Alguns comentários sobre os clichês reacionários

É recorrente a utilização de clichês reacionários, particularmente os anticomunistas. Uma gama ampla e variada de disparates acumulam-se em diferentes meios (livros, jornais, revistas, na internet) ao logo dos anos, alguns anterior à Comuna de Paris, outros mais “jovens”. Não foi de outra forma em determinada lista de discussão da qual faço parte, que apesar de ser formada por pessoas sérias, progressista, de esquerda e até alguns comunistas não ficou imune aos ataques da demência reacionária.

Certos reacionários tomam seus desejos por realidade e ignoram deliberadamente o mundo concreto, veja qual “novidade” serviu de argumento no interesse de desqualificar a teoria marxiana:

“(…) comunismo que não leva a nada (…) uma ideologia que foi testada, checada e não deu certo (…) quem pretende implantar o comunismo tem que procurar com urgência um psicólogo (…) nova geração tem a fazer é aperfeiçoar o sistema capitalista (…) acabar com a burguesia, acabar com AS FÁBRICAS, ACABAR COM AQUILO, acabar com isto, o negocio de comunista é acabar com tudo (…) até com a Rússia quase que quebraram toda (…) além do que Marx era capitalista (…)”

Se não soubéssemos o quão perverso é o objetivo e o resultado de tais absurdos poderíamos acha graça, pois é cômico.

Os propagandistas do antimarxismo, anticomunismo e etc., erram triplamente, se tornando péssimos no que fazem, muito incompetentes, por isso são tão ridículos:

1) Dado seus preconceitos positivistas e sua completa ignorância sobre o que combatem são forçados a utilizar o chamado “efeito espantalho”, que é um recurso retórico muito simples, cria-se um personagem fictício, dá-se a tal ficção o nome de determinado adversário que se quer combater e daí por diante basta satanizá-lo. Como é muito sabido entre os minimamente conhecedores da marxismo, Marx e Engels (para ficar por aí) foram severos críticos dos fabricadores de modelos, como fica muito claro em “Anti-Dühring”. Quando os reacionários alegam que os modelos marxistas não funcionaram, nada mais fazem do que confessar sua ignorância ao confundir Marx com Dühring. Cabe a pergunta, o que seria o materialismo histórico/dialético?

2) Certamente os propagandistas vulgares do capitalismo ignoram que o maior esforço marxiano foi concentrado na análise do capitalismo, o título da principal obra de Marx não é mera coincidência.

3) No que se refere aos cabíveis testes práticos das teses marxianas o resultado é bem diferente do sonho dos reacionários. Mostrou-se uma das mais importantes contribuições à ciência, acumulada pela humanidade.

Antes da crise financeira também se falava muito em “tendência ao equilíbrio”, “mercado absoluto” (não será surpresa se logo adiante tais mitos forem ressuscitados), agora a realidade reclama reconhecimento aos “autores malditos”, como Marx.

Muito risível é a confusão que fazem entre realações sociais e produtos do trabalho. Chegam ao cúmulo de confundir burguesia com fábricas e riqueza com capital.

A saraivada de clichês não se acomoda na limitada inteligência da mãe de Marx, Henriette Marx, que dizia “ao invés de se preocupar em escrever sobre o capital, ele (Karl Marx) devia ter se dedicado a ganhá-lo”, existem os que vão ainda mais longe, no êxtase da falsificação dizem que Marx foi um capitalista!

Para completar, a velha máxima “os loucos são os outros”, que faz lembrar “O Alienista” de Machado de Assis.

A Rússia foi tirada do atraso pelo proletariado revolucionário, se transformou numa potência mundial (diferente das potências imperialistas) a serviço dos povos explorados e oprimidos, a URSS foi o mais importante acontecimento do século passado (para não dizer da história da humanidade), inclusive dos países capitalistas. Quando sofreu uma revés (duro mas não definitivo) a Rússia teve a economia reduzida a metade e pior, os atingidos foram os povos da extinta URSS, só recentemente a Rússia recuperou o patamar que atingira antes da queda. Na Alemanha ninguém comemorou os quinze anos da queda, por uma motivo óbvio, não há motivo para comemorar, há motivo para lutar pela revolução, pois o “proletariado nada têm a perder a não ser suas algemas. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todo o mundo, uni-vos!” (Marx).

Os desejos dos apologistas da ordem atual (o capitalismo), suas ideias, expressões ideais das relações reais dominantes, desmanchar-se-ão no ar junto às relações que representam, quando passar a próxima “locomotiva”.

“As revoluções são a locomotiva da história” (Karl Marx)

Depois disso os clichês reacionários terão o mesmo destino das crenças de que o Planeta Terra é quadrado. Se preferir em outras palavras: “serão jogadas na lata de lixo da história”!

Por: “Koba”

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