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Muro de Berlim — Parte 1 — Visão geral sobre o Muro

27 jul

Muro de Berlim, parte 2: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/11/muro-de-berlim-2/

Muro de Berlim, parte 3: https://iglusubversivo.wordpress.com/2011/08/11/muro-de-berlim-3/

PRECEDENTES

22 de Junho de 1941 – Invasão da URSS pelos alemães (Operação Barbarossa);

7 de Dezembro de 1941 – Ataque a Pearl Harbor;

17 de Julho de 1942 a 2 de Fevereiro de 1943 – Batalha de Stalingrado, evento que foi essencial para a derrota nazista;

3 de Setembro de 1943 – Tratado de paz assinado pelos italianos, rendendo-se aos Aliados;

28 de Novembro a 1 Dezembro de 1943 – Conferência de Teerã;

6 de Junho de 1944 – Dia D;

4 a 11 de Fevereiro de 1945 – Conferência de Yalta;

22 de Abril de 1945 – Berlim tomada pelos soviéticos;

30 de Abril de 1945 – Suicídio de Adolf Hitler;

7 de Maio de 1945 – Nazistas se rendem;

17 de Julho a 2 de Agosto de 1945 – Conferência de Potsdam;

2 de Setembro de 1945 – Bombas atômicas dos EUA contra o Japão, que o fizeram se render.

CONFERÊNCIA DE POTSDAM

Participantes: URSS — Josef Stalin, Inglaterra — Winston Churchill e posteriormente Clement Attlee, EUA — Harry Truman.

Local: Potsdam, capital do estado de Brandenburg, Alemanha.

Objetivo: Formação de um Conselho de Organização e Controlo, composto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, União Soviética, França, China e Estados Unidos, que teria como função estudar e propor os textos dos tratados de paz com a Itália, a Roménia, a Bulgária, a Hungria e a Finlândia, além da própria Alemanha. Pretendia ainda dar ao povo germânico a oportunidade de retomar a sua vida em bases democráticas e pacíficas, e banir toda a legislação nazi discriminatória quanto a raça, crença religiosa e opinião política.

A  posição da URSS se manteve a mesma até a morte de Josef Stalin: defender uma Alemanha unificada, desmilitarizada e pacífica. Porém, com o fim da Segunda Guerra Mundial, é iniciada a Guerra Fria. O Plano Marshall, um aprofundamento da Doutrina Truman, foi criado pelos EUA para prender os países da Europa Ocidental a seu domínio. Afundando-se em dívidas, o Ocidente capitalista desejava desmembrar a Alemanha, quebrando os acordos firmados em Potsdam. Em 23 de Maio de 1949 a República Federal da Alemanha é criada. DETALHE: a República Democrática da Alemanha (“Alemanha Oriental”) foi proclamada em 7 de Outubro do mesmo ano!!!

Em Berlim, que agora ficava dentro da RDA, continuou sendo permitida a presença de cidadãos da RFA, pois a intenção da RDA e da URSS até então era uma Alemanha pacífica, democrática e unificada. Com a queda de Berlim ao fim da II Guerra, os povos soviéticos e o povo alemão sonhavam com uma pátria unificada e socialista.

O MURO DE BERLIM

O Muro de Berlim foi erguido em agosto de 1961 (portanto após a morte de Stalin, ocorrida em 1953) e em nada se diferiu dos muros da burguesia, como na Palestina, na fronteira do USA com o México, ou nas favelas do Rio de Janeiro.

Com a morte de Stalin, o que passa a ocorrer é que os dirigentes da ainda chamada União Soviética, liderados por Nikita Kruchev propagavam palavras sobre socialismo, mas praticavam atos imperialistas e a restauração do capitalismo na URSS*, como bem caracterizou o presidente Mao Tsé-tung em seu combate ao revisionismo moderno.

O muro durou até enquanto suspirava o social-imperialismo russo. A bancarrota deste sistema de dominação permitiu a muitos revolucionários, ainda iludidos com estas forças, ter uma visão mais clara da realidade e buscar um novo caminho. Países membros do bloco socialista, partidos revolucionários e militantes comunistas devotados que foram durante anos oprimidos ou difamados pelo revisionismo tiveram seu ânimo revigorado e ganharam forças ao redor do mundo.

Foi justamente esse revisionismo, encabeçado por Kruchev e incapaz de atender os anseios das massas, que em 1961 construiu o muro, entrando em profunda contradição com o povo alemão. E a queda do muro só atestou a total falência deste revisionismo.

As empresas sob o social-imperialismo não são tão eficientes, do ponto de vista do capitalismo, como as imperialistas e nem são mais propriedade de todo o povo (o que seria mais próprio em países ditos socialistas – por exemplo, a maior parte propriedade dos meios de produção durante o governo de Stalin era coletivista), como quando sob a direção revolucionária. O resultado não podia ser outro: A inoperância e a burocratização. Apenas a partir daí, com a traição ao socialismo revolucionário marxista-leninista, começa a degeneração dos países do Leste Europeu. Na parte 3 dessa série de postagens, William Blum demonstra porque toda a propaganda do Ocidente não passou de um plano para criar na mente dos cidadãos do resto do mundo (e, claro, também dos alemães orientais) a ideia de que “na Alemanha Ocidente se vive melhor”, interferindo na situação interna da Alemanha Oriental com sabotagens e espionagem. Falharam: hoje é muito comum ouvir da boca dos que viveram na RDA que preferem o comunismo e que o capitalismo causou o declínio da Alemanha. História similar à da Rússia, que tinha tudo para ser a nação mais próspera e socialmente justa do mundo (i.e. sem precisar explorar o trabalhador para tal feito), mas hoje podemos ver o que o capitalismo trouxe a esses países: a maléfica desigualdade social, pobreza, moradores de rua, crianças dormindo em metrôs. Pois é, leitores, a maioria dos ex-soviéticos também preferem uma Rússia comunista. Enquanto isso, a burguesia parasita distorce a história do comunismo, entre suas muitas mentiras a de que a queda do Muro de Berlim significou a “derrota do socialismo”. Se o socialismo perdeu uma batalha, foi para seus inimigos internos: o oportunismo e o revisionismo. E essas derrotas, servindo como amargas lições, são temporárias. Se bem que seja verdade que um império caiu, ele nada tem a ver com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o primeiro Estado Proletário da história, comandado por Lenin e depois por Stalin.

A queda do muro de Berlim não passou de uma vitória comercial. Ela significa a ruína do velho Estado do Bem-estar Social na Europa e do traidor revisionismo.

A derrocada do social imperialismo russo pode nos fazer adotar tanto posições favoráveis quanto desfavoráveis, num primeiro momento, porém não se deve confundir a necessidade do combate ao revisionismo, ao social imperialismo; com a necessidade de destruir a URSS, de apoiar os levantes de oportunistas capitalistas como Németh e Walesa. Sejamos coerentes.

                     Alguns pequenos trechos são de Luiz Carcerelli, do jornal A Nova Democracia
 
                   *Para mais informações sobre a restauração do capitalismo na URSS, leia: The Restoration of Capitalism in the Soviet Union, por William Bill Bland ( http://www.oneparty.co.uk/html/book/ussrmenu.html )
 

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