul-coreana mostra sua natureza fascista como marca da maldade. Um patriota que nada fez além de querer dar fim a uma divisão que dura há quase setenta anos por conta de uma ocupação criminosa que não tem qualquer razão de existir, é recebido com insultos, socos, chutes, pontapés e é mandado para a prisão amarrado numa corda, sendo claramente tratado não como um ser humano, mas como um animal, por tal regime tirânico.
Tal fato se torna ainda mais odioso quando sabemos que ele não terá repercussão internacional. Provavelmente, se isso tivesse acontecido em países independentes, soberanos e anti-imperialistas como RPDC, Síria ou China, já estaria ocupando as primeiras páginas dos principais jornais e revistas do mundo, estaria disponível em centenas de milhares de blogs e páginas jornalísticas, teria lugar de honra no Jornal Nacional e receberia “honrosos” comentários por parte de degenerados muito bem pagos como William Bonner, Ana Paula Padrão, Marcos Uchôa ou Miriam Leitão que fariam questão de posar como bons moços defensores da “democracia”, dos “direitos humanos” e da “liberdade”, contra o “totalitarismo”.
Devido ao bloqueio imposto pela imprensa, porém, só temos acesso a tais notícias por blogs independentes e órgãos jornalísticos de países socialistas. Dessa maneira, requisitamos aos leitores, colaboradores da página e pessoas progressistas e solidárias com a RPDC que divulguem tal fato e denunciem tal violação contra os direitos humanos e as liberdades democráticas. Da nossa parte, requisitamos que todos apoiem o povo coreano na luta pela reunificação pacífica da pátria, que demanda urgentemente pela destruição do regime fascista na Coreia do Sul e a revogação imediata da Lei de Segurança Nacional, empecilho principal pela reunificação pacífica da Coreia.
Abaixo o regime traidor de Lee Myung Bak!
Abaixo a Lei de Segurança Nacional!
Pela libertação dos presos políticos e personalidades progressistas e democráticas na Coreia do Sul!
Por uma Coreia reunificada, soberana e livre da dominação estrangeira!
Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil
 

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