RSS

Oportunismo – um Permanente Aliado da Burguesia

23 dez

Eurocomunismo é Anticomunismo
De Enver Hoxha

Parte I

A NOVA ESTRATÉGIA IMPERIALISTA E O NASCIMENTO DO REVISIONISMO MODERNO

Oportunismo
– um Permanente Aliado da Burguesia

O surgimento do revisionismo contemporâneo, assim como do velho revisionismo, constitui um fenômeno social condicionado por diferentes e numerosas causas históricas, econômicas, políticas etc. Considerado em seu conjunto, é um produto da pressão da burguesia à classe trabalhadora e sua luta. O oportunismo e o revisionismo têm estado estreitamente vinculados, desde o início, à luta da burguesia e do imperialismo contra o marxismo-leninismo, têm sido parte integrante da grande estratégia capitalista orientada para minar a revolução e perpetuar a ordem burguesa. À medida que avança a causa da revolução e o marxismo-leninismo vai se difundindo entre as amplas massas populares, o imperialismo tem dedicado uma maior atenção à utilização do revisionismo como sua arma favorita contra a triunfante ideologia do proletariado, como instrumento para solapar esta ideologia.

Assim ocorreu nos primórdios da segunda metade do século XIX, quando foram publicados o Manifesto Comunista e outras obras de Marx e Engels e cresceu a influência do marxismo entre as massas de trabalhadores da Europa. Precisamente naquele tempo, correntes reformistas dos sindicalistas se espalharam pela Inglaterra, as visões pequeno-burguesas de Proudhon na França, os conceitos pequeno-burgueses de Lassalle na Alemanha, as ideias anarquistas de Bakunin na Rússia e em outros países etc. Esse fenômeno ocorreu novamente depois dos eventos heroicos da Comuna de Paris, quando a burguesia, mortalmente receosa da difusão do grande exemplo que ela deu, encorajou a nova corrente oportunista de Bernstein, que tentou arrancar o conteúdo revolucionário do marxismo e torná-lo inofensivo à dominação política da burguesia imperialista.

No começo do século XX, quando as condições políticas e econômicas estavam se tornando mais maduras para a revolução e tomada do poder pelo proletariado, a burguesia deu apoio com toda a força à tendência oportunista da Segunda Internacional e a usou extensivamente em suas manobras para a preparação e lançamento da I Guerra Mundial.

Depois da história vitória da Revolução de Outubro, quando o socialismo foi transformado de uma teoria e movimento revolucionário para um sistema socioeconômico que triunfou em um sexto do mundo, o capitalismo foi forçado a alterar suas estratégias e táticas. Internamente, sua violência e terror deram passos ainda mais distantes, começou a utilizar os meios mais ferozes para fortalecer seu governo até mesmo levando o fascismo ao poder. Antes de mais nada, ele moveu depressa sua demagogia e propaganda mais tarde, com objetivo de denegrir e distorcer o marxismo-leninismo ao inventar novas “teorias” pseudo-marxistas, caluniando a União Soviética e preparando a guerra contra ela. O imperialismo, escrevia Lenin nesse tempo,

“…sente que o bolchevismo passou a ser uma força mundial, e precisamente por isso trata de asfixiar-nos com a máxima rapidez, desejando acabar em primeiro lugar com os bolcheviques russos para depois fazer o mesmo com os bolcheviques de seus próprios países.” (V. I. Lenin, Obras, ed. albanesa, t. 28, p. 239)

Em 1918 os imperialistas britânicos, americanos, franceses e japoneses começaram sua intervenção militar na Rússia. A batalha contra o primeiro Estado de trabalhadores e camponeses levou todas as forças reacionárias a um único campo. Os oportunistas e renegados do marxismo também se arremessaram no ataque à Revolução de Outubro e o poder estatal proletário. Kautsky na Alemanha, Otto Bauer e Karl Renner na Áustria, Léon Blum e Paul Boncour na França, levantaram-se em fúria contra a Revolução de Outubro e a estratégia leninista e táticas de revolução. Eles taxaram a Revolução de Outubro de ilegal, um desvio do curso do desenvolvimento histórico e uma divergência da teoria marxista. Eles pregaram a revolução pacífica sem violência ou derramamento de sangue, a tomada do poder pela maioria no parlamento; eles estavam contra a transformação do proletariado em classe dominante. Todos eles elevavam às nuvens a democracia burguesa e atacavam a ditadura do proletariado.

Quando a intervenção armada contra a Rússia soviética falhou e a socialdemocracia ficou incapaz de parar a criação dos novos partidos comunistas e o ímpeto revolucionário das massas trabalhadores da Europa, a burguesia fixou todas as suas esperanças no rompimento da frente comunista.

“…a partir de dentro, buscando seus heróis entre os líderes do P. C. (b) da Rússia.” (J. V. Stalin, Obras, ed. albanesa, t. 6, p. 278)

Os trotskistas trouxeram novamente “a teoria da revolução permanente”, de acordo com a qual o socialismo não poderia ser construído na União Soviética sem o triunfo da revolução em outros países. Fundiram-se em uma frente única com a burguesia na luta contra o socialismo. Stalin muito corretamente apontou que uma frente inimiga única foi criada, abarcando desde Chamberlain até Trotsky. Contra o socialismo somaram-se também os da “direita”, os bukarinistas, partidários da extinção da luta de classes e da possibilidade de integração do capitalismo no socialismo.

A estratégia do imperialismo assumiu um caráter contrarrevolucionário e anticomunista mais marcado, especialmente depois da II Guerra Mundial, como resultado da alteração na proporção de forças favoráveis ao socialismo e à revolução, o que sacudiu todo o sistema capitalista até suas bases. Essas mudanças colocam a questão da revolução e o triunfo do socialismo na ordem do dia, não mais em apenas um ou dois países -, mas em regiões inteiras ou continentes. O imperialismo, encabeçado pelo imperialismo americano, desta vez baseou sua maior esperança na militarização de toda sua vida, nos blocos e pactos militares, na intervenção violenta e guerra aberta contra o socialismo e os revolucionários e libertários movimentos dos povos. Entretanto, ele prendeu suas muitas esperanças também na revigoração e ativação de todas as forças oportunistas para sabotar os países socialistas e os partidos comunistas por dentro e levá-los às suas degenerações.

 
2 Comentários

Publicado por em 23/12/2009 em História, Livro, Marxismo

 

Tags: , , , , , , , , ,

2 Respostas para “Oportunismo – um Permanente Aliado da Burguesia

  1. camila

    29/08/2011 at 19:07

    esse texto não tem nada a ver

     

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: